Algarve

NERA: «Duras batalhas à nossa frente. Temos de nos preparar»

PORTUGAL. ALGARVE. 

Estamos a viver na nossa Região uma situação preocupante.

Para o NERA a prioridade continua a ser a ação para travar a epidemia e proteger a saúde de todos os cidadãos.

No quadro económico, prioridade imediata, para o NERA, é sem dúvida fazer frente ao choque dramático da paragem da atividade económica na região, nas empresas e no emprego, procurando utilizar os instrumentos financeiros e de apoio social, disponibilizados pelo Governo (que o NERA tem divulgado). Para evitar o colapso das empresas, manter o emprego e preparar-se para um período de resistência na fase de paralisia e de recuperação – ainda incerta e certamente lenta – da atividade económica.

Ao mesmo tempo o NERA considera que temos de ir mais longe, e aponta para a necessidade de começarmos a refletir sobre as consequências que a atual crise vai ter na vida das pessoas, na economia e no futuro da Região. Temos, também, de começar a pensar já no amanhã.

No Algarve temos centenas de empresas encerradas, lutando pela sobrevivência, milhares de trabalhadores sem trabalhar e sem garantia de emprego. Famílias preocupadas. Jovens sem certezas para o futuro.

Uma economia paralisada e de evolução incerta. Uma crise social profunda.

COMO ATUAR

O NERA considera que para essa reflexão é necessário começar por ter consciência de que nada será igual ao passado.

Estamos perante um futuro incerto e as empresas têm de se preparar para isso.

Nesse sentido, o NERA considera que se deve procurar sair deste momento doloroso iniciando uma REFLEXÃO sobre o Algarve e sobretudo analisando as debilidades que esta crise pôs a nu.

Por uma razão simples: o Algarve não pode voltar a ter de enfrentar uma nova crise nestas condições.

Para o NERA essareflexão deve começar por uma análise de questões de fundo relacionadas com a estrutura económica do Algarve.

Para o NERA esta crise demonstrou a vulnerabilidade gerada pelo desequilíbrio estrutural da economia da Região.

Temos de ter a coragem de o admitir.

O Turismo é, e vai continuar a ser, a atividade económica mais importante da região. Ninguém deve ter dúvidas sobre isso. Um setor que representa 15% do PIB e é o principal setor exportador de Portugal. O Algarve contribui para quase metade desses valores.

O Turismo dá vida a centenas de Empresas dos mais variados setores para além do alojamento e da restauração e a muitos milhares de empregos, numa atividade que proporciona à região um PIB per capita e um nível de vida, superiores à média nacional.

O NERA tem vindo a afirmar que o Algarve «não tem Turismo a mais», o que tem é «outros setores a menos».

De facto, o Algarve possui outros setores económicos com potencialidades – ligados sobretudo aos recursos da Terra, do Mar, do Território, do Clima – insuficientemente aproveitados, apesar dos progressos dos últimos anos. O Algarve precisa de os dinamizar, de lhes dar força e desenvolver de forma a reequilibrar a estrutura económica da região, aproveitando recursos – que temos! – dando vida a novas atividades, a novas empresas, a mais emprego e a novas qualificações profissionais. Para além dos setores ligados à inovação e às novas tecnologias, e a diferentes áreas industriais.

O desenvolvimento deste universo reforça e dá consistência às atividades diretas do Turismo, gera uma base económica e social mais equilibrada e consistente, criando condições para atenuar a sazonalidade e enfrentar situações conjunturais desfavoráveis, como a que estamos a viver.

Para o NERA é urgente esta reflexão, envolvendo, num debate profundo e responsável, todo o Algarve.

INSTRUMENTOS

O NERA considera que para atingir estes objetivos é absolutamente essencial e urgente definir uma Estratégia integrada e construir um instrumento político de Administração Regional, que dê consistência a um projeto regional.

Pensar que tudo volta a ser o que era é não só uma ilusão. É um ERRO. Que não podemos repetir.

Temos de nos preparar para as duras batalhas que temos à nossa frente.

As forças económicas, sociais e políticas do Algarve, têm de assumir as suas responsabilidades.

O NERA estará presente.

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