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FESTA DA ESPIGA 2013 | Freguesia de Salir revive tradição

Desfile Etnográfico

Desfile Etnográfico

Desfile Etnográfico é o ponto alto das comemorações

Evento integra diversas atividades culturais, desportivas e gastronómicas. Frankie Chavez e Primitive Reason são os cabeças-de-cartaz

 

Primitive Reason

Primitive Reason

De 9 a 11 de maio, a freguesia de Salir celebra mais uma edição da Festa da Espiga, com um programa repleto de atividades culturais, desportivas e gastronómicas, dividido em três noites temáticas: Noite da Espiga (9 maio), Noite Popular (10 maio) e Noite Jovem (12 maio).

As festividades arrancam na Quinta-Feira da Espiga, dia 9 de maio, data em que se assinala também o Dia do Município de Loulé, a partir das 9h00 com um Passeio BTT e Passeio Pedestre. Às 13h00 abre o espaço de tasquinhas dedicado aos Manjares e Petiscos Serranos, seguindo-se a inauguração da exposição de produtos regionais onde vão estar presentes artesãos da Serra do Caldeirão, com os mais variados produtos desde artesanato a agroalimentares.

O ponto mais importante da Festa acontece às 15h00 deste dia, com o tradicional desfile etnográfico que representa toda a atividade agrícola desta freguesia rural.

Para completar o cortejo, irão atuar dois dos mais importantes grupos etnográficos da serra algarvia: o Rancho Folclórico “As Mondadeiras das Barrosas” e o Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão (Cortelha).

Pelas 18h00 é inaugurada a exposição de rua que estará patente ao público junto ao Pólo Museológico de Salir, “Quem nos escreve desde a serra”, uma organização conjunta da Câmara Municipal de Loulé e do Projeto Estela.

O resto da noite é dedicado à animação musical, com o espetáculo do grupo “… E Viva a Música” (19h30) e o baile tradicional com os artistas Cláudio Rosário (21h00) e Augusto Canário & Amigos (23h00).

A tarde de sexta-feira é dedicada aos idosos e a organização da Festa da Espiga promove uma Tarde Sénior, a partir das 14h30, que integra um baile tradicional e lanche.

Ao final da tarde os visitantes poderão visitar a exposição de produtos regionais e apreciar os sabores tradicionais nas Tasquinhas existentes no local. A partir das 20h00, e pela noite dentro, sobem ao palco diversos artistas: Diogo Ramos, o jovem louletano participante no programa “Ídolos”, Gonçalo Tardão (baile), o fadista André Catarino, o grupo The Bottles, que irá interpretar temas dos Beatles, e o artista popular Gil Rosa.

No encerramento das festividades, que acontece no sábado, dia 11, a partir das 14h00, realiza-se a habitual Tarde das Espiguinhas, com muita animação e surpresas para os mais novos como jogos infantis, a atuação do grupo Pé na Estrada, um lanche parta as crianças e o desfile “Miss e Mister Espiga”. Neste último dia da Festa, a partir das 18h30, haverá ainda a exposição de produtos regionais e as Tasquinhas de Manjares e Petiscos Serranos, animadas pela atuação do Duo de Acordeonistas e pelo baile tradicional com Silvino Campos.

Nesta noite sobem ainda ao palco os cabeças-de-cartaz da Festa da Espiga 2013, o cantor de blues Frankie Chavez e a banda de fusão de rock, ska e ritmos africanos, Primitive Reason. No final, a música dos anos 80 vai animar a festa com a performance do DJ PSLM & DJ AKA DJ.

Todas as iniciativas têm entrada livre.

As origens da Festa da Espiga

Segundo o calendário litúrgico, na Quinta-Feira da Ascensão comemora-se a ascensão de Jesus Cristo ao Céu, encerrando um ciclo de quarenta dias após a Páscoa. Mas neste dia celebra-se igualmente o Dia da Espiga ou Quinta-Feira da Espiga. Sobretudo no Sul do País é tradição as pessoas irem para os campos apanhar a espiga de trigo e outras flores silvestres, fazendo ramos simbólicos da fecundidade da terra e da alegria de viver; algumas espigas, geralmente de trigo, simbolizam a abundância, as papoilas, rosas, margaridas e malmequeres a beleza e o ramo de oliveira a paz. Este ramo, em número de combinações variáveis conforme as localidades, pendura-se dentro de casa e aí se conserva durante um ano, até ser substituído pela “espiga” do ano seguinte.

Salir, uma das mais típicas freguesias rurais do concelho de Loulé, faz da Festa da Espiga um dos principais cartazes turísticos e etnográficos da região algarvia.

A Festa Espiga em Salir teve início no dia 23 de maio de 1968, organizada pela Junta de Freguesia, mais propriamente pelo presidente de então, José Viegas Gregório, figura carismática e um grande impulsionador da sua terra natal. O sucesso da primeira edição, à qual presidiram o Governador Civil de Faro, Romão Duarte, e o presidente da Câmara Municipal de Loulé da altura, Eduardo Pinto, ultrapassou todas as expectativas da organização.

Desde então, Salir tem feito do Dia da Espiga um grande acontecimento regional, recebendo milhares de forasteiros que aqui se deslocam para apreciar o artesanato, a gastronomia, o folclore, a etnografia, a poesia e tudo o que há de mais genuíno no interior rural do Algarve. A importância que este evento alcançou como cartaz turístico do interior algarvio foi tal que a Câmara Municipal de Loulé mudou para este dia o seu feriado municipal.

Em Salir, o Dia da Espiga, que de certa forma marca o início da época das colheitas, assume uma importância especial, uma vez que se aproveita esta data para levar até ao grande público as manifestações tradicionais mais características desta freguesia rural. Os intervenientes neste espetáculo ímpar no país preparam com certa antecedência os seus carros e durante o desfile vão oferecendo alguns dos produtos que transportam.

O cortejo etnográfico que desfila ao longo da principal rua da vila representa toda a atividade agrícola e artesanal da freguesia, em parte que se encontra em vias de extinção, desde as sementeiras, mondas, ceifas, debulhas, fabricação de pão, apanha do medronho e destilação, apicultura e extracção de cortiça, o varejo do figo, amêndoa e alfarroba, artesanato de linho, lã, palma, esparto, cestaria de verga. Tudo “ao vivo e a cores”.

Para além disso há ainda a exibição de poetas populares declamando os seus poemas feitos de improviso e uma vasta exposição de maquinaria agrícola das diversas marcas existentes no mercado.

Uma das particularidades da Festa da Espiga é que a população tem ainda a possibilidade de deixar uma mensagem, em forma de poema ou quadra preparada ou apenas de improviso, às entidades governativas presentes, para pedir ou agradecer as obras feitas na terra.

CM-Loulé

Categories: AGENDA, Loulé

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