Albufeira

Fernando Anastácio reuniu com comerciantes da baixa

Fecho do Posto da GNR às 17 horas foi uma das notas do encontro

anastacio

Acessibilidades, estacionamento, limpeza, recolha de lixo, segurança, iluminação pública e reabilitação urbana, foram os principais problemas levantados pelos empresários da baixa de Albufeira, num encontro promovido hoje pela Plataforma Cívica Albufeira Consigo.

O encontro, que reuniu cerca de três dezenas de empresários do comércio, restauração e animação noturna, serviu para o candidato à câmara, Fernando Anastácio, recolher e discutir com os agentes locais soluções para casos de deficiente gestão autárquica que dificultam o exercício da actividade económica, já de si sobrecarregada com a crise existente.

Como exemplo da disfuncionalidade dos serviços, os participantes consideraram que a limpeza das ruas do centro da cidade “não existe. Já ninguém limpa as ruas à noite porque a Câmara deixou de ter condições financeiras para pagar esse serviço contratualizado com uma empresa”, salientou um dos empresários.

“Neste caso, a limpeza está muito pior do que há três ou quatro anos”, frisou outro dos participantes que criticou a deficiente iluminação pública, de tal modo que “se não fossem as luzes dos estabelecimentos comerciais, seria a escuridão completa” com os riscos que isso representa para a segurança de pessoas e bens.

Para agravar este quadro, foi revelado que “o posto a GNR de Albufeira, fecha às 17 horas” o que não deixa de ser irónico numa cidade considerada como a capital do turismo português: “turismo sem segurança, é uma atividade que não funciona”, realçou um dos presentes, alertando para a tendência do agravamento da criminalidade e insegurança.

A dificuldade no acesso ao centro de Albufeira, foi uma das questões mais debatidas uma vez que “à falta de transportes públicos que levem as pessoas à baixa, as tarifas elevadas sobre 24 horas a pagar nos parques de estacionamento existentes” contribuem para uma acentuada redução do número de visitantes.

“A pedonalização era necessária mas devia ter sido equilibrada com soluções alternativas”, consideraram os comerciantes que defendem uma nova configuração artística e urbanística para a zona da meia laranja (Largo Duarte Pacheco), novos tarifários para o estacionamento e uma nova linha de serviços de transportes públicos.

“O serviço de transportes urbanos custa mensalmente à Câmara de Albufeira, cerca de 100 mil euros, representando apenas uma pequena fracção de um montante total de 2 milhões de euros que a autarquia paga por ano à empresa que garante esse serviço, revelou Fernando Anastácio.

“O preço parece excessivo para a eficácia do serviço prestado, já que é limitado e deficiente o serviço de transporte publico que, com dificuldade serve a zona da baixa:

“A dimensão dos autocarros que não é adequada ao perfil daquela zona da baixa, bem como a falta coordenação de horários com os comboios e com outros serviços, foram algumas razões para a crítica aos transportes os quais, com outra funcionalidade deviam facilitar a acessibilidade dos turistas, visitantes e moradores ao centro da cidade”.

A recolha de lixo não deixou de ser um assunto em cima da mesa, tendo sido revelado que “há zonas da cidade e da baixa que são autênticas lixeiras” por falta de eficácia dos serviços contratados pela autarquia.

“Sem prejuízo das consultas e estudos dos contratos e compromissos existentes”, Fernando Anastácio não exclui a possibilidade de levar em consideração a hipótese de ser a Câmara a voltar a assumir a tarefa da limpeza e recolha de lixo.

No encontro, Anastácio justificou a reunião com os comerciantes, empresários da restauração e animação noturna, salientando que “os políticos não são uns iluminados e não podem ter a presunção de tudo saberem”.

“Quem sabe e quem conhece os problemas são as pessoas e, neste caso, não se pode fazer nada sem ter em conta a opinião de quem vive no dia a dia os estrangulamentos e a deficiência dos serviços públicos”, frisou. candidato tem consciência da gravidade do quadro financeiro da câmara, acrescentando que “não vou assumir promessas fáceis, mas não me abstenho de escutar opiniões, ideias sugestões, garantindo neste encontro como nos próximos, falar toda a verdade a toda a gente”.

Esta reunião com os agentes económicos da zona da baixa, concluiu uma semana de contatos pessoais com mais de uma centena de empresários, e foi o primeiro de outros encontros já previstos para as zonas da Oura, Montechoro, Olhos de Água e Guia.

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