Quarteira

QUARTEIRA | Obra de estabilização do Edifício Austral

As obras de estabilização do Edifício Austral, em Quarteira, estão a decorrer desde setembro, numa iniciativa da Câmara Municipal de Loulé, apesar das competências da Autarquia nesta matéria passarem apenas pela responsabilidade com a segurança de pessoas e bens, não tendo qualquer dever em matéria de intervenção no edifício. Não obstante, por iniciativa do autarca louletano Vítor Aleixo, decidiu a Câmara Municipal tomar uma medida preventiva numa situação que se arrasta há largos anos, dada a ausência do construtor.

Recordamos que