Lagos

Polémica dos novos horários | Carta Aberta da ASMAA

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Trago à vossa atenção, a petição que a ASMAA – Algarve Surf and Marine Activities Association criou em protesto contra a proposta de redução do horário de funcionamento dos estabelecimentos de venda ao público e de prestações de serviços no concelho de Lagos, lançado pela Câmara de Lagos e que está na fase de consulta pública, e que vai afectar não só as áreas tradicionais de animação noturna de Lagos e Luz, mas também as zonas de Barão de S. João, Odiáxere e Bensafrim.

As petições têm estado a circular em Inglês e Português na Internet, e já conta com mais de 2000 assinaturas que demostram a vontade do público, residentes e visitantes, contra estas propostas.

A petição também enfatiza o facto de se a Câmara de Lagos prosseguir no caminho pretendido, estas alterações aos estatutos terão sérias implicações financeiras para uma região que já está sobre uma pesada pressão económica.

Este é o cenário real: reduzir as horas de comércio terá um efeito devastador para o comércio local de Lagos, afectando os já muito inseguros meios de subsistência existentes. Não afectará somente os operadores de animação nocturna, afectará de facto, todo e qualquer comércio que ainda existe em Lagos, desde uma loja de roupas e sapatos até à lojinha de jornais da esquina.

O nosso protesto não ignora que houve, especialmente durante a época alta, alguns distúrbios relacionados com álcool. Seria o mesmo que meter a cabeça na areia e pretender ignorar que algumas medidas precisam de ser tomadas relativamente a esses mesmos distúrbios; de qualquer modo, não concordamos que a solução passe por reduzir o horário de trabalho desses espaços comerciais. Afinal de contas, Lagos é conhecida como um destino turístico.

Se as horas forem reduzidas e os comerciantes forem forçados a fechar às 24,00 horas, isso será motivo para os visitantes deixarem de vir para Lagos e em vez disso passarem a frequentar outros pontos de interesse de animação noturna, noutras zonas que melhor sirvam os seus interesses.

A alternativa seria que, se os visitantes ficassem em Lagos, eles seriam forçados a circular pelas ruas, frustrados e insatisfeitos, podendo eventualmente causar ainda mais distúrbios do que aqueles que até agora possam ter ocorrido.

Há igualmente o impacto económico de reduzir as horas de trabalho, em particular nos empregos e ganhos que sustentam muitos dos residentes.

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