Quarteira

Quarteira nos Encontros do DeVIR – Cidades Utópicas / Cidades Possíveis

O Cine-Teatro Louletano acolheu ontem à noite um espetáculo integrado na 3.ª edição do Festival “Encontros do DeVIR” com criações e olhares sobre Quarteira, com a apresentação de roteiros alternativos e itinerários subjetivos propostos pelo fotógrafo Nuno Graça e pelo músico Helton Mota (Perigo Público), o olhar de Hugo Cardoso e de Vera Mantero, foi ainda apresentado o texto «Desfasamento», de Miguel Cardoso (com leitura de Nuno Moura e ilustração de Gonçalo Pena com desenho em tempo real) e, ainda, celebrando o Dia Mundial da Dança, dança contemporânea com Vera Mantero, uma das mais aclamadas coreógrafas e bailarinas portuguesas, que subiu ao palco para a estreia de “Pão Rico”, visão que incidiu sobre a descaraterização do litoral algarvio e, em particular, sobre a cidade de Quarteira.

«A serra agora está deserta. O pessoal amontoou-se todo no litoral. Serra vazia, litoral inchado. Num ápice (30 anos? 40 anos?), Quarteira: de aldeia de pescadores pobres a ‘referenciado centro de turismo’. Os pescadores venderam a areia e assim nasceram as vivendas e depois os pequenos arranha-céus. Dinheiro e areia, areia e dinheiro», comenta a coreógrafa num texto sobre «Pão Rico».

Este trabalho original terá ainda apresentações a 26 e 27 maio, às 21h30, na Culturgest, em Lisboa.

A iniciativa englobou também a exposição de fotografia “Espaço urbano” de Luís da Cruz, patente no foyer do cone-teatro.

No final, teve lugar um debate entre Hugo Cardoso, Vera Mantero e o público, entre o qual destacamos o presidente da Junta de Freguesia de Quarteira, Telmo Pinto, o tesoureiro da junta, Jorge Guerreiro, o fotógrafo Nuno Graça e os músicos/cantores Helton Mota e Dino d’Santiago.

A iniciativa engloba também a exposição de fotografia “Espaço urbano” de Luís da Cruz, patente no foyer, audiowalks e thoughts e visitas guiadas.

O Festival “Encontros do Devir” quer continuar a pensar o território aliando o social ao cultural, o ecológico e político ao artístico.

Este festival tem como temática a descaraterização de 4 cidades no Algarve Central (Faro, Loulé, Quarteira e S. Brás de Alportel), colocando as seguintes questões de partida: Como nos vimos? Como nos veem? E como nos damos a ver?  Envolve um total de 38 criadores (6 internacionais e 12 fotógrafos amadores) e apresenta 32 criações (26 novas encomendas), 5 visitas guiadas, 3 exposições, 2 documentários, 1 workshop de fotografia e urbanismo.

A organização do evento é da DeVIR/CAPa – Centro de Artes Performativas do Algarve, numa iniciativa cofinanciada pelo programa 365 Algarve, Turismo de Portugal e municípios de Faro, Loulé e S. Brás de Alportel. Conta com os apoios da Al-Portel, Museu do Trajo – Amigos do Museu, Universidade do Algarve, Monterosa, Quinta da Fornalha, Granturismo, Aldeia da Luz, INTPA (Áustria), Gabriela Tudor Foundation (Roménia) e Arts Council Korea. O jornal Barlavento e a RUA Fm são os parceiros media.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

Categorias:Quarteira