Quarteira

Choveu no rosto de Isa de Brito a cantar perante a sua gente na Gala de Fado da APALGAR

A APALGAR – Associação de Amizade dos PALOP no Algarve, promoveu uma Gala de Fado no sobrelotado Centro Autárquico de Quarteira ao longo de toda a tarde deste domingo, dia 6 de março. Pelo palco desfilaram os fadistas quarteirenses Isa de Brito, José Gonzaga Vairinhos, Manuel Madeira, Alice Oliveira, Judite Correia e Eduarda Gonçalves.

Os fadistas foram acompanhados à guitarra por António Correia e à viola por João Arrob.

destaque para a presença do Cônsul-Geral do Brasil em Portugal, Igor Kipman e esposa e do presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto.

O presidente da APALGAR, Filipe Viegas, fez questão de sustentar que “Quarteira é uma cidade e nem um cinemazinho tem, nem um centro de dia com um auditório aceitável, nem uma sala de espetáculos. É por isso que perdemos muitos artistas: porque não têm um palco onde brilhar. A Isa de Brito subiu mais que as outras porque teve uma mãozinha, uma sorte que faltou a tantos outros”.

O fadista Manuel Madeira, durante a sua atuação, sustentou igualmente a “falta de condições” na cidade para um espetáculo razoável. “Temos de continuar a exigir à câmara municipal um auditório para espetáculos de variedades e teatro”. Falou ainda nas Marchas Populares de Quarteira, lamentando: “Não é justo que não haja condições para as pessoas mais idosas, as de Quarteira e s muitas que vêm de fora. Têm de ficar ali mais de 3 horas em pé. Devia haver mais bancadas ao longo do percurso”. Dirigindo-se ao presidente da junta de freguesia, “o Telmo tem de dar o recado ao Vítor Aleixo (presidente da câmara de Loulé) para arranjar uma sala em condições”.

Tratou-se de uma matiné cheia de revivalismos, nostalgias e momentos de grande emoção onde o ponto mais alto foi para jovem fadista de sucesso Isa de Brito, desta vez a cantar perante a sua gente, com muitos familiares entre o público, a pedirem para cantar “Chuva”, um dos seus êxitos mais marcantes. A jovem Isa ainda fez alguma resistência mas lá acabou por cantar “Chuva”. E acabou mesmo por chover no rosto de Isa de Brito, afirmando que é complicado cantar perante tantos familiares.

Outro momento de grande emoção foi a atuação de Alice Oliveira, antiga intérprete das Marchas Populares de Quarteira, entretanto emigrada, agora de regresso à sua terra natal, um regresso triunfal pela porta grande, um regresso muito festejado pelos seus conterrâneos.

No final do espetáculo, Filipe Viegas alertou: “Estou a organizar um espetáculo que é um drama e se houver jovens rapazes ou raparigas interessados em participar, contactem a APALGAR”.

De referir ainda que, em data a indicar, a APALGAR irá igualmente promover um Concurso de Poesia e Prosa alusivas ao Emigrante. Esteja atento aos pormenores que irão sendo divulgados.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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