Faro

Amianto ameaça Ria Formosa

A Associação Almargem já teve ocasião de expressar publicamente o seu desacordo pela forma como foram planeadas as operações de demolição de casas na Ria Formosa.

Na Praia de Faro, privilegiar o derrube de casas de construção mais modesta e deixar de pé construções com 2 ou 3 andares, não faz qualquer sentido do ponto de vista ambiental.

Por seu lado, na Ilha da Culatra, arrasar, pela mesma razão, os Hangares, um dos locais menos em risco da ilha, e poupar as construções mais expostas da ponta do Farol, também vem comprovar a forma ligeira e injusta como todo o processo vem sendo conduzido.

Mas, agora que as demolições avançam, outras questões se levantam.

Tal como aconteceu há alguns anos atrás, embora numa escala bem mais reduzida, tudo indica que os cuidados que estão a ser tidos no que respeita o manuseamento e encaminhamento dos entulhos, deixam muito a desejar.

A forma como está a ser feito o derrube das casas, com auxílio de maquinaria pesada, garante certamente uma maior celeridade de processos mas implica a produção de uma enorme quantidade de entulho miúdo que não chega a ser recolhido, ficando espalhado pela areia.

E o mais grave de tudo, é que parte desse entulho contem amianto, cujo processamento obriga a cuidados extremos, tendo em conta a sua perigosidade para o ambiente e a saúde humana.

Assim, tendo em conta as ilegalidades ambientais e as injustiças sociais que estão a ser criadas pelo processo de demolições em curso, bem como o perigo, presente e futuro, para a saúde dos cidadãos devido ao manuseamento inadequado de toneladas de amianto, a Associação Almargem vem apelar ao Ministro do Ambiente que ordene a suspensão imediata das operações de demolição na Ria Formosa e a realização de uma avaliação das operações já realizadas de modo a evitar danos maiores.

Por: Associação Almargem

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