Opinião

Como a alimentação pode prevenir a Diabetes?

Amanhã, dia 14 de Novembro, quinta-feira, assinala-se o Dia Mundial da Diabetes e a Associação Portuguesa de Dietistas alerta que mais de 12% da população sofre desta doença. Lança, também neste dia, um conjunto de dicas de alimentação e nutrição que poderão ajudar a prevenir o aparecimento da Diabetes.

apd

No Dia Mundial da Diabetes, a Associação Portuguesa de Dietistas lança o alerta: mais de 12% da população portuguesa sofre desta doença. A Diabetes é uma doença metabólica caracterizada pelo aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. Apesar de ser a principal fonte de energia do nosso organismo, quando em excesso a glicose pode trazer várias complicações de saúde – excesso de sono, problemas de cansaço e problemas físicos-tácticos em efectuar tarefas do dia-a-dia. Quando não tratada adequadamente, pode levar a complicações de saúde mais grave – ataques cardíacos, derrames cerebrais, insuficiência renal, problemas de visão, lesões de difícil cicatrização, entre outras.

26% dos portugueses sofrem de hiperglicemia intermédia, o que aumenta o risco de desenvolver diabetes do tipo 2. Por outro lado, a falta de exercício físico, uma alimentação pouco saudável e o excesso de peso são factores que agravam o desenvolvimento da diabetes. A Diabetes é uma doença silenciosa e quando chega nem sempre avisa. Os seus sinais, regra geral surgem só quando o açúcar no sangue (a glicémia) está em níveis muito elevados. Nessa altura os sinais de alerta são: a polidipsia (muita sede), polifagia (muita fome), a poliúria (urinar muito) e a perda de peso não intencional. Estes sinais refletem-se em falta de energia.

Desta forma, a Associação Portuguesa de Dietistas lança alguma dicas para reduzir a probabilidade de desenvolver Diabetes:

Praticar exercício – uma caminhada de 30 minutos diários, associa-se à prevenção do desenvolvimento desta doença. Se não for capaz de fazer uma caminhada com esta duração, pode dividi-la em períodos mínimos de 10 minutos, desde que ao final do dia, acumule os 30 minutos.

Praticar uma alimentação saudável, onde se destaca:

– Aumento do consumo de alimentos ricos em fibra – cereais integrais, legumes, hortaliças, leguminosas e fruta;

Consumo controlado de alimentos glucídicos (que aumentam a glicémia – açúcar no sangue) – Preferir fontes naturais de glucídos ou hidratos de carbono, tais como pão, massa, arroz, leguminosas, batata, fruta, lacticínos, em vez de alimentos com açúcares adicionados (doces, biscoitos, bolachas);

Consumo de alimentos ricos em gordura, previlegiando:

– o consumo de carnes brancas e magras  (coelho, frango e peru) em detrimento de carnes vermelha (borrego, cabrito, vaca e porco);

– o consumo de peixe pelo menos duas vezes por semana;

– o consumo de lacticínios magros ou meio-gordos;

– confeções simples, tais como cozidos, grelhados, estufados, assados, onde as gorduras vegetais devem ser as eleitas. uma vez que contribuem para uma menor deposição de gordura e colesterol nos vasos sanguíneos.

– Manter o peso saudável

– Fazendo refeições com intervalos entre 2 e 3 horas, de modo a evitar ingestão de refeições muito calóricas e ricas em açúcares, bem como promover maior gasto energético associado ao processo digestivo;

– Limitando a utilização de gordura (na confeção ou no tempero). Uma dose corresponde a cerca de 1 colher de sopa. Lembre-se que o azeite, apesar de ser uma gordura de excelente qualidade, não deixa de ser uma gordura, devendo ser utilizada numa pequena;

– Incluindo sempre vegetais nas refeições principais, de modo a ques estes ocupem entre um terço a metade do seu prato. Se tem dificuldade em integrar vegetais no prato, comece a refeição por uma taça de sopa ou uma taça de vegetais crus variados;

– Incluindo nas suas refeições, sempre um alimento proteico (carne, peixe, ovos, leguminosas). Lembre-se que para a generalidade da população adulta, uma porção de carne/peixe com o tamanho de um baralho de cartas é suficiente e, que as leguminosas são uma económia e excelente alternativa nutricional, sendo ao mesmo tempo um alimento energético e construtor dos nossos tecidos, não contendo gordura, no seu estado natural;

– Reduzindo e não excluindo, os alimentos ricos em amidos (arroz, massa, pão, batata, leguminosas, entre outros). Lembre-se que são o combustível que permite o funcionamento adequado no nosso corpo, com efeito  na regulação do apetite, evitando “ataques” a alimentos hiperalóricos ao final do dia (bolachas, doces, etc.);

– Reduzindo ou excluindo, mesmo o consumo de açúcar nas sua alimentação. Esteja atento aos rótulos dos alimentos e prefira alimentos onde o açúcar não se encontra ou apareca após o 4º lugar da lista de ingredientes;

– Fazendo refeições intermédias ou pequenos lanches. Junte 1 dose de fruta (tamanho de 1 bola de ténis) ou 1 dose de lacticínio (1 copo de leite ou 1 iogurte magro não acucarado)  a pequena fatia de pão (tamanho da palma da mão).

Adequar o estado de hidratação – Regra geral o indivíduo adulto necessita de ingerir entre 30 a 40 mL de água/kg de peso. É claro que esta água, também nos é fornecida pelos alimentos. Assim, se uma pessoa pesa 70kg, necessita de ingerir entre 2100 e 2800 ml de água por dia. Se fizer uma alimentação equilibrada pelos alimentos receberá cerca de 800 ml de água, logo deverá beber entre 1300 e 2000 ml de água por dia, dependendo da temperatura ambiente, da sua atividade física e de outras condições individuais.

Categories: Opinião, Saúde

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *