Consumidor

“Ouvi falar de aumentos de 5% na factura da electricidade. Podem esclarecer-me sobre os novos preços?”

A DECO INFORMA…

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Os consumidores pagam mais pela electricidade, desde 1 de Janeiro. Os novos valores, a vigorar no primeiro trimestre de 2014, afectam directamente quem ainda não mudou para o mercado liberalizado, mas também atingem os restantes clientes. Como muitos fornecedores definem ou actualizam os seus planos com base nas tarifas transitórias, aplicando-lhes um desconto, os aumentos acabam também por afectar quem já mudou.

A estrutura do tarifário foi alterada. Houve um decréscimo no termo fixo (o que se paga pela potência contratada) e um aumento no termo variável, ou seja, na energia consumida. Embora o aumento médio seja de 2,8%, não é igual para todos. Na realidade, oscila entre 1,5 e 6% com os escalões de potência mais baixos, que, regra geral, correspondem a consumos menores, a ser mais penalizados. Já a tarifa bi-horária aumenta mais de 4 por cento.

Na prática, devido às alterações no tarifário, o consumo é a componente que mais irá pesar no valor final da factura. Logo, se o consumo estiver acima dos valores médios para a potência que contratou, o consumidor terá uma surpresa desagradável no final do mês.

Como se não bastasse a subida das tarifas, também a contribuição audiovisual, cobrada na factura da electricidade, aumentou 42 cêntimos: passou para 2,81 euros. Como só os consumos anuais de electricidade até 400 kWh estão isentos da taxa, o aumento total da factura da electricidade é muito superior, para a grande maioria dos portugueses.

Devido a estes aumentos, torna-se importante diminuir o consumo de electricidade e optar pelo fornecedor mais barato, que pode descobrir no nosso simulador na página da Associação na Internet.

Ao realizar a simulação aconselhamos o consumidor a ter consigo duas facturas de electricidade, com 1 ano de diferença, para poder indicar o consumo anual e obter uma indicação mais real da poupança que pode alcançar.

Por: CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO – Delegação Regional do Algarve

Categories: Consumidor, Nacional, Opinião

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