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PADERNE | Cores da terra e formas do imaginário floral em instalação artística têxtil de Vanessa Barragão na Ponte Medieval

Vanessa Barragão é já bem conhecida em muitas partes do mundo pelo imaginário surrealista e onírico que adota nas suas tapeçarias de cunho artesanal, construídas sob um olhar contemporâneo e hiperdimensionado. De forte apelo sinestésico, o trabalho da artista que Albufeira viu crescer, vai agora ficar suspenso sobre a ponte medieval de Paderne. O clássico e o moderno, com toques de neo-barroco, é a proposta que Albufeira apresenta para a paisagem do barrocal, em mais uma iniciativa que integra a programação do GeoPalcos. A inauguração está marcada para o dia 2 de julho e conta com o apoio do programaBezaranha – Programação Cultural em Rede’, da Direção Regional de Cultura do Algarve. Com esta obra, até apetece sonhar em suspensão, entre o passado e o presente.

No âmbito do GeoPalcos, Albufeira inaugura às 18h30 do próximo dia 2 de julho, sobre a Ponte Medieval de Paderne, uma instalação ‘outdoor’ da autoria de Vanessa Barragão, artista que Albufeira viu nascer e crescer. Um curso superior lançou a artista no mundo dos têxteis, a partir dos quais tem criado obras artísticas que têm percorrido parte do mundo, constando já uma das suas criações no Palacete de S. Bento, numa parede da residência oficial do Primeiro-Ministro.

Os motivos da tapeçaria da sua nova obra, feita especialmente para o GeoPalcos e a convite do Município de Albufeira, incidem sobre a flora local e vai estar patente entre 2 de julho e 12 de setembro, sendo um dos grandes convites para fazer do barrocal de Paderne uma imensa galeria a céu aberto. Sobre a velha ponte por onde os antecessores medievos passaram com produtos para comercializar ou com flores para as festas sazonais, vai passar a estar uma instalação artística têxtil a partir de lã natural de ovelha algarvia, lãs recicladas provenientes da indústria têxtil a Norte, resina e outros materiais, cujo processo, para além da lavagem e cardagem da lã, levou também a artista a optar por técnicas de feltragem, manipulação têxtil e crochê.

O onírico e o surreal, em texturas apelativas ao toque e à degustação pelos sentidos, provocam no espetador um conjunto sinestésico de sensações onde as referências olfativas misturam-se com as visuais e as táteis, fazendo das obras de grande dimensão de Vanessa Barragão um verdadeiro convite a uma experiência sensorial multidimensional através do olhar.

“É um contentamento muito grande e um grande orgulho, podermos ter em exposição num espaço ao ar livre uma peça de uma jovem albufeirense que tem cativado cada vez mais admiradores da sua arte por várias partes do mundo. A Vanessa Barragão é um exemplo para a nossa juventude, tem um talento raro e engrandece-nos através das suas tapeçarias, muito em especial esta, que dá vida às plantas e às flores do nosso barrocal”, afirma, com entusiasmo, o presidente da Câmara Municipal, José Carlos Rolo.

O GeoPalcos, recorde-se, é dinamizado pelo aspirante Geoparque Algarvensis Loulé-Silves-Albufeira, através dos municípios e decorre de uma candidatura intermunicipal, liderado pela AMAL, que junta os 16 municípios algarvios e a Direção Regional de Cultura do Algarve, que criou o Bezaranha – Programação Cultural em Rede, e que assegura parcialmente o financiamento, recorrendo ao Programa Operacional Regional do Algarve (CRESC2020). Para mais informações sobre o projeto, visite geoparquealgarvensis.pt/ e bezaranha.pt.

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