Quarteira

Agência de Quarteira no Encontro Nacional do Banco de Tempo, em Castelo Branco

Nos dias 8 e 9 de setembro realizou-se o Encontro Nacional do Banco de Tempo, em Castelo Branco, organizado pelo Graal Portugal em estreita colaboração com a Agência do Banco de Tempo de Castelo Branco. A Agência de Quarteira marcou presença com a maior comitiva do Encontro, com 10 elementos encabeçados pela coordenadora da agência, Isabel Pinto, que agradece à Câmara Municipal de Loulé a cedência do transporte, bem como ao motorista Valdemar toda a atenção e paciência ao longo de toda a viagem.

O primeiro dia começou com uma visita ao Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco com as boas vindas às cerca de 40 pessoas vindas de várias agências do país, concretamente, Cascais, Évora, Foz do Douro, Lisboa – Lumiar, Portela, Póvoa de Varzim, Quarteira, Santa Maria da Feira e GRAAL.

Seguiu-se a atuação do Grupo de Cavaquinhos da USALBI (Universidade Sénior Albicastrense) e um jantar, no Restaurante Forno da Sé, onde a tónica dominante foi a alegria e a boa disposição.

O dia seguinte iniciou com os cantares das Adufeiras da USALBI a anteceder a sessão de abertura que contou com as intervenções de Arnaldo Brás (Presidente da Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento), Ana Costa (Membro do Conselho Coordenador do GRAAL) e José Alves (Vice-presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco) para a sessão de abertura.

Arnaldo Brás realçou que em Castelo Branco têm sido desenvolvidas várias atividades do Banco de Tempo, numa parceria que começou há 11 anos.

Ana Costa destacou a parceria “fundamental” e “perfeita” da Associação Amato Lusitano.

José Augusto Alves destacou o papel da Associação Amato Lusitano na comunidade albicastrense, “um trabalho de proximidade com aqueles que mais precisam”, disse o autarca.

Seguidamente, representantes de cada agência presente no Encontro apresentaram as suas perspetivas sobre a dinâmica do Banco de Tempo, onde partilharam testemunhos e histórias concretas de membro do BdT. Num segundo momento, Christelle Domingos (Amato Lusitano – Associação de Desenvolvimento) e Graça Rojão (CooLabora) apresentaram um painel sobre redes colaborativas.

A finalizar, foram feitas algumas recomendações para as agências, relativas à aplicação do código de conduta do Banco de Tempo, bem como estratégias de envolvimento de novos públicos no Banco de Tempo. Foi, ainda, possível partilhar propostas de novos procedimentos e recolher sugestões para aplicar futuramente.

Dois dias produtivos, enriquecidos pela partilha de experiências, opiniões e conhecimentos, sempre com muita alegria e boa disposição.

O Banco de Tempo é um sistema de organização de trocas solidárias a nível local que promove o encontro entre a oferta e a procura de serviços disponibilizados pelos seus membros, tais como pequenas reparações domésticas, aulas de inglês, de informática, companhia para ir ao médico, ajuda em assuntos burocráticos, entre muitos outros. Funciona como um banco, mas tem o tempo – e não o euro – como moeda de troca.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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