Algarve

I Fórum Empresarial do Algarve | Banqueiros alertam que financiamento da economia depende de supervisão e consenso

O financiamento às empresas é fundamental para a recuperação da economia nacional, mas a capitalização dos bancos depende de uma melhor supervisão do sistema bancário europeu – esta é a opinião consensual dos banqueiros que participaram na conferência de encerramento do I Fórum Empresarial do Algarve, que terminou este domingo, 30 de Setembro, no Hotel Tivoli Victoria, em Vilamoura. Nuno Amado, presidente do Millennium BCP, José Maria Ricciardi, presidente da Comissão Executiva do BES Investimento e Luís Mira Amaral, presidente do BIC, frisaram ainda a importância do consenso na política económica nacional.

“Não precisamos de prime time, mas de working time. Precisamos de consensos”, disse Nuno Amado, depois das polémicas declarações polémicas de António Borges, no mesmo Fórum, no dia anterior. O presidente do Millennium BCP defendeu que papel da banca é “capitalizar depósitos em empréstimos”, referindo que, apesar da agitação das últimas duas semanas, a situação é melhor que há um ano, pelo que “temos agora de financiar a economia”.

Já José Maria Ricciardi considerou que “o memorando da ‘troika’ foi mal feito e estamos a sofrer as consequências disso”, adiantando que “foram servidas doses excessivas de austeridade, que devia ter sido mais calibrada, pelo que vai ser difícil sair desta situação”.

Sobre as medidas de reforço do capital que a União Europeia tem estado a impôr aos bancos, o presidente do BESI considera que “o problema na Europa e nos Estados Unidos é de supervisão e não de capital”.

Luís Mira Amaral concorda e salientou que “a União Económica e Monetária está incompleta e que o papel essencial dos bancos centrais é preocuparem-se com a estabilidade financeira”. O presidente do BIC garantiu que a sua instituição tem continuado a financiar as “PME exportadoras com bom perfil de risco” e lembrou o papel fundamental que a garantia mútua pode desempenhar no financiamento às empresas.

Para encontrar consenso na política económica nacional, Luís Mira Amaral sugeriu que “o Governo devia arranjar um acordo com o PS e fazer um ato governativo de três partidos e com os parceiros sociais, para resolver isto”.

Na conferência participaram também João Figueiredo, do Banco Único de Moçambique, e Madhukar Shenoy do Islamic Finance dos Emirados Árabes Unidos, salientando as oportunidades de negócio e de financiamento que existem nos seus países.

II Fórum Empresarial do Algarve já tem data marcada

Ao encerrar o I Fórum Empresarial do Algarve, o presidente do Comité de Gestão do LIDE Portugal, Nasser Sattar, chamou precisamente a atenção para as “várias oportunidades de negócio que surgiram” nos três dias de debates entre líderes empresariais e governamentais de Portugal, Brasil, Angola, Moçambique. “O nosso tecido empresarial tem de repensar o seu modelo de negócio e, tendo em conta o momento que vivemos, olhar para a internacionalização, nomeadamente, para os países lusófonos”.

Nasser Sattar anunciou que, face ao sucesso desta primeira edição, o II Fórum Empresarial do Algarve já tem data marcada: no último fim de semana de Setembro (27 a 29), no Hotel Tivoli Victoria, em Vilamoura.

O Fórum Empresarial do Algarve pretende ser um evento empresarial de referência no espaço de países de língua portuguesa, o maior e mais ambicioso evento de altas esferas corporativas, para aproximar empresas de diferentes países, promover oportunidades de negócio e contribuir para desenvolver as economias nacionais envolvidas. Nesta primeira edição, dedicada aos desafios da crise europeia e internacional, quer-se estabelecer um espaço privilegiado de networking de altíssima qualidade, e uma oportunidade para a discussão de assuntos fundamentais para as economias representadas no evento e respectivo tecido empresarial.

 

Na sequência do êxito do Fórum e do LIDE Portugal, bem como o papel que a organização portuguesa tem tido no apoio ao desenvolvimento de outros LIDE, Miguel Henrique, presidente executivo do LIDE Portugal, foi nomeado vice-presidente do LIDE Internacional, secundando Luís Furlan, ex-ministro do Planeamento do Brasil. O anúncio foi feito pelo próprio presidente do LIDE global e fundador da organização, João Dória Jr, no jantar de gala que encerrou os trabalhos de sábado.

Sobre o LIDE

O LIDE é uma rede de lobbying e networking empresarial de origem brasileira, que reúne personalidades do mundo empresarial. Tem por objetivo incentivar e promover relações empresariais entre os países onde o LIDE está presente; discutir temas económicos e políticos de interesse nacional; fortalecer os princípios de good governance e a aplicação de princípios éticos na gestão dos setores público e privado; promover, atualizar e aperfeiçoar o conhecimento empresarial; e estimular a responsabilidade social e o respeito pelo meio ambiente nas empresas e organizações.

O LIDE Internacional é o braço do LIDE que tem por objetivo intensificar o relacionamento comercial internacional. É ao LIDE Internacional que as representações nacionais do Grupo de Líderes Empresarias, como o LIDE Portugal, reportam. Já presente em quatro continentes, americano, europeu, africano e asiático, espera-se que em 2012 o LIDE Internacional esteja também presente nos Estados Unidos da América, na China, na Alemanha, no México, no Chile, em Espanha, em Moçambique e na África do Sul – estes últimos três com o auxílio operacional do LIDE Portugal, à semelhança do que aconteceu, ainda em 2011, com a criação do LIDE Angola.

O LIDE Portugal foi lançado oficialmente a 1 de julho de 2011 e tem vindo desde essa altura a promover ativamente as relações entre o triângulo Portugal-Brasil-Angola.

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