Algarve

CHAlgarve garante serviço de urgência de neurocirurgia durante o fim-de-semana prolongado

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Na sequência de notícias veiculadas em diversos órgãos de comunicação social, as quais dão conta da falta de recursos humanos médicos para assegurar a urgência no serviço de neurocirurgia, neste fim-de-semana prolongado, no Centro Hospitalar do Algarve, o Conselho de Administração do CHAlgarve e a ARS Algarve vêm pelo presente esclarecer o seguinte:

– A escala proposta e validada pela Diretora do Serviço de Neurocirurgia, Dr.ª Alexandra Adams, não acautelava, de forma incompreensível, a resposta à urgência nesta especialidade.

– Tendo conhecimento deste facto, o Conselho de Administração, em colaboração com a ARS Algarve, diligenciou no sentido de suprir esta lacuna, tendo já neste momento assegurada a resposta médica que permitirá garantir o funcionamento da neurocirurgia na região.

– Como tal, reafirmamos que não se confirma a falta neurocirurgiões na urgência do CHAlgarve, como foi mediaticamente avançado, garantindo-se assim a assistência desta especialidade durante este fim de semana alargado.

– Mais se informa que o atual Conselho de Administração e a ARS Algarve, com apoio da Tutela, têm vindo de forma continuada, a desenvolver contactos com centros hospitalares do país e também com empresas e prestadores médicos para contratar recursos humanos que permitam fazer face às carências prementes das especialidades mais carenciadas.

– Simultaneamente, temos vindo a trabalhar para a tomada de decisões que permitam potenciar a utilização dos recursos humanos existentes, designadamente na área cirúrgica, o que originou já um despacho do Secretário de Estado da Saúde a autorizar o incremento desta atividade de produção adicional.

– O referido despacho para além de permitir dar uma melhor resposta às situações médicas e cirúrgicas urgentes, que até aqui não podiam ser resolvidas em tempo útil, permite ainda que os anestesistas integrem equipas cirúrgicas em regime pós laboral, potenciando a utilização dos cirurgiões disponíveis e que sem este recurso não podiam ser utilizados por falta de anestesistas.

– Deste modo, a administração considera que, ao contrário do que afirma a Dra. Alexandra Adams, os problemas existentes à data de entrada em funções do novo CA, nunca antes trazidos à discussão pública com este empenho pessoal, não se agravaram mas pelo contrário começaram a ser seriamente tratados e minimizados com recurso a medidas de gestão e racionalização dos meios disponíveis.

– O que é incompreensível e inaceitável é a atitude da líder de um serviço, ainda que cessante, que não hesita em instrumentalizar uma situação de conhecida carência de recursos humanos, contribuindo intencionalmente para agravar o problema através do alarmismo social à população que deveria servir, quando, na verdade o serviço de neurocirurgia sempre afirmou que dispunha de recursos humanos suficientes para desenvolver a sua atividade. Tanto assim é que, até à data de hoje, nunca houve ruptura de escala desta especialidade, não havendo nenhum facto novo ou inesperado que justifique a tal atuação.

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