Consumidor

“Recentemente ouvi falar em alguns modelos de jarros eléctricos que não cumprem normas de segurança. Quais os modelos e se tiver algum desses em minha casa, o que posso fazer?”

Delegação Regional do Algarve

CONSULTÓRIO DO CONSUMIDOR / DECO

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A DECO INFORMA…

São precisos menos de 3 minutos para ferver mais de 1,5 litros de água num jarro eléctrico. E é precisamente por ser tão rápido a cumprir a sua função que o jarro consegue tornar-se no electrodoméstico mais eficiente para este fim. Se ferver todos os dias 1 litro de água num jarro, gasta € 7,23 ao final de um ano. Mas se o fizer num fogão a gás, já gastará € 10,44 no final do mesmo período.

A eficiência do jarro é também conseguida na comparação com fogões eléctricos. Com placa de indução, ferver 1 litro de água todos os dias custa anualmente € 8,80. E fazê-lo numa placa de vitrocerâmica obriga a gastar € 11,59 ao final de um ano.

O pior desempenho é mesmo conseguido pelo micro-ondas. As contas revelam que o custo anual de ferver água diariamente neste electrodoméstico ascende a € 17,61.

Tem jarros perigosos em casa?

O nosso teste a 16 jarros eléctricos avaliou o consumo e a ergonomia dos diferentes aparelhos, mas foi em matéria de segurança que esbarrámos em quatro modelos perigosos. Os jarros Electronia OP 1117, exclusivo da Rádio Popular, o Moulinex BY105810, o Selecline 857022, vendido apenas na Box do Jumbo, e ainda o Taurus Aroa Ver II não cumprem as normas europeias de segurança eléctrica, que obrigam este tipo de aparelhos a dispor de vários níveis de protecção.

Para confirmar este dado, simulámos uma falha no limitador térmico de segurança dos jarros, impedindo-os de desligar automaticamente quando a água atinge a temperatura final, entrando em sobreaquecimento. Todos os modelos devem dispor de um sistema de segurança tipo fusível que desligue o jarro nestas situações, evitando que arda ou entre em curto-circuito. Mas estes quatro aparelhos não têm, desobedecendo às exigências internacionais.

Já denunciámos este facto aos fabricantes em causa e à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Se tem um destes modelos em casa e o aparelho ainda está abrangido pela garantia legal de dois anos, pode devolvê-lo na loja onde o adquiriu e ser reembolsado da quantia paga.

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