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Festival MED também é arte | Quatro exposições abertas ao público

No âmbito da realização da 10.ª edição do Festival MED, a Zona Histórica de Loulé vai acolher quatro exposições que pretendem trazer ao evento várias vertentes artísticas.

Na Galeria de Arte do Convento Espírito Santo vai estar patente a exposição coletiva “Sol és a verdade, mas odeio-te!”, de Paula Tojal, Paulo Serra, Pedro Leitão e Zé Ventura, com curadoria de Nuno Faria.

“Sol és a verdade, mas odeio-te!” é uma exposição coletiva que reúne obras de quatro artistas que vivem no Algarve e cujo trabalho mapeia, explora e traduz o magnetismo e a energia de um território luminoso e profundo. Coincidindo com o Festival MED, a mostra celebra o espírito do lugar tomando de empréstimo para título da exposição um verso do poeta João Lúcio, natural de Olhão e um dos autores que melhor captou a natureza do Algarve.

Na exposição convivem linguagens como o desenho, a pintura e a tecelagem, ou objetos encontrados e recontextualizados, como raízes ou fragmentos de madeira pintada, que permanentemente convocam uma relação de recolha, troca e evocação desta terra solar e intensa.

A fotografia de Pedro Barros vai estar em exibição na mostra “Jordânia”, com texto de Álvaro Figueiredo, que pode ser visitada nos Claustros do Convento (junto ao INUAF).

O Reino Hashemita da Jordânia é um país de grandes contrastes geográficos que se refletem em paisagens de uma grande beleza natural. Situado num importante eixo estratégico, entre o mundo do Mediterrâneo e a Arábia, a par com as regiões vizinhas, como o Egipto e a Mesopotâmia, aqui se desenvolveram civilizações urbanas há cerca de 3000 a.C.. A prosperidade das suas gentes, resultante do comércio de longa distância, cedo atraiu Egípcios, Assírios e Babilónios, cujo território veio mais tarde a integrar os sucessivos impérios de Persas, Macedónios, Romanos, Árabes e Turcos Otomanos. A rica herança cultural e histórica do país encontra-se bem documentada em impressionantes testemunhos arqueológicos, entre os quais Petra, a capital político-religiosa dos Nabateus, uma nação árabe pré-islâmica contemporânea do mundo greco-romano, e que constitui hoje a joia turístico-cultural do país.

A exposição, patente no claustro, de estilo neoclássico e de arquitetura chã, do antigo Convento Espírito Santo de Loulé, construído nos finais do século XVIII, convida a uma viagem através do tempo, entre o presente e o passado, numa região rica em tradição e hospitalidade.

Contextualizadas por um texto sobre o país, as imagens são ainda legendadas por pequenos textos explicativos em português e inglês, da autoria de Álvaro Figueiredo, especialista em Arqueologia do Próximo e Médio Oriente Antigo e as fotografias são de Pedro Barros que exerce a profissão de arqueólogo.

Na Travessa do Arco do Pinto, em pleno coração da Zona Histórica de Loulé, a exposição de rua “Músicas que nos tocam” será uma das mais surpreendentes.

Os visitantes do Festival vão descobrir nos seus percursos, entre um palco e outro, a “Rua das Guitarras” onde cada um dos 21 artistas convidados representou uma música que para si tem um significado próprio, a nível da melodia e do ritmo, ou a nível da mensagem, ou por motivos mais pessoais. Esperamos que estas interpretações também vos provoquem sentimentos e reações diferentes de uma figura para outra… ou de uma música para outra.

Em todo o recinto vão estar imagens do fotógrafo Nuno Graça, na exposição designada por “Detalhes do MED”, com algumas fotografias das edições anteriores do Festival MED.

Nuno Graça nasceu em Quarteira em 1966. Frequentou o ensino secundário em Faro, dedicado à fotografia como complemento e ferramenta ao serviço da comunicação, manteve atividade na área da publicidade desde 1987, após ter cursado em Design e Comunicação Visual da Escola Técnica António Arroio.
Ao serviço da fotografia, fez da reportagem fotográfica a principal atitude da sua visão. Desde 1992, em estúdio desenvolveu atividade comercial.

Participou em exposições coletivas e individuais e partilhou com diversas publicações fotografias e gráficos.
Nos últimos anos realizou as seguintes exposições: “Pessoas em textura”, “Gentes do Mar – retrato”
“Quarteira – Ontem e hoje”, “Quarteira – Um olhar pelo passado”, “Detalhes do MED”, “Visão a preto e branco” e “Chaminés do Sul”.

CM-Loulé

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