AGENDA

Vodafone Rally de Portugal 2013 apresentado em Vilamoura

O Oceânico Victoria Golf Course, em Vilamoura, Concelho de Loulé, foi o palco escolhido para a apresentação do Vodafone Rally de Portugal 2013, que decorreu na passada quarta-feira, 13 de março.

Os responsáveis algarvios presentes nesta cerimónia sublinharam a importância para a região daquele que é o evento desportivo com maior retorno económico para o país, depois do Euro 2004, e afirmaram ser fundamental que o mesmo se mantenha no Algarve.

“Para nós, o Rally tem uma importância muito significativa, tem um impacto económico extremamente elevado. Para além dos números económicos, há também os números da notoriedade da prova que reflete na região”, considerou Joaquim Guerreiro, vereador do Desporto da Câmara Municipal de Loulé, uma das autarquias que apoiam a prova. “Tenho lutado em diversos fóruns, e até mesmo na comunicação social, para que o evento se mantenha aqui na região já que o Algarve é um símbolo desta segunda geração do Rally”, frisou este responsável da Autarquia louletana.

Joaquim Guerreiro falou ainda da importância dos eventos desportivos que ao longo do ano decorrem no Concelho, não só para a economia local mas também para a imagem de Loulé enquanto importante destino turístico. “Para se ter uma ideia da dimensão que nós temos no Município na área desportiva e turística, em 2011, tivemos 21 provas de dimensão internacional, e em 2012 esse número aumento para 26”, referiu, enaltecendo ainda o papel de Vilamoura que este ano será o local de partida do Rally.

Também o presidente do Turismo do Algarve é da opinião de que o Rally de Portugal no Algarve “é uma mais-valia para a região, com retorno considerável”, com uma importância acrescida no combate à sazonalidade. “Estamos numa região que turisticamente é a mais importante do país, isto é, é a que produz mais receita. Temos um problema acrescido que é a questão da sazonalidade. O Rally de Portugal nesta região, embora seja em abril, vem compensar um pouco daquilo que é uma franja muito grande que vai de novembro ao final de março. Tem todo o retorno”, afirmou Desidério Silva.

Nesse sentido apelou à necessidade do evento manter-se no Sul: “Todos aqueles que entendem e falam de turismo têm de fazer todos os esforços para que esta prova não saia do Sul porque senão será um descalabro total em termos da imagem, em termos daquilo que é a capacidade dos algarvios se organizarem para terem aqui um evento de referência, não só nacional como internacional. Tudo faremos para continuar a fazer um esforço junto das entidades deste país que têm responsabilidades em Lisboa, pois o Algarve não pode ser prejudicado com a saída da prova desta região”, afirmou.

Desidério Silva adiantou ainda que, neste momento são apenas dois os eventos realizados na região que contam como o apoio do Turismo de Portugal: o Rally de Portugal e o Portugal Masters em Golfe, em Vilamoura.

Retorno de cerca de 100 milhões de euros em 2012

Fernando Perna, o coordenador científico do estudo que a Universidade do Algarve realiza já há alguns anos sobre o impacto económico do Rally de Portugal na região, associou-se mais uma vez à apresentação da prova para apresentar dados que mostram a importância do Rally para a economia regional.

Este estudo envolve a participação de 16 pessoas, uma amostra de cerca de 1500 entrevistados (adeptos portugueses e estrangeiros que se encontram em 9 locais de passagem do Rally) e desenrola-se ao longo de 6 meses.

Mais uma vez este estudo veio mostrar que metade dos não residentes que se deslocam ao Algarve e Baixo Alentejo são portugueses mas destaca-se a presença espanhola: mais de três em cada dez adeptos vêm de Espanha, maioritariamente de Andaluzia e Extremadura, mas ano após ano, há uma forte penetração na Galiza e um peso cada vez maior de adeptos vindos de Madrid.

Para além de captar novos visitantes, o Rally tem um elevado grau de fidelidade por parte dos adeptos em relação às edições anteriores (um em cada dois adeptos já assistiu a outras edições). Por outro lado, 24% dos adeptos visita a região algarvia devido ao Rally.

O estudo salienta que cerca de 54% dos adeptos que se deslocam ao Algarve e Baixo Alentejo pernoitam na região entre duas a quatro noites, o que tem um importante impacto na chamada época baixa do turismo algarvio. E entre 60% a 80% dos adeptos manifestam vontade de regressar, sendo que 60% pretende voltar no inverno.

Relativamente às fontes de informação utilizadas pelos adeptos, destaca-se a imprensa escrita, mas a internet tem uma importância crescente, nomeadamente o website do Rally.

O cumprimento das regras de segurança, a boa organização e a espetacularidade são os principais pontos de perceção da prova por parte dos visitantes. Já em termos da imagem da região, os visitantes destacam a paisagem, a gastronomia, a hospitalidade e a segurança em termos gerais.

Quanto ao impacto económico e social, para os adeptos residentes o Rally tem duas valias: contribuir para o desenvolvimento económico (70%) e projetar a imagem da região no exterior (80%).

Quanto ao impacto económico direto (dinheiro que entrou na economia) e impacto económico indireto (valorização da imagem projetada do evento e da região), a alimentação e bebidas (36,6%) é o principal setor do dinheiro gasto pelos adeptos.

O impacto direto total do Rally é de 52 milhões de euros gastos na economia das regiões que recebem o Rally, sendo a grande fatia no Algarve e Baixo Alentejo. Quanto à despesa indireta, que corresponde à imagem projetada através dos media, é de cerca de 45 milhões de euros. O total da despesa registada em 2012 corresponde a mais de 97 milhões de euros, um valor superior ao registado em 2011 (92 milhões de euros).

O Vodafone Rally de Portugal 2012 correspondeu a 53% das exportações de bens e serviços (despesas realizadas pelos adeptos com o Rally).

A prova

De 11 a 14 de abril, as grandes emoções do Campeonato do Mundo de Ralis estão de volta às estradas do Baixo Alentejo e Algarve, desenrolando-se ao longo de 15 especiais de classificação e com um total de 386,73 quilómetros, pelos concelhos de Loulé, Silves, Faro, Ourique, Almodôvar e Lisboa (com a Super Especial).

Na quinta-feira, dia 11, tem lugar o “Qualifying Stage” de Vale Judeu, que irá decidir a ordem de partida, seguindo-se a partida oficial a partir da Marina de Vilamoura. NA sexta-feira, dia 12, arranca a competição propriamente dita, com as primeiras Especiais de Classificação. A ação tem início com a dupla passagem pelos troços de Mú (20,32 km) e Ourique (18,32 km), seguindo-se os espetaculares 3,27 km da Praça do Império, em Lisboa, e onde os pilotos alinharão por ordem inversa.

No sábado, 13 de abril, decorrem seis Provas Especiais de Classificação: Santana da Serra 1 e 2 (31,12 km), Vascão 1 e 2 (25,37 km) e Loulé 1 e 2 (22,78 km).

No dia de encerramento da prova, domingo, 14 de abril, haverá a dupla passagem por Silves (21,52 km) e as duas visitas a Almodôvar (52,30 km), sendo a última delas o “Power Stage”, que poderá ser de extrema importância para a classificação do Campeonato.

CM-Loulé

Categories: AGENDA, Algarve, Desporto

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.