Lagos

Visita do deputado do PCP, Paulo Sá

Na segunda feira, dia 20 de janeiro, o deputado do PCP Paulo Sá, eleito pelo Algarve, deslocou-se a Lagos onde, acompanhado pelo vereador da Câmara Municipal de Lagos Luís Reis e por membros da Comissão Concelhia de Lagos do PCP, teve encontros no Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos, no Laboratório de Actividades Criativas, na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagos, na Electrolagos e na Docapesca.

Paulo Sá

Paulo Sá

No Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos (CASLAS) foi-nos comunicada a situação difícil em que se encontra esta IPSS. Na Creche e no Jardim de Infância são cada vez mais os pais que não conseguem cumprir com os seus compromissos, devido à situação criada pela política de austeridade do Governo PSD/CDS. Se não houver reforço da verba da Segurança Social a continuação do número de turmas fica comprometida, levando a despedimentos de pessoal. No Lar de Jovens têm dificuldade em responder correta e atempadamente às necessidades dos menores a seu cargo que se inserem nas tipologias de risco/perigo. Não há em Lagos, e por vezes em Portimão, médicos psiquiatras e pediatras que possam intervir em casos de urgência. A Casa de Santo Amaro tem uma capacidade instalada para 40 pessoas com deficiência motora, mas só tem 30 utentes (apesar de ter lista de espera) porque o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social não assina um novo protocolo que permita o aumento do número de lugares. Infelizmente, este é um exemplo do Estado mínimo que o PSD e o CDS querem impor no nosso país.

O Estado deve ser o responsável pela salvaguarda da qualidade de vida destas pessoas, mas este governo de direita não permite que elas possam viver condignamente numa instituição com lugares para as acolher.

O Laboratório de Actividades Criativas (LAC) encontra-se neste momento a desenvolver uma série de atividades, nomeadamente: “Artur” – que tem dotado as paredes degradadas de Lagos de pinturas murais, “Kick In The Eye”, “Eletrolegos”, “Pralac” e formação nas várias vertentes artísticas associadas. Estas atividades foram potenciadas após terem ganho um concurso bianual da DGArtes, mas a falta de estratégia cultural, tanto do Governo (para quem à cultura bastam uns tostões e um Secretário de Estado dependente de Passos Coelho) como da Câmara PS, que reprovou a criação de um Fórum da Cultura porque tem medo de não o poder instrumentalizar.

À tarde a delegação do PCP encontrou-se com responsáveis da Electrolagos, cooperativa em processo de insolvência. Fomos recebidos nas instalações no Chinicato onde pudemos constatar a capacidade tecnológica de inovação e autossuficiência energética do edifício. Este é o exemplo completo do que a política errada do PSD e CDS, iniciada pelo PS, é capaz de fazer à economia do nosso país. Uma empresa que já teve 150 trabalhadores e faturava mais de 20 milhões de euros por ano, com saber, capacidade de realização e alvarás para grandes obras, teve de recorrer à insolvência e ficou reduzida a 20 pessoas. Obras do Parque Escolar e EN125 paradas, clientes particulares que não pagam e uma economia paralisada pelo desinvestimento. O Estado, controlado pelo arco da desgovernação, resolveu gastar milhares de milhões com bancos falidos e apoios às grandes empresas empregadoras dos seus militantes, em vez de apostar no desenvolvimento da produção nacional e no apoio às pequenas e médias empresas, verdadeiro motor da economia nacional.

Na visita à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagos, constatámos que os Bombeiros têm que atuar sem os meios apropriados: viaturas com idades incríveis, meios de proteção individual gastos e condições de aquartelamento insuficientes. Os pagamentos do INEM, que só fornece uma viatura, não cobrem a totalidade das despesas e para atender às mais de 3 mil ocorrências do ano passado os Bombeiros tiveram que usar as duas ambulâncias próprias. O Ministério da Administração Interna do governo PSD/CDS faz transferências de dinheiro para o combate aos fogos por escalão das corporações de Bombeiros e, mesmo depois das lamentáveis mortes do ano passado, não substitui um carro de fogo com 30 anos e não fornece equipamento de proteção individual adequado. O dinheiro em falta vem de meios próprios (transporte de doentes e empresa de extintores), do orçamento da Câmara Municipal de Lagos e das iniciativas dos Bombeiros. Aqueles que nos socorrem em momentos desesperados devem ter o melhor apoio para não correrem mais riscos dos que os inerentes à sua atividade.

No encontro com a Diretora da Delegação de Sul da Docapesca colocamos questões relativas às faltas de condições de descarga do pescado, à falta de higiene da área envolvente à lota e a informações sobre um possível encerramento da Lota de Lagos. Foi-nos respondido que houve melhoramentos e que existe um projeto para melhorar a lota se não for construída uma nova. A ideia da eventual construção de uma nova lota faz temer o avanço da Marina para o espaço agora utilizado pelos barcos de pesca. Não temos nada contra a existência de marinas, mas a pesca, uma mais-valia local e nacional, deve ser protegida e desenvolvida porque cria emprego e riqueza distribuída por muitos, bem como é uma atividade económica que diminui a importação de peixe. A Câmara PS não deve apostar todo o desenvolvimento económico no turismo e o Governo PSD/CDS não pode aniquilar a produção nacional, como tem sido e é a sua atuação.

Por: Comissão Concelhia de Lagos do PCP

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