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Salir vive três dias de Festa da Espiga: Concerto de Diogo Piçarra é um dos destaques | 5 a 7 de maio

Salir revive na próxima quinta-feira, 5 de maio, todas as tradições do Dia da Espiga, com a realização de um programa de festividades que se estende até sábado, dia 7 de maio. Etnografia, Música, Folclore, Gastronomia, Artesanato ou Desporto são algumas das propostas da Festa da Espiga 2016.

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As atividades arrancam no dia 5, que marca também as celebrações do Dia do Município de Loulé. A partir das 9h00, realiza-se um Passeio de BTT e, às 9h30, um Passeio Pedestre.

A partir das 13h00, na principal artéria da vila, os visitantes poderão apreciar alguns petiscos e manjares serranos nas tasquinhas que vão estar no recinto. Às 14h00, abre a exposição de produtos tradicionais. Mas o grande momento deste evento é o desfile etnográfico que sai à rua a partir das 15h00. Trata-se de uma das mais importantes manifestações da cultura tradicional do interior algarvio, com o desfile das principais atividades agrícolas e artesanais desta freguesia, algumas delas em vias de extinção, desde as sementeiras, mondas, ceifas, debulhas, fabricação de pão, apanha do medronho e destilação, apicultura e extração de cortiça, o varejo do figo, amêndoa e alfarroba, artesanato de linho, lã, palma, esparto, cestaria de verga.

Durante o desfile, os “poetas” populares irão declamar poemas ou quadras feitos de improviso ou preparados, em registo de mensagem em tom de brincadeira aos responsáveis municipais, para pedir ou agradecer as obras feitas na terra.

À noite haverá animação musical a cargo do Grupo Veredas da Memória, baile tradicional com Ruben Filipe e atuação de Némanus (quizomba e funaná).

Na sexta-feira, dia 6, a tarde é dedicada aos seniores que irão participar num baile tradicional com o Rancho Folclórico da Velha e o acordeonista Fernando Inês. À noite, a partir das 21h00, é também o folclore que animará a festa, com a atuação do Rancho Folclórico “As Mondadeiras das Barrosas”, Grupo Etnográfico da Serra do Caldeirão (Cortelha), Rancho Folclórico da Casa do Minho (Lisboa) e Rancho Etnográfico Danças e Cantares da Barra Cheia. A noite encerra com um baile com Gonçalo Tardão.

A programação de sábado é dedicada aos mais novos. Às 10h00 realiza-se o II Torneio de Futebol “Os Espiguinhas”. Na Tarde das Espiguinhas está prevista muita animação e surpresas, jogos infantis, um lanche e o desfile “Miss e Mister Espiga”.

À noite sobem ao palco Nanook (21h30), Diogo Piçarra (22h45) e os Back to the Sixties (00h30). O DJ Rodriguez encerra a festa.

Todos os espetáculos têm entrada livre.

Recorde-se que o Dia da Espiga é comemorado sobretudo no Sul do País e marca, de certa forma, o início da época das colheitas. É tradição neste dia as pessoas irem para os campos apanhar a espiga de trigo e outras flores silvestres, fazendo ramos simbólicos da fecundidade da terra e da alegria de viver; algumas espigas, geralmente de trigo, simbolizam a abundância, as papoilas, rosas, margaridas e malmequeres a beleza e o ramo de oliveira a paz. Este ramo, em número de combinações variáveis conforme as localidades, pendura-se dentro de casa e aí se conserva durante um ano, até ser substituído pela “espiga” do ano seguinte.

Crê-se que este costume tenha as suas raízes num antigo ritual cristão que consistia na bênção dos primeiros frutos, mas as suas características fazem-no adivinhar origens mais remotas, muito provavelmente em antigas tradições pagãs associadas às festas em honra da deusa Flora que ocorriam por esta altura.

A Festa Espiga em Salir, freguesia marcadamente rural, teve início no dia 23 de maio de 1968, organizada pela Junta de Freguesia, mais propriamente pelo presidente de então, José Viegas Gregório, figura carismática e um grande impulsionador da sua terra natal. A notoriedade alcançada pelo evento fez com que a Câmara Municipal de Loulé passasse a comemorar o Dia do Município na Quinta-Feira da Espiga.

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