Loulé

Passos Coelho em Vilamoura | Turismo está a ser um dos «motores da recuperação económica e da criação de emprego»

O turismo está a ser um dos «motores da recuperação económica e da criação de emprego», afirmou o Primeiro-Ministro na segunda Cimeira do Turismo Português, que teve lugar na sexta-feira, 22 de novembro, em Vilamoura.

Pedro Passos Coelho e Steve Forbes

Pedro Passos Coelho e Steve Forbes

«As exportações do turismo crescem há 45 meses consecutivos. Em termos de receitas turísticas Portugal cresceu 7,2% em 2011 e 5,6% em 2012, registando-se nos primeiros oito meses do ano uma evolução positiva de 7,3%», acrescentou Pedro Passos Coelho.

Portugal cresceu «no número de turistas, dormidas, receitas, taxas de ocupação, proveitos das empresas, o que permitiu acomodar a queda mais ligeira do que no ano passado do turismo interno». «Em alguns indicadores batemos recordes históricos», referiu ainda.

Os resultados turísticos contribuíram para o ajustamento externo que tem sido feito «com a realização do equilíbrio da balança de bens e serviços, e de um pequeno excedente na conta corrente e de capital, que se alargará consideravelmente no próximo ano», e também  para a redução da taxa de desemprego nos últimos seis meses. «O mérito – sublinhou – cabe aos empresários e trabalhadores e aos agentes envolvidos, cujo esforço redobrado é agora mais recompensado».

O Primeiro-Ministro referiu que o Governo tem procurado apoiar o esforço das empresas turísticas, com o lançamento de linhas de apoio à tesouraria e à consolidação financeira e com dotações de 230 milhões de euros, estando também a ser revistos os mecanismos de financiamento do setor turístico.

O Governo pretende também reforçar a «concorrência leal», afirmando que se encontra em preparação um diploma «para a melhor regulação do alojamento local e para combater no alojamento paralelo», que deve ser «aprovado no início de 2014», como o Ministro de Economia já anunciara.

Referindo-se à situação económica do País, Pedro Passos Coelho disse que «as restrições reais» não permitem reduzir a carga fiscal sobre as famílias e sobre o consumo «tão rapidamente como desejaria». «Insistimos em reformar o IRC para incentivar o investimento criador de emprego, para facilitar a vida às nossas Pequenas e Médias Empresas e estimular a atividade empresarial. O setor do turismo será certamente beneficiado com esta reforma».

A restante carga fiscal «também tem que ser corrigida, baixando-a de modo permanente»: «É por isso que é tão importante efetuar reduções estruturais na despesa pública, para que assim possamos efetuar reduções também elas permanentes nos impostos sobre as famílias e o consumo», concluiu.

Fonte: Governo de Portugal

Categories: Loulé, Turismo

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