Algarve

Rupturas no Centro Hospitalar do Algarve confirmam alertas do PCP

Tal como o PCP tem vindo a denunciar nos últimos tempos, a fusão dos Hospitais de Lagos, Portimão e Faro revela-se, a cada dia que passa, um processo premeditado de destruição do direito à saúde da população do Algarve.

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1- As crescentes noticias vindas a publico, as denuncias por parte dos profissionais de saúde deste Centro Hospitalar, as queixas e denuncias dos utentes são um reflexo de um processo de degradação para o qual o PCP atempadamente alertou e que envolve, para além da fusão destes três hospitais do Algarve, uma política de sucessivos cortes no financiamento do Serviço Nacional de Saúde (mais de 300 milhões de euros só em 2014) com inegáveis prejuízos para os utentes e profissionais deste serviço. Sublinhe-se entretanto que ao mesmo tempo que o Governo PSD/CDS, tal como o anterior governo do PS já fazia, estrangula financeiramente o SNS, alragam-se os apoios públicos aos negócios privados no sector da saúde, onde se inclui a multiplicação da oferta privada na região do Algarve designadamente por via do grupo HPP.

2 – Ignorando as muitas manifestações de desagrado e acções de luta tanto da parte da população, dos profissionais de saúde e das autarquias, o governo teimou em continuar com este processo com as consequências que estão à vista: falta de médicos, de enfermeiros e de outros técnicos; alargamento dos períodos de espera para consultas, cirurgias e outros actos médicos; falta de materiais dos mais diversos; encerramento de valências particularmente nos hospitais de Lagos e Portimão; ruptura nos serviços de urgência; degradação dos cuidados continuados; etc.

As denúncias feitas agora por mais de 180 médicos do Centro Hospitalar do Algarve, vieram confirmar a situação insustentável que está a ser criada.

Ao contrário do que é afirmado pelo Dr. Pedro Nunes e pelo Governo, não há nem racionalidade, nem qualquer objectivo sério na fusão destes hospitais. O que haverá é ainda mais portugueses a quem é negado o direito à assistência médica, mais portugueses afastados do acesso à prestação de cuidados de saúde, mais portugueses sujeitos a uma política criminosa que condena muitos a uma morte prematura.

3 – 40 anos após a Revolução de Abril, revolução que veio garantir os mais importantes e elementares direitos à população portuguesa, o governo ataca não só o direito à saúde como outros que se encontram explanados na Constituição da Republica Portuguesa por via do roubo nos seus rendimentos e direitos. Uma opção que coloca este governo e a sua política fora da Lei e em confronto com a Constituição da República pelo que, a sua demissão, é um imperativo que se coloca.

4- Continuando a apelar à luta dos trabalhadores e das populações em defesa do SNS e pela demissão deste governo, o PCP no âmbito da sua intervenção no Algarve, decidiu chamar à Assembleia da República os Presidentes do Conselho de Administração do CHA e da ARS – Algarve e representantes de médicos dos hospitais algarvios que integram este Centro Hospitalar, para que prestem os necessários esclarecimentos face ao processo de fusão destes hospitais algarvios, bem como, à situação do sector na região do Algarve.

Por: Secretariado da DORAL do PCP

Categories: Algarve, Saúde

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