Quarteira

Centenário do Nascimento do Poeta Pardal | 1.º momento: Descerrar da placa comemorativa na casa onde nasceu

No ano em que se assinala o centenário da freguesia de Quarteira, passam igualmente os 100 anos do nascimento de Manuel de Brito Pardal, mais conhecido por Poeta Pardal, o poeta pescador.

A efeméride está a ser assinalada pela Junta de Freguesia de Quarteira e pela Câmara Municipal de Loulé, em parceria com a família do poeta.

As comemorações envolvem três iniciativas:

– Descerrar de uma placa comemorativa na casa onde o Poeta Pardal nasceu, na rua com o seu nome, em Quarteira;

Lançamento da reedição do seu livro de quadras populares «Em Cima do Mar Salgado», cuja 1.ª edição havia ocorrido em 1977;

– Projeção de um documentário sobre a sua vida.

O descerrar da placa teve lugar no dia do centenário do seu nascimento, 16 de agosto de 2016. A lápide foi descerrada pelo presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, pelo presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto e por três filhos do poeta, Célia, Ana Paula e Ernesto.

Marcaram ainda presença o vice-presidente da autarquia de Loulé, Hugo Nunes, a vereadora Ana Machado, o tesoureiro da Junta de Freguesia de Quarteira, Jorge Guerreiro, a vogal Sónia Neves, para além de muitos elementos da família Pardal e muitos amigos.

Manuel de Brito Pardal é um nome sobejamente conhecido em Quarteira, cidade onde nasceu em 16 de agosto de 1916.

Conhecido como o único poeta popular que foi pescador, Manuel Pardal terá, segundo Ruivinho Brasão, iniciado a sua atividade como pescador logo aos 10 anos: “Ele foi, nas «artes de arrastar», moço de encolher e, depois, calador. Entrou a governar a sacada e passou, mais tarde, aos tresmalhos. Ainda experimentou ausentar-se de Quarteira, para trabalhar no Galeão: mas afeiçoado à família, não parou por lá senão dez dias”.

O seu primeiro poema surgiu quando tinha 14 anos. Herdou do pai, Ernesto Pardal, o gosto pela poesia e pelo canto. Amante do fado, quando fazia poesia era para ser cantada. Usava no bolso uma gaita-de-beiços e fazia-se acompanhar de uma guitarra.

A sua poesia, de carácter repentista, versava sobre o mar, a faina, as parcas condições de vida, mas também sobre outras temáticas que revelam um homem que questiona a vida, a morte e um pouco de tudo aquilo que o rodeia.

Tendo Manuel Pardal como personagem central surge em 1976 o documentário/longa-metragem “Mau Tempo, Marés e Mudança”, do cineasta Ricardo Costa.

Em 1977 é publicada a obra “Em cima do Mar Salgado”, que reúne poemas do Poeta Pardal recolhidos e selecionados por José Ruivinho Brazão.

Manuel de Brito Pardal faleceu em 1984, sendo que em 1987, no largo com o seu nome, foi inaugurado um busto em bronze em sua homenagem, da autoria de Diamantina Negrão.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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