Algarve

Paulo Rangel, Nuno Melo e José Mendes Bota em campanha no Algarve para o Parlamento Europeu

Paulo Rangel, cabeça de lista da coligação “Aliança Portugal”, que junta o PSD e o CDS-PP numa candidatura ao Parlamento Europeu, esteve no Algarve neste sábado, dia 3 de maio, em ações de campanha, acompanhado por Nuno Melo, o primeiro nome indicado pelo CDS-PP, e o deputado algarvio Mendes Bota.

Mendes Bota

Mendes Bota

À tarde, decorreu uma reunião com associações empresariais do Algarve, no Hotel Eva, em Faro.

Neste encontro, os candidatos partilharam uma troca de pontos de vista sobre o papel da União Europeia no desenvolvimento regional e na promoção do Emprego e do crescimento económico local, bem como da importância que esta estratégia terá para o Algarve nos próximos anos.

À noite, os candidatos estiveram no Hotel Montechoro, em Albufeira, onde se realizou um jantar com apoiantes com as intervenções políticas do dia.

Carlos Silva e Sousa, presidente do PSD Albufeira – “O Algarve tem um potencial enorme e merece ser olhada com aquela sensatez que o investimento requer. A Europa tem que ter a noção da sua diversidade. O Algarve tem por direito próprio um lugar e por isso também digo aos Algarvios que olhem bem porque temos a possibilidade de eleger um Algarvio para o Parlamento Europeu, que é o Dr. Mendes Bota. Seguramente o Algarve ficará em boas mãos com o nosso candidato, um candidato de primeiras águas e assim eu espero que hoje, em Albufeira, se dê um grande pontapé de saída com vista à vitória”.

Mendes Bota agradeceu aos presentes “por terem tido motivação para virem aqui a este jantar. Obrigado por terem a força e a coragem de dar a cara num momento difícil da nossa vida política em Portugal. Obrigado por não se terem deixado inebriar por aquilo que é uma Comunicação Social que vive permanentemente um ‘reality show’, de num pessimismo militante, mostrar apenas aquilo que pretensamente é mau em Portugal e que tem, de facto, contribuído para o estado depressivo da população Portuguesa. Obrigado por manterem viva a chama do vosso coração, de alguém que acredita que é possível ter ideais, de voltar a dar a este Portugal o esplendor que nós já conhecemos em tempos e que nos últimos anos tem estado arredado. Obrigado por não se deixarem confundir por aqueles que querem fazer trave mestra coletiva de um estado de alma para proporcionar um salto maior na vida política. Obrigado por não se esquecerem de quem nos lançou no buraco. Obrigado por não se esquecerem da situação que há 3 anos nós tínhamos em Portugal. Obrigado por não se esquecerem que há 3 anos atrás nós tínhamos uma situação tão debilitada que as Finanças Públicas apenas tinham em caixa o dinheiro necessário para pouco mais de um dia de pagamento. E é fundamental que nós, neste momento, em que alguns querem jogar com a amnésia coletiva, querem abdicar das suas responsabilidades, querem abdicar de apresentar o seu ato de contrição perante os Portugueses, vêm agora apresentar um salvador naquilo em que foram, em parte, os grandes enterradores da Nação Portuguesa. Nós não podemos consentir qye haja este estado de alma em Portugal em que o Partido Socialista, em vez de assumir de facto as suas responsabilidades, quer agora apresentar-se como o salvador da Pátria. Não é possível. Nós vamos dizer: Chega de justificação, chega de mentiras, vamos dizer aquilo que é verdade”.

