Algarve

ALGARVE | Associações empresariais apelam a medidas de emergência para a região

Perante as consequências da pandemia no tecido económico, ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL, NERA e ANJE-Algarve esperam sensibilizar o Governo para a necessidade de reforçar a capacidade financeira das empresas e defender os seus postos de trabalho

Após o Primeiro Ministro António Costa ter anunciado em Bruxelas para além das medidas e fundos globais o financiamento de um «Programa específico para a Região do Algarve» suportado por 300 milhões de euros adicionais e que visa «apoiar a diversificação da sua economia, melhorar infraestruturas e fazer investimentos necessários no setor da saúde». Em que o mesmo, justifica a medida referindo que a «crise tem atingido particularmente o turismo e sobretudo a região do Algarve, uma região que tem tido nos últimos anos uma dotação de fundos inferior a outras regiões.

As associações empresariais do Algarve consideram positiva esta medida e estão disponíveis para colaborar na sua concretização, no entanto consideram que é insuficiente, visto o atraso estrutural que a região apresenta.

As Associações Empresariais do Algarve – ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL, NERA e ANJE-Algarve – apelam ao Governo para que adote medidas de emergência para as empresas da região, de forma a mitigar as devastadoras consequências da pandemia de covid-19.

As seis Associações algarvias pretendem sensibilizar o Governo para a necessidade de serem tomadas medidas de emergência que permitam garantir a continuidade das empresas, dinamizando os instrumentos de apoio financeiro já existentes e outros a criar, numa perspetiva temporal que se estenda até ao verão de 2021. Tudo isto de forma a reforçar a capacidade financeira das empresas e, ao mesmo tempo, defender os seus postos de trabalho.

As Associações estão a atuar neste sentido junto do Governo, tendo já apresentado propostas concretas para o reforço de tesouraria, a salvaguarda do emprego e o relançamento do investimento das empresas algarvias. Há também abertura, por parte das mesmas Associações, para apoiarem medidas com iguais objetivos vindas de outros setores e entidades.

Por outro lado, ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL, NERA e ANJE-Algarve vão desenvolver esforços no sentido de esclarecer os empresários da região sobre a gravidade e especificidade do atual quadro económico regional, tendo em vista uma ação concertada para combater os efeitos da pandemia. Para isso, é intenção destas Associações organizarem um programa de encontros de informação, reflexão e debate com empresários dos diferentes setores e zonas do Algarve. O objetivo é consolidar posições e mobilizar esforços para defender a economia da região, consolidar as suas empresas, manter o emprego e gerar esperança nos jovens.

Ausência de sinais de recuperação

Após reflexão conjunta, as Associações Empresariais do Algarve apontaram as causas e as possíveis consequências da crise gerada pela pandemia de covid-19 (agravadas pelas restrições impostas pelo Reino Unido) na economia, nas empresas e no emprego do Algarve. Com este propósito, referiram não só o forte impacto no turismo como em todos os outros setores de atividade económica e empresarial da região. “Não se verificam sinais de recuperação, acentuando-se, pelo contrário, os fatores negativos que apontam para uma perspetiva de evolução de Julho-Agosto, que já era baixa, pior que o previsto e para uma época baixa preocupante”, constatam as seis Associações Empresariais.

Fatores negativos:

  • Não se vislumbra uma previsão para o fim da pandemia e a criação de um clima de segurança sanitária controlada à escala europeia.
  • Acentuam-se as posições restritivas dos países da Europa que atuam cada vez mais isoladamente, gerando incerteza na decisão dos turistas.
  • As companhias aéreas acentuam a sua crise, diminuem rotas e suspendem voos, e não apontam para um regresso à normalidade.
  • Cada país europeu, preocupado apenas com os seus interesses políticos, atua por conta própria e esquiva-se a uma ação coordenada.
  • Tudo isto num quadro de fundo de contração económica, de quebra do poder de compra em cada país europeu e de pessimismo acerca do futuro.

Perante isto, ACRAL, AHETA, AIHSA, CEAL, NERA e ANJE-Algarve consideram que “os empresários têm de concentrar energias e preparar-se para enfrentar dificuldades, começando por alertar o Governo para os riscos de subestimação da situação”. E acrescentam: “Temos de nos preparar para enfrentar um cenário difícil a seguir ao verão. A ‘época alta’ pode não ser o que era expectável, mesmo numa perspetiva pessimista, e encara-se com alguma preocupação a época baixa que se segue, que de facto já vem de outubro de 2019”.

  • ACRAL – Associação do comércio e Serviços da Região do Algarve
  • AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve
  • AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve
  • CEAL – Confederação dos Empresários do Algarve
  • NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve
  • ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários

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