Desporto

Quando lixo do mar se transforma em apoio a IPSS de Quarteira

Organização do Mundial de Vela realizado em Vilamoura entregou cheque ao Centro de Apoio à Criança  

 Poderiam ter ido parar ao mar, mas não foram.

Cerca de 14 toneladas de resíduos, entre as quais 7 toneladas de vidro, 5,7 toneladas de cartão e 700 quilos de plástico foram recolhidos durante o Campeonato do Mundo de Vela, na classe 420, que decorreu em Vilamoura, em julho deste ano.

 O lixo recolhido durante os 9 dias do evento, depois de pesado e ‘mensurado’, deu origem à verba de mil euros, que a organização da competição fez questão de entregar ao Centro de Apoio à Criança de Quarteira.

A cerimónia decorreu na sede da Inframoura e contou com a presença de Telmo Pinto, presidente da Junta de Freguesia de Quarteira; Nuno Amorim, administrador da Algar; Nuno Reis, diretor do Vilamoura Sailing; Leonel Silva, da Inframoura; Isolete Correia, da Vilamoura World; representantes do CACQ – Centro de Apoio à Criança de Quarteira, entre outros.

Foi a primeira vez que um campeonato de vela obteve a distinção de ‘Eco-Evento’ atribuído pela Algar, e que se traduziu, entre outras ações, na produção de 250 sacos em tecido reciclado, proveniente de telas, lonas, outdoors e muppis, que funcionaram como eco-pontos (separação de lixo) e que foram colocados nas embarcações dos treinadores. Nestes eco-pontos, todos os velejadores em prova depositaram, diariamente, não só o lixo que iam produzindo como também o lixo que fizeram questão de recolher do mar.

Segundo Nuno Reis, Diretor do Vilamoura Sailing, «o objetivo, desde o início, foi reforçar a consciência ecológica dos velejadores e este será um desafio para continuar. O Mundial de 420 foi um evento-teste nesta matéria e ficou provado o seu sucesso. A parceria com a Algar vai-se repetir em todos os nossos eventos e irá também estender-se à atividade do centro de estágios».

A coordenação logística do programa durante o Campeonato do Mundo de 420 esteve a cargo da Inframoura e envolveu também os serviços da Marina de Vilamoura, local onde diariamente a Algar procedeu à recolha dos contentores com os resíduos.

Nesta prova as habituais garrafas de plástico também foram substituídas por garrafas de alumínio e os prémios atribuídos foram todos produzidos em cortiça proveniente de sobreiros da região.

A imagem do Vilamoura Sailing como Centro de Estágios com responsabilidade ambiental será reforçada ainda mais no momento em que começam a chegar a Vilamoura as primeiras equipas para os estágios de inverno. Até abril próximo passarão por Vilamoura centenas de velejadores e as melhores equipas do mundo, entre eles muitos atletas jovens. «Queremos implementar fortemente esta preocupação ecológica, não deixando margem para dúvidas de que somos um Centro de Estágios exemplar em matéria ambiental», afirmou Nuno Reis.

Até 2023 o Vilamoura Sailing será palco de cerca de 40 grandes competições, com destaque para vários Campeonatos da Europa e do Mundo.

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