Algarve

INEM culpa o Governo pelo despedimento de enfermeiros e “sacode a água do capote”

sindicato_enfermeiros

O SEP denunciou publicamente na última quarta-feira que o INEM despediu 3 Enfermeiros em regime de subcontratação pelo INEM que prestavam cuidados nas ambulâncias SIV de Loulé, Tavira e Vila Real de Sto António.

Vem agora o INEM, em reposta ao jornal Correio da Manhã do dia 11 de Janeiro, dizer que: “o fim da contratação através de empresas de trabalho temporário foi decisão do Governo e que foram admitidos 8 enfermeiros com vínculo à função pública para assegurar o serviço.”

O INEM está a sacudir a água do capote e a fugir à verdade:

1.º Se o Governo não tivesse decidido acabar com a contratação através de empresas de trabalho temporário, significa que os enfermeiros permaneceriam nos postos de trabalho, tal como até 31 de Dezembro. E mantinham-se porque estão a desempenhar funções permanentes nos serviços.

Além disso, O INEM teve tempo mais que suficiente para abrir concurso. De facto fê-lo em Novembro de 2008, através de anúncio publicado no jornal, mas que posteriormente anulou, com a promessa de abrir novamente… o que nunca chegou a concretizar;

2.º Está um concurso a decorrer para 8 enfermeiros, mas é preciso clarificar que ainda não está concluído. Por outro lado não é um concurso de ingresso, ou seja, não vai haver admissão de enfermeiros na função pública. Este concurso irá mobilizar enfermeiros de outros postos de trabalho onde também fazem falta, uma vez que a carência de enfermeiros é generalizada!

Por outro lado não se compreende porque razão foi aberto concurso externo para Técnicos de Ambulância de Emergência (permitindo o ingresso na função pública) e para enfermeiros não;

3.º Das 8 vagas, apenas 3 estão previstas para o Algarve, mas os Serviços de Urgência Básica e as SIV precisam de mais enfermeiros. Só a julgar pelo número de horas extra, pelo menos 9 a 10 enfermeiros.

4.º A substituição de enfermeiros não é como a substituição de um objeto. É necessário um período de integração, formação (que é cara e rara) e experiência no terreno. Tudo o que estes enfermeiros que acabaram de ser despedidos tinham desde 2008/09.

A Direcção Regional de Faro do SEP

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