Loulé

Gastronomia, Jazz e Orquestra da Armada animaram dia de entrada livre no Festival MED

O Open MED, dia de entrada gratuita no Festival MED, decorreu este domingo e marcou o final do evento que desde quinta-feira animou as ruas e ruelas da Zona Histórica de Loulé.

No dia em que a gastronomia teve o papel principal, também houve espaço para alguma música e animação, dando a possibilidade a todos aqueles que, por uma ou outra razão, não puderam estar presentes no festival, de ver e sentir um pouco o ambiente que se viveu em Loulé nestes dias.

Assim, como forma de homenagear a Dieta Mediterrânica, decorreram no Mercado Municipal de Loulé dois show cookings dedicados a este Património Imaterial da Humanidade distinguido pela UNESCO. Estas iniciativas contaram com a participação dos chefs Frederico Lopes (Restaurante Tertúlia Algarvia) e Abílio Guerreiro e Margarida Vargues (Associação In Loco), que apresentaram criações inovadoras com produtos locais como cataplana de robalo com bivalves e marisco, sarrajão marinado, salada de bulgur com tâmaras, figos e amêndoas com cavala confitada em citrinos com compota de tomate, baklava de pistachios, figos e creme de alfarroba ou bolo de maçãs, tâmaras, laranja e alfarroba.

Também nos espaços de restauração do recinto o visitante pôde saborear o que países como o Egito, o México, Marrocos ou a Grécia têm para oferecer a nível gastronómico.

Já no que diz respeito à música, o Palco Cerca recebeu, pelas 21h30, um concerto surpreendente da Banda de Música da Armada Portuguesa, que integra músicos da Marinha, e que trouxe a Loulé grandes clássicos de artistas mundialmente reconhecidos como Frank Sinatra ou Phil Collins. Um espetáculos que encantou o público que aqui esteve.

O teatro esteve pelas ruas, com os grupos Ao Luar Teatro e Vicenteatro, mas vários performers animaram o recinto, desde a Associação Satori que trouxe a magia dos espetáculos de fogo, aos ritmos frenéticos das percussões dos Rhakatta e dos metais dos Al Fanfare, até à música medieval de Eduardo Ramos.

Cerca de meia centena de bancas de artesanato deram o colorido às ruas e foram também um atrativo para o visitante que teve a oportunidade de adquirir produtos de todo mundo mas também objetos elaborados ao vivo por artesãos locais.

Apresentação do Festival de Jazz

Já no Palco Bica, foi apresentado o 22.º Festival Internacional de Jazz de Loulé, com a presença do convidado especial o guitarrista Tuniko Goulart e do cantor Dino D’Santiago. Julho é mês de jazz em Loulé, e nesta edição o Festival terá vários momentos.

A sétima arte junta-se a esta festa , dia 7, com a Exibição Cinematográfica Cinema/Jazz. A Mina de Sal-Gema de Loulé é palco de um showcase de apresentação do cartaz do Festival, protagonizado por Mário Laginha que este ano volta a ser o diretor artístico do evento.

A pensar nos mais novos, o Jazz Kids tem lugar no dia 16, no Parque Municipal, com um concerto ao ar livre de tÉssa e a banda trolarÉ. No Bar Bafo de Baco, dia 22, é apresentado o concerto “What about Sara”.

O programa propriamente dito do Festival decorre de 29 a 31 de julho, a partir das 21h30, com concertos na Alcaidaria do Castelo. No primeiro dia sobem ao palco Gileno Santana e Tuniko Goulart, seguindo-se um concerto com João Mortágua “Janela”. No dia 20, Marco Martins Quintet e a dupla Vardan Ovsepian e Tatiana Parra serão os protagonistas da noite. O Festival encerra com a atuação do recém-criado Trio de Jazz de Loulé. Após os concertos haverá diariamente Jam Sessions, no Bar Bafo de Baco.

No âmbito das suas atividades de dinamização sociocultural do Concelho de Loulé e, de forma mais geral, da região algarvia, a Casa da Cultura organiza desde 1995 o Festival de Jazz. A partir de 1996 o evento ganhou uma dimensão internacional, ao incluir no seu programa a participação de alguns dos nomes mais sonantes da cena jazzística mundial e ao acolher significativo número de público estrangeiro. As linhas orientadoras seguidas ao longo dos anos passam pela promoção e divulgação junto do grande público do trabalho dos músicos da região, dos músicos portugueses mais representativos e dos jovens músicos nacionais mais promissores, bem como dos intérpretes e compositores do jazz internacional mais conceituados. Por outro lado, pretende-se igualmente motivar o público, nomeadamente o mais jovem, para a prática musical e para a criação de hábitos de consumo cultural.

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