Mendes Bota

Mendes Bota

Mendes Bota – “Há 3 anos atrás, a crise financeira que se abateu sobre Portugal e que nos lançou para a beira da bancarrota, era uma crise muito diferente das crises financeiras de 1989, de 1979 e de 1986. Nessa altura, estavam apenas em risco os nossos compromissos externos. Em 2011, eram também os compromissos internos. Estava em risco o pagamento de salários aos funcionários públicos. Hoje, estamos condicionados pelas interpretações da Constituição e dos senhores do Tribunal Constitucional que continuam a agir como se o Estado não estivesse à beira da bancarrota. Por isso, meus amigos, continuam a ter a sua perseverança contra a opinião de muita gente, contra a opinião de tantos comentaristas, contra a opinião de tantos ministros das Finanças, que todos eles contribuíram para o estado a que chegámos e para o buraco em que estamos e todos eles, de repente, têm uma varinha mágica para resolver os problemas que, enquanto governantes, foram incapazes de resolver. Contra as opiniões até de alguém dentro do nosso campo político que não compreendeu as dificuldades que existem para quem tenta governar perante uma crista como estas varas. Perante as pressões em que estávamos com várias paredes a quererem-nos pressionar. Por isso, hoje estamos na véspera do dia da libertação. Estamos na véspera de mandarmos a Troika embora. Estamos na véspera de sermos novamente donos da nossa vontade, de um destino coletivo e eu tenho que prestar aqui homenagem ao Primeiro Ministro, ao Vice Primeiro Ministro, aos membros do Governo que, contra tantos ventos e tempestades, conseguiram levar a deles avante e hoje o que temos é uma economia a virar no sentido positivo. Todos os sinais económicos e financeiros são positivos. As exportações a crescer (aplausos impedem de ouvir as palavras seguintes). Contrataram-se estas PPP todas, com dezenas de milhares de milhões de euros a pagar a 30 e 40 anos nas costas do povo, sem que se soubessem as cláusulas que lá estavam e que lá estão naqueles contratos apenas em favor dos seus amigalhaços, beneficiários dessas mesmas PPP (…) verdadeiramente inaceitáveis para qualquer governo que tenha a consciência do serviço público. Foram esses senhores que nos colocaram perante a realidade, da qual nós desconhecíamos toda a sua extensão. Hoje, são esses mesmos senhores que querem também apostar na memória curta do povo para dizer que a culpa é de quem está a querer resolver as situações, que a culpa é de quem manda a Troika lá para fora e não de quem trouxe a Troika cá para dentro. Não queremos voltar a repetir a dose. Não queremos mais austeridade deste tamanho e para isso é preciso que nós cumpramos o desiderato: não voltar a confiar em quem nos atirou para lá da valeta, em quem nos trouxe para este buraco. Eu posso compreender as excitações e os calores que vão nesta campanha em crescendo. (…) Portanto, a única alternativa que de facto existe, a única possibilidade – mas é preciso lutar por ela. Cada voto é importante – de o Algarve voltar a ter um Deputado no Parlamento Europeu é votar na lista da Aliança Portugal. Não é uma questão meramente partidária. É pelo menos por cinco razões: Por uma questão de visibilidade. O Algarve há anos que nunca mais foi falado. Nunca mais ninguém quis saber do Algarve ao nível da Europa e é necessário haver lá um mandatário que o defenda e que o promova. Eu lembro-me que, quando lá estive, organizei a Semana Algarve Alsácia em termos culturais; Organizei várias Feiras e Exposições de produtos tradicionais do Algarve; Levei os valores culturais do Algarve a Estrasburgo e outras cidades; Levei daqui desde cantores de ópera a ranchos folclóricos, a tocadores de piano. Ao fim de 40 anos, quase, ainda sobrevivo na política. Sempre eleito. Nunca tive nenhum cargo designado. Nunca fui indicado para coisa nenhuma. É por isso que conto com o vosso voto na urna. É por isso também que ainda me lembro da minha primeira eleição para o Parlamento Europeu. A campanha tinha um lema: Vota, vota para a Europa. Desta vez, tem um outro lema: Vota Bota para a Europa”.

DOSSIER Aliança Portugal

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Fotos: Aliança Portugal

Categories: Algarve, Europa

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