Albufeira

Candidatura de Fernando Anastácio ouviu empresários: “Montechoro ao abandono e em degradação acelerada”

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Fernando Anastácio deixou um compromisso: “Se vencermos as eleições, estas duas zonas (Montechoro e Oura) e áreas envolventes vão merecer uma intervenção integrada ao nível da reabilitação urbana e equipamentos públicos”. E acrescentou: “A Câmara não cria empregos mas pode e deve criar as condições para atrair o investimento, voltar a dar a qualidade que Montechoro já teve, tornando-a numa zona de atracção turística”. “Há uma cultura de abandono na zona de Montechoro que se reflete na iluminação pública, deficientíssima, passeios públicos degradados, jardins ao abandono e edifícios degradados”. Este o retrato recolhido no passado Sábado pelo candidato Fernando Anastácio num encontro com empresários.

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Uma das razões desta situação de abandono duma zona que chegou a ser referência do turismo de alojamento e de animação de Albufeira e do Algarve, são as dificuldades de acesso e a ausência de uma política integrada de gestão urbana e ordenamento do território.

“O Plano de Urbanização da Cidade de Albufeira (PUCA) que a atual câmara do PSD vai fazer votar no próximo dia 11, a cerca de 15 dias das eleições, sem uma audição pública prévia conveniente, “não cria os mecanismos que permitam a reabilitação da zona de Montechoro e da Oura, o que impede estas zonas de beneficiarem dos fundos do novo quadro comunitário previsto até 2020”, disse Fernando Anastácio.

O candidato defende uma solução para o problema que atualmente divide as partes norte e sul da Avenida Sá Carneiro, uma vez que o eixo viário existente constitui uma barreira entre dois territórios tão próximos e tão diferentes.

Segundo Fernando Anastácio, “hoje dói a alma vir até aqui. Esta zona é uma preocupação para nós, enquanto autarcas. Merece um olhar especial e muito atento”.

A sul, que é a zona dos bares da Oura, “há vida, há gente, muita atividade económica e é um ponto de animação mas que também tem os seus problemas. A norte, temos uma zona votada ao abandono sem quase nenhuma atenção e intervenção da autarquia”, acescentando: “ Estamos preocupadíssimos com a situação. A Câmara Municipal não vive momentos saudáveis e todos nós estamos a ser chamados para pagar a fatura”, garantindo que, consigo, “vai ser uma gestão muito criteriosa do lado da despesa. Temos que planear muito bem que investimentos se podem fazer” mas “ninguém tem dúvidas que é urgente intervir aqui”, sublinhando a degradação social, os condomínios degradados e os espaços maltratados e abandonados.

“Nesta zona do Montechoro, há apenas dois ou três candeeiros e que só acendem a partir das 21h30”, disse um dos presentes, referindo que, apesar dos telefonemas e reclamações para a câmara, não tem obtido resposta nenhuma.

Os empresários presentes lamentaram ainda a ausência de acessos ao Montechoro, sustenbtando que é preciso ir à Rotunda das Minhocas.

“É de lamentar que a atual câmara não tenha um único projeto de candidatura ao novo quadro comunitário de apoio que entra em vigor já em Janeiro próximo”, frisou o candidato, repetindo: “Bastava que o PUCA contemplasse esta zona como sendo de Intervenção e de Reabilitação Urbana para ter acesso aos dinheiros do fundo que estará em vigor entre 2014 e 2020”, pelo que, “assim, é preciso fazer toda a Via Sacra e ficar dependente da vontade de alguém para fazer o seu investimento”. Não obstante, deixou um “compromisso desta equipa: Montechoro / Oura é uma prioridade nossa. Vamos apostar muito do nosso trabalho, disponibilidade e ideias para olhar para esta zona. O Eixo Viário é uma barreira física que tem de ser resolvida. Vamos olhar para o Eixo Viário e pensar numa solução de acesso ao Montechoro”.

O candidato disse ainda que “o Plano diz: «Não se mexe». Temos de ser nós a alterar o Plano no interesse da comunidade e da economia. Não vamos requalificar a zona Sul e passar uma certidão de óbito à zona Norte. Vamos requalificar e fazer mais acessos. Este Plano que no dia 11 vai ser aprovado na Assembleia Municipal, prevê o aumento de 50% do uso habitacional. Só quem não percebe nada do que está a acontecer é que faz um Plano daqueles, não sei sob que interesses. Os munícipes não vão investir em construção e os bancos não vão financiar. Nos estamos no tempo de reabilitar e requalificar e não no tempo de fazer novo. Ou percebemos isto, ou vamos para o buraco”, defendendo qoe “o financiamento das câmaras municipais devia estar ligado à Economia e não à construção. Devia ser através do IVA e do IRC e não do IMI. Isto está errado”, criticando igualmente “as taxas da água, que estão desajustadas. Não foram avaliadas segundo as despesas dos serviços”, considerando que as mesmas “não são amigas do ambiente. Não penalizam os maiores gastadores”. Falando da sua promessa de baixar a fatura da água, “há uma semana, diziam que eram mentiras. Agora, no Facebook, o outro candidato já diz que é possível baixar o preço”.

O candidato socialista disse ainda que “no dia 29 de setembro há uma escolha a fazer: Ou baixamos os braços e aceitamos as coisas como estão ou fazemos por mudar as coisas”.

A terminar Fernando Anastácio foi peremptório: “É preciso um olhar forte da autarquia sobre a degradação urbana e, em especial, sobre esta zona, criando atrativos e condições de acesso e facilitando os fluxos de circulação para trazer gente, vida e animação que devolvam a qualidade e dignidade que a zona de Montechoro já teve”.

Por: Jorge Matos Dias – PlanetAlgarve

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