Opinião

Poesia é alimento para o Espírito, por António Dôres (Miguel Silvestre)

A poesia é alimento para o espírito… Da mensagem que transporta, da carga emotiva, dos ritmos, das rimas, dos fluxos e (re)fluxos das palavras tal como uma maré viva que nos enche a alma, o poema apresenta-se diante do leitor como uma fonte inesgotável de prazer. Destes “prazeres poéticos” surgem os filhos do poeta que são apresentados assim a quem os desejar conhecer.

O poeta é então segundo a “AUTOPSICOGRAFIA” de Fernando Pessoa: “(…) um fingidor. / Finge tão completamente / Que chega a fingir que é dor / A dor que deveras sente. (…)”; Um “fingidor” que diz tudo (por palavras e versos codificados) a quem o desejar conhecer tal como a si próprio lendo os poemas que apresenta ao mundo pelos livros que edita e que o consegue descobrir nas leituras e (re)leituras que faz do poeta ao longo dos anos.

O livro “Cinco Sentidos”, recentemente editado pela Chiado Editora surge assim como um desabafo do que vai na alma de Miguel Silvestre. É um livro singelo (o primeiro) que introduz o poeta. Outros projetos poéticos estão em construção e um dia (que se deseja breve) os apresentará Miguel Silvestre ao público como apresenta agora o livro “Cinco Sentidos”.

Fica então o convite para entrarem na alma do poeta que se revela ao mundo com um pseudónimo composto por aquilo que António Dôres é na sua essência: um devoto de São Miguel Arcanjo (Miguel) e uma vivência campesina (Silvestre) na qual foi escrito o primeiro poema da sua vida: uma «lengalenga do trigo doirado» que se perdeu no «Tempo» da qual guarda apenas a memória. António Dôres deseja a todos umas boas leituras na companhia deste seu primeiro filho para que, exercendo vós todos os vossos sentidos, possam desfrutar em pleno dos versos que esta obra transporta consigo, descodificando o autor e entrando num novo mundo novo… A alma de Miguel Silvestre…

Por António Dôres (Miguel Silvestre)

NOTA:

cinco_sentidos

O livro “Cinco Sentidos” resulta de um trabalho iniciado em 1991. É fruto da imaginação e suor do escritor. Não pretende contudo ser uma compilação de tudo o que de poesia o escritor criou. Marca uma época que se estende de 1991 até 2012, tendo a escrita e o estilo de Miguel Silvestre evoluído a cada dia que passava. Cada noite dedicada à escrita (tempo privilegiado que o escritor reserva para a criação literária) permite ao autor evoluir para novos paradigmas poéticos que se materializam umas vezes mais fortes do que outros, em incorporações de palavras que enchem a alma prenhe de imaginação e vontade, resultando em última instância nesta obra em questão e noutras cujas sementes lançadas no alvo papel ainda não produziram frutos maduros… Mas que amadurecem a cada dia, a cada noite, a cada semana de criação intensiva ao abrigo da noite e de olhares, de tentações e encruzilhadas de palavras muitas vezes impossíveis… Mas todas desejadas…

António Dores nasceu a 29 de agosto de 1971, em Setúbal. O primeiro poema (uma lengalenga) foi no entanto escrito no Algarve, onde costumava passar as férias escolares. Depois desse poema nada mais do género escreveu. Só passados muitos anos, já frequentando a Universidade, é que voltou a sentir o desejo, a vontade, a necessidade de escrever para dessa forma exorcizar os seus demónios interiores que tanto o atormentavam. Adotou o pseudónimo de Miguel Silvestre e publicou então algumas páginas na internet (no site do Terravista), contendo os seus três primeiros cadernos de poesia. Por essa altura começou a mudar-se para o Algarve de armas e bagagens onde iniciou em simultâneo vários projetos poéticos todos inacabados. Hoje acreditou que era possível concretizar esse sonho de publicar um livro e eis a obra da qual espera que desfrutem retirando dela o máximo prazer que conseguirem fazendo uso de todos os sentidos com que nasceram.

O autor trabalha presentemente na Biblioteca Municipal de Loulé, como bibliotecário. As suas paixões são os livros e a leitura e escrever sempre foi o seu sonho.

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