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Exposição SAUDADE | Guitarra Potuguesa, Fotografia Serra Ribeiro | 23 de novembro no Teatro Lethes

Rui Serra Ribeiro, fotógrafo profissional natural de Lisboa, cedo começou o seu percurso na área da fotografia. Iniciando a sua formação no início dos anos 80, no conceituado Centro de Arte e Comunicação Visual em Lisboa, Ar.Co, confessa que a experiência foi muito frutuosa. Convivendo com artistas de outras áreas, da pintura, da joalharia, da escultura, a escola permitiu-lhe um intercâmbio muito grande em termos formativos.

Na busca incessante de uma identidade própria, dedica horas a ver ciclos de cinema, de onde, como o próprio diz, bebeu muitas imagens.

Profissionalmente a carreira de Rui Serra Ribeiro inicia-se no ano de 1990, quando tem a oportunidade de colaborar com o atelier Henrique Cayatte.

Posteriormente trabalha na área da publicidade, onde foi director de estúdio e responsável pelas fotografias de algumas marcas de renome, trabalhando a fotografia de produto.

Sentindo necessidade de se expressar através da sua própria criatividade e após um interregno, regressa na era do digital com uma fotografia de autor, como fotógrafo “fine art” enquadrando-se na fotografia artística.

Rui Serra Ribeiro, conta com uma prestigiada carreira pautada pelo sucesso e reconhecida com a atribuição de diversos prémios e menções honrosas.

O artista vai expor a sua obra “Saudade – Guitarra Portuguesa” no próximo dia 23 de novembro pelas 20h00 no Teatro Lethes.

A exposição antecede o concerto do grande Mestre António Chainho, o grande impulsionador da fusão deste instrumento musical com os mais diferentes ritmos e culturas, que sobe ao palco do Teatro Lethes pelas 21h:30. Uma oportunidade única de juntar a música com a fotografia, na qual o Mestre António Chainho já tinha colaborado com a escrita do prefácio da exposição.

O projecto “Saudade – Guitarra Portuguesa” surgiu da necessidade que o fotógrafo sentiu de ver retratada a cultura lusitana, usando um conceito único ao fundir o instrumento com o imaginário da identidade nacional.

A exposição consiste numa mostra que reúne um conjunto de 12 obras fotográficas “fine art” certificadas, que representam o mesmo número de cordas que constituem a guitarra portuguesa. São também parte integrante da exposição uma série de azulejos, com impressão fotográfica. Estas obras podem ser adquiridas pelo público.

A calçada, as portas e janelas do bairro, o azulejo, a mulher e a sua relação com a Guitarra Portuguesa são o mote inspirador.

A interligação entre elementos da nossa identidade, do dia a dia, com vida, cheiros e sons já cantados nas palavras dos poetas. Da rua mais vadia para os palcos mais nobres a Guitarra Portuguesa viaja no tempo e no espaço, encanta na emoção de cada nota. Características únicas, mundialmente reconhecidas, que com orgulho devemos fazer por mostrar e preservar.

Uma tarefa de enorme responsabilidade por tão grande herança, o cuidado na estética e na forma artística de abordar o tema.

Uma humilde homenagem registada em fotografia de um instrumento musical com uma sonoridade casada com esta alma lusa, que transporta nos bairros e nas calçadas o sonho do corpo de uma mulher, para sentir que a Saudade não morre no silêncio de uma Guitarra.

O artista convida-o a assistir através do olhar à exposição onde procurou dar corpo as suas emoções.

Texto: Hugo Lemos

Categories: AGENDA, Faro

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