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ALBUFEIRA | Galerias municipais já abriram ao público

As galerias municipais de arte de Albufeira abriram ao público na passada segunda-feira, dia 5, embora mantendo as devidas recomendações da DGS. A Galeria Municipal João Bailote tem uma mostra de trabalhos de fotografia e desenho feitos por alunos das turmas 10º B, H e I, da Escola Secundária de Albufeira, intitulada “From Above”, para apreciar até 30 deste mês. A inauguração online é amanhã, quarta-feira, às 14h30, com a participação de alunos, professores e entidades envolvidas. Já a Galeria de Arte Pintor Samora Barros, tem uma mostra retrospetiva de pintura de Vitor Pisco, de marcada influência de Marc Chagall e outros, intitulada “Minhas raízes”, para ver até 27 de abril.

A exposição de fotografia e desenho “From Above”, resulta de uma proposta feita pelo Município de Albufeira para o Plano Cultural de Escola do Agrupamento, que foi bem aceite e desenvolvido pelas professoras Carla Rajão, de Desenho, e Fernanda Lamy, de Português, com os seus alunos das turmas 10º B, H e I, numa articulação com as aprendizagens essenciais. O desafio foi complexo: “Albufeira, Ferreiras, Paderne, Guia vistas de cima: sótãos, terraços e varandas, telhados, do alto de uma falésia ou de um miradouro – que imagens, perspetivas, ângulos e pontos de vista?” Já na disciplina de Português, a inspiração veio do capítulo XI da “Crónica de D. João I”, onde lê: “As gentes que esto ouviam, saíam aa rua veer que cousa era; […] e era tanta que era estranha cousa de veer. Nom cabiam pelas ruas principaes, e atrevessavom logares escusos, […]”. Ou seja, perspetivas diferentes para as mesmas realidades. Os trabalhos estão expostos na Galeria Municipal João Bailote desde a passada segunda-feira, mas a inauguração é online, amanhã, quarta-feira, às 14h30, com a participação de alunos, professores e entidades envolvidas. Refira-se que a exposição integra o PNA – Plano Nacional das Artes.

Por seu turno, na Galeria de Arte Pintor Samora Barros, a exposição “Minhas raízes” é uma retrospetiva sobre “memórias, raízes, relação com a cultura local, trabalhos no campo, natureza, animais e viagens pelo Alentejo”, do artista plástico Vitor Pisco. As técnicas utilizadas são o acrílico, óleo e técnica mista. Segundo Vitor Prisco, as suas “inspirações vêm das memórias do Alentejo de outrora e algumas do presente. Nas telas podem-se ver ceifeiras, pastores, mondadeiras, aguadeiras, carreiros, e aves como perdizes, coelhos, lebres, abetardas e sisões entre outros animais autóctones.”

Vítor Pisco começou a desenhar e pintar em criança à lareira. Depois, na escola primária, nos intervalos ficava na sala de aula a desenhar e é só em adulto que toma contacto com as primeiras técnicas de pintura a óleo, nomeadamente com o pintor impressionista Camol D’Évora. Deste modo, iniciou-se a sua fase de pintura em acrílico e técnica mista. Vítor Pisco adota um estilo livre, sem regras, embora sejam marcantes as influências de pintores como Picasso, Salvador Dali, Van Gogh, Marc Chagall e Kandinsky, marcando o seu percurso por estéticas diversas, como o expressionismo, neoexpressionismo, abstracionismo e expressionismo figurativo. Para ver até 27 de abril.

Ambas as exposições podem ser apreciadas seguindo as prescrições da DGS – Direção-Geral de Saúde, de segunda a sexta-feira, nos horários 09h30-12h30 e 13h30-17h30, encerrando aos sábados, domingos e feriados.

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