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Quarteira recebe Exposiçâo “Rostos da Revolução – Desenhos de António e Fotografias de Carlos Gil” | 16 de agosto a 27 de setembro

De 16 de agosto a 27 de setembro, a Galeria de Arte da Praça do Mar, em Quarteira, recebe a Exposição “Rostos da Revolução – Desenhos de António e Fotografias de Carlos Gil”, numa organização conjunta da Câmara Municipal de Loulé e Comissão Concelhia das Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril e o apoio da Fundação Mário Soares.

Rostos da Revolução

Rostos da Revolução

“Assinalar hoje, 40 anos volvidos, o 25 de Abril de 1974 exige confiança no futuro. Exige consciência do que se conquistou e, sobretudo, das ameaças que pesam agora sobre essa realidade.

Portugal viveu quase 50 anos em ditadura. Com censura, tribunais de exceção, prisões e deportações, tortura, assassinatos políticos, farsas eleitorais, uma polícia política omnipresente e impune, qualquer atividade cívica ou política discordante votada à clandestinidade e à repressão, sendo os últimos 13 anos ainda marcados pela guerra contra os povos sob domínio colonial.

Foi por tudo isso que o 25 de Abril de 1974, iniciado pelos militares, foi alegria e esperança, entusiasmo e sonho de realizações. Traduziu-se em Descolonização, Democracia, Desenvolvimento e na implantação do Estado Social. E, sobretudo, foi obra coletiva, que ultrapassou em muito os anseios de cada um.

Hoje, confinados a uma situação de destruição diária do que o país e os cidadãos alcançaram nestes quarenta anos, importa, ainda mais, comemorar a Revolução de Abril, seguros dos seus valores e sem esquecer também os percursos divergentes que a atravessaram.

Esta exposição visa, precisamente, rememorar esses tempos, recorrendo à sátira e à fotografia. E, para isso, juntámos dois autores que marcaram presença na revolução e a retrataram através dos seus olhares e das suas ferramentas específicas de trabalho, permitindo-nos hoje voltar a encontrar muitos dos seus principais protagonistas e, também, rostos anónimos.

A Fundação Mário Soares cumpre aqui, mais uma vez, através desta exposição e de outras iniciativas de celebração dos 40 anos do 25 de Abril, o seu papel de promoção de ações de carácter cultural, científico e educativo que sublinham a luta pela Liberdade e pela Democracia” (Mário Soares).

Fotojornalista por vocação e paixão, cidadão do mundo, Carlos Gil foi fotógrafo das gentes e dos sítios de Lisboa, unindo a sua paixão pelo pulsar da cidade. Foi um dos fotógrafos do 25 de Abril de 1974. Através da sua objetiva ajudou a documentar e a escrever parte da história da “Revolução dos Cravos”. Quando alguém o acordou e incitou a sair à rua na madrugada da revolução, mal imaginava que iria viver um dia em grande, gastar rolos e rolos de fotos, e largar a monotonia da sua vida profissional de até então, resumida a tirar fotos de cortar fitas.

No dia em que deflagra o golpe das Caldas, António inicia a sua carreira de cartoonista no vespertino República, na edição de 16 de março de 1974, onde faz um desenho simbólico que viria a ser uma alegoria premonitória da revolução que rapidamente se aproximava. António começa nos jornais “por brincadeira”, sem grandes perspetivas de carreira numa atividade que até então se encontrava adormecida pelo Estado Novo. Em dezembro de 1974, António transfere-se para o Expresso, depois da passagem pelo Diário de Notícias, A Capital, A Vida Mundial e O Jornal. É na edição do Expresso de 4 de novembro de 1975 que nasce uma espécie de banda desenhada intitulada Kafarnaum que iria acender a polémica durante 100 semanas, trabalhos que iriam ser mais tarde reunidos naquele que viria a ser o seu primeiro livro. Sem passar despercebido, o seu traço polémico e talentoso é exibido nas mais variadas exposições nacionais e internacionais.

A Exposição pode ser visitada de terça-feira a sábado, das 14h00 às 19h00 e das 20h00 às 23h00. A entrada é livre.

Por: Município de Loulé

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