Lagos

Município de Lagos paga, em média, a 90 dias

Algumas pessoas têm receio de vender ao Estado e a Câmara Municipal de Lagos conseguiu inverter isso”. afirmou Hugo Pereira, no Encontro promovido pelo Grupo dos Amigos de Lagos.

Hugo Pereira

Hugo Pereira

No Encontro de 5ª Feira do Grupo dos Amigos de Lagos, que decorreu como habitualmente na Biblioteca Municipal, Hugo Pereira vice-presidente da câmara, falou da “situação financeira da autarquia“.

Começando por reconhecer que “a autarquia sempre teve antes um rácio positivo“, Hugo Pereira explicou que, depois de 2008, porque “os projectos estavam em curso e tinham de ser continuados, enquanto que as receitas estavam a diminuir”, também esta câmara foi “apanhada na viragem” Em resultado – “Lagos chegou a ter 18 milhões de euros de receita de IMI e IMT, que se reduziram para 4 milhões” – “a situação financeira no final de 2013 apresentava um passivo considerável, preocupante e que não há forma de o ultrapassar”. Hoje, a autarquia “está a investir em situações extremas que dão resposta às necessidades da população”, tendo Hugo Pereira garantido que “não queremos aceitar que a dívida nos comande e não deixamos que a cidade esteja a deteriorar-se”.

Hugo Pereira referiu ainda que, com o objectivo de “obter mais rigor e critério nas aquisições”, foi criada uma central de compras, que até agora estavam entregues a cada departamento”. Presentemente, “quase toda a dívida do município de Lagos está negociada e contratualizada, havendo um plano de pagamentos”, com “compromissos até 25 anos”, para uma responsabilidade total de “100 milhões de euros”. Para este total contribuíram principalmente os dois parques de estacionamento subterrâneo e o edifício dos paços do concelho. Porém, frisou Hugo Pereira, “o indicador é-nos favorável, porque a dívida é compensada pelo aumento do imobilizado, património que não pode ser vendido, mas que proporciona um serviço aos moradores e visitantes da cidade”. Congratulou-se também com o facto de Lagos ter, “na Meia-Praia, um lote de hotéis de grande qualidade” e afirmou que “a grande obra do mandato e da cidade será reabrir a Ponte D. Maria”.

Os “Encontros de 5ª Feira”, este ano sob o ciclo “Perspectiva Lagos”, debruçam-se sobre temas de interesse regional e local, têm o apoio da Câmara Municipal e decorrem na Biblioteca Dr. Júlio Dantas, com entrada livre.

Por: Grupo dos Amigos de Lagos

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