AGENDA

Ti’anita para Orquestra de Sopros, Voz e Acordeão

ti_anita

Projecto do Programa inserido na candidatura aos apoios sustentados às artes do espectáculo 2013-2016, estrutura financiada pela dgArtes/Secretaria de Estado da Cultura, patrocínio da Câmara Municipal de Lagoa e apoio pelo Conservatório de Música de Lagoa, itinerâncias pela Europa é um projecto concebido para evocar o ANO EUROPEU DOS CIDADÃOS, que procurará evidenciar e valorizar o 20 º aniversário do estabelecimento da cidadania da União pelo Tratado de Maastricht, que entrou em vigor em 1 de Novembro de 1993.

A Academia de Música de Lagos, para assinalar a efeméride e em estreia no Concelho de Lagoa, irá apresentar a obra encomendada pela AML a Nuno Rodrigues, compositor algarvio natural de Portimão, denominada “TI’ANITA ”, para Orquestra de Sopros – OSA – Orquestra de Sopros do Algarve,  solista, soprano Ana Margarida Marreiros, coro, Coral do Conservatório de Música de Lagoa, acordeão, Fábio Palma,  Direcção de Orquestra por Carlos Ramalho, Direcção Artística da OSA  de João Rocha e coordenação e direcção do Coral do Conservatório por Vera Batista, pelas 21h30 do dia 23 de Novembro de 2013 no Auditório Municipal de Lagoa .

CA13-CONCERTOS DA ACADEMIA 2013

TI ‘ANITA

Obra do compositor Nuno Rodrigues

AUDITÓRIO MUNICIPAL DE LAGOA

23 de Fevereiro de 2013

21h30

Estreia em Lagoa da obra do compositor Nuno Rodrigues

Obra encomendada pela Academia de Música de Lagos

“TI’ANITA ”

Osa-Orquestra de Sopros do Algarve

Solista – Ana Margarida Marreiros

Coro- coral do Conservatório de Música de Lagoa

Acordeão- Fábio Palma

Direcção da Orquestra- Carlos Ramalho

AUDITÓRIO MUNICIPAL DE LAGOA

23FEV2013

PROGRAMA

1ª parte

LordTullamore…………………………………………………..Carl Wittrock

Ti’Anita(estreia mundial)……………………………..Nuno Rodrigues

I  -Andante

II -Andante cantabile molto legato

III – Allegro

Soprano – Ana Margarida Marreiros

Acordeão – Fábio Palma

Coro da Academia de Música de Lagos “Cant’Arte”

OSA-Orquestra de Sopros do Algarve

*obra encomendada pela Academia de Musica de Lagos

2ª parte

Sinfonia nº3 “Don Quixote”………………………………………………Robert W. Smith

I.              The Quest

II.            Dulcinea

III.           Sancho and the Windmills

IV.          The Illumination

Danzón nº2…………………………………………………………….Arturo Marquez

Orquestra de Sopros do Algarve

Direcção: Carlos Ramalho

Notas da produção e realização

Ti’Anita

Na linha da actuação da Academia de Música de Lagos, relativamente à valorização dos nossos compositores e na criação de uma moldura de oportunidades, que teve inicio com a encomenda de uma obra para 2 pianos e Orquestra clássica a Bernardo Sasseti, por impulso do maestro Armando Mota, Ti’Anita,  insere-se no projecto de valorização dos cantares e música  algarvios, imortalizando-os,  com o trabalho de composição de Nuno Rodrigues  para Orquestra de Sopros, Solista, Acordeão e coro,  que a breve prazo, será editado em CD e DVD (gravação ao vivo durante a estreia).

Esta é a contribuição e o tributo prestados à região e aos compositores Nacionais pela Academia de Música de Lagos.

Notas Biográficas do autor

Nuno Sequeira Rodrigues – Nota Biográfica

Nuno Sequeira Rodrigues nasceu em Portimão em 1979. Fez os estudos graduados e pós-graduados, em Música e Composição, na Escola Superior de Música de Lisboa e na Universidade Nova de Lisboa. Estudou com compositores de prestígio nacional e internacional tais como António Pinho Vargas, Christopher Bochmann e Sérgio Azevedo. Tem vindo a percorrer um percurso formativo variado: na área da Literatura, do Teatro, da Dança Contemporânea, da Pedagogia e da Musicoterapia. Nos últimos anos orientou múltiplos seminários na Área da Música, Movimento e Criatividade, entre outras participações em projectos artísticos e pedagógicos, no Algarve e em Lisboa. Foi membro do Grupo Coral Adágio, de Portimão, de 2003 até 2011. Actualmente, é membro da Direcção Pedagógica do Conservatório Regional do Algarve Maria Campina, instituição onde é docente desde 2002. Concomitantemente, no âmbito da Licenciatura em Formação Musical exerce docência no Instituto Superior Dom Afonso III. É líder do projecto musical “Axaraz”desde 2009, no qual participa como compositor, autor e um dos intérpretes. Em Faro, foi um dos fundadores do Coro de Câmara Vozart, agrupamento vocal no qual é intérprete e desenvolve um trabalho de harmonização e composição desde 2011. Ao longo da última década tem vindo a participar em importantes festivais e venceu vários prémios de composição destacando-se, entre outros, o Prémio Nacional SPA de Canções de 2007 e a Marcha de Viseu de 2012. Em 2008 estreou uma obra para o EvorEnsemble Contemporaneus (orquestra de câmara), em Évora. Paralelamente tem desenvolvido um trabalho criativo na área da Literatura, tendo sido agraciado com vários prémios e menções honrosas no âmbito do Conto, área onde é autor publicado. Ao longo do seu percurso profissional tem frequentado diversos eventos formativos europeus na área da Comunicação (na Alemanha) e do Património Cultural (em Malta). Muito recentemente participou numa conferência internacional na Grécia, a propósito de um trabalho premiado na área do argumento.

Notas de Programa

Lord Tullamore

Obra baseada no folclore irlandês, divide-se entre passagens com sonoridades brilhantes, momentos de meditação quase líricos e ritmos de dança     contagiosos.

Ti’Anita

Fantasia em 3 andamentos

Composição de Nuno Sequeira Rodrigues

Notas do Autor

Ti’Anita é a irmã gémea secreta da Ti’Anica de Loulé. Desconhecida ou ignorada por todos, durante toda a sua vida tem vivido sombreada pela figura luminosa de Anica, radiosa e popular, não só no Algarve, como também no resto do país e além-fronteiras.

Ti’Anita vive um conflito interior permanente, uma crise de identidade envolta em sentimentos de inquietação e tristeza dos quais tentará sobreviver, procurando ser ouvida e valorizada defendendo-se com alguma ironia.

Esta fantasia em três andamentos representa as diferentes vivências desta personagem desconhecida, ilustradas musicalmente por várias técnicas de composição, onde se destaca a paródia do tema popular algarvio, isto é, a desconstrução melódica através do corte das frases, de inversão melódica, de retrogradação, de variação e sobreposição harmónica e diversidade rítmica. O soprano solista é o elemento central caracterizado por uma carga dramática significativa e o acordeão surge, também, como elemento de ligação com o folclore algarvio.

Em cada andamento Ti’Anita contém estados de espírito individualizados integrados num sentido contínuo em que o dramatismo inicial, mais instável, se desvanece em algo mais seguro e estável. Tentando ser ouvida, surge no 1º Andamento num ambiente sonoro de texturas variadas, maioritariamente dissonantes, apesar das referências tonais que se ouvem refletindo a base tradicional. Fala de si própria num registo amargo, revelador do seu conflito interior.

No 2º Andamento, Ti’Anita aparece apoiada primeiro pelo coro como base textural de um estado de espírito mais introspectivo, mais tranquilo e marcadamente bucólico, onde se revela mais nitidamente o seu problema de identidade, a sua solidão e tristeza. Lança um pedido de ajuda mas aparentemente ninguém a ouve… Em todo o andamento o ambiente harmónico é consonante, numa textura sonora menos densa, surgindo pela primeira vez o coro e o acordeão, elementos que amparam a Ti’Anita como adjuvantes no drama pessoal.

O 3º Andamento representa uma reviravolta no seu estado de espírito. Mais enérgica, mordaz, quase grotesca na sua auto-ironia, expande a sua expressão para outras paragens musicais, nomeadamente sobre ritmos de acentuação irregular, música Árabe e uma valsa mais pomposa. Ti’Anita ainda cita algumas passagens de andamentos anteriores, isto é, evoca motivos e secções musicais que se intrometem numa textura mais festiva, reveladores de que a substância da sua amargura permanece. Ti’Anita despede-se literalmente no final, apelando a um destinatário imaginário sobre uma textura musical que exprime uma ideia básica do ritmo folclórico algarvio.

Sinfonia nº3 “Don Quixote”

Baseada no romance de Cervantes, conta-nos a história do cavaleiro errante e as suas aventuras para proteger os mais fracos. O primeiro andamento “The Quest”, demonstra uma acentuada sonoridade espanhola enquanto descreve D. Quixote (representado pelo eufónio) na sua missão de derrotar o mal. O segundo andamento “Dulcinea”, escrito num tango lento em 5/4, descreve a paixão de D. Quixote por Dulcinea de Tobosa. O terceiro andamento “Sancho and the Wildmills”, começa com Sancho Pança cavalgando no seu burrito (representado pelo fagote), passando de seguida às aventuras e desventuras de D. Quixote lutando para se manter em cima do seu cavalo Rocinante enquanto luta com os moinhos de vento (julgando serem monstros). A obra termina com o quarto andamento “Illumination”, que retrata as reflexões de D. Quixote em final de vida, contendo naturalmente temas dos andamentos anteriores.

Danzón nº2

Escrito em 1994, pelo compositor mexicano Arturo Marquez num estilo de dança tipicamente cubano.

Academia de Música de Lagos

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