Nacional

AHRESP questiona: «Se as crianças são o nosso futuro, a sua alimentação não deveria de ser uma prioridade? É urgente garantir serviços mínimos nas cantinas e refeitórios escolares»

Numa altura em que muitas famílias atravessam dificuldades financeiras, que se refletem em carências alimentares atingindo milhares de crianças, o Governo insiste em não reconhecer a alimentação nas escolas como uma necessidade social impreterível, fazendo com que, a cada greve, as nossas crianças sejam privadas de alimentação.

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Sabemos, infelizmente, que muitas crianças têm na alimentação que lhes é fornecida na escola, a única refeição do dia. Sabemos que, muitos Serviços Escolares solicitaram às empresas nossas associadas, um reforço de certas refeições. O que não entendemos, e muito menos aceitamos, é que o Governo, em caso de greve, não estabeleça os necessários serviços mínimos para o funcionamento das cantinas e dos refeitórios escolares.

Durante uma greve, as crianças permanecem na escola um dia inteiro sem que lhes seja prestada qualquer alimentação, apesar de, muitas das vezes, já estar paga.

A AHRESP tem como associadas empresas que operam nas cantinas e refeitórios escolares pelo que, com conhecimento de causa, sabe que esta é uma situação dramática. Assim, solicitamos ao Governo que reveja esta sua posição e, de uma vez por todas, corrija este entendimento para que nas greves sejam definidos serviços mínimos que acautelem estas situações.

As cantinas e refeitórios escolares prestam um inestimável serviço aos nossos alunos satisfazendo uma necessidade e um direito básico que é a alimentação, tendo mesmo já sentido a necessidade de funcionar em época de férias para que as crianças fossem alimentadas.

Sublinhamos que a greve não é um direito absoluto, e deve ceder perante outros direitos fundamentais, como é o caso deste Direito Universal Fundamental, constante da Declaração dos Direitos da Criança.

Por: AHRESP

Categories: Nacional, Opinião

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