Opinião

Deixar de fumar diminui risco de doença coronária

Artigo de Opinião do médico João Brum Silveira, Presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular

Dr. João Brum Silveira

Dia Mundial Sem Tabaco assinala-se a 31 de maio

O fumo do tabaco contém mais de 7000 produtos químicos que combinados predispõem tanto os fumadores ativos de tabaco como os fumadores passivos para a formação de aterosclerose ou estreitamento das artérias. Este estreitamento acaba por dificultar a correta passagem de sangue para o coração, o que provoca uma diminuição dos níveis de oxigénio e nutrientes às células do músculo cardíaco.

A doença coronária pode manifestar-se por uma dor torácica passageira (sensação de aperto, queimadura ou opressão no peito, por baixo do esterno), denominada de angina de peito, ou por uma situação mais grave, o enfarte de miocárdio. No caso do enfarte, os sintomas mais comuns, para os quais as pessoas devem estar despertas, são a dor no peito, por vezes com irradiação para o braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

Os riscos cardiovasculares atribuíveis ao tabagismo aumentam com a quantidade de cigarros que uma pessoa fuma assim como o número de anos em que já é fumadora. Na verdade, fumar apenas um cigarro por dia implica um acréscimo de risco de desenvolvimento de doença coronária.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde o tabagismo é uma das maiores ameaças à saúde pública, matando mais de 7 milhões de pessoas por ano. Mais de 6 milhões dessas mortes são o resultado do uso direto do tabaco, enquanto cerca de 890.000 são o resultado de estar exposto ao fumo passivo. Estima-se que o uso do tabaco e a exposição ao fumo passivo contribuem para aproximadamente 12% de todas as mortes por doenças cardíacas.

Para evitar a doença coronária é importar adotar estilos de vida saudáveis: não fumar; reduzir o colesterol; controlar a tensão arterial e a diabetes; fazer uma alimentação saudável; praticar exercício físico; vigiar o peso e evitar o stress.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt

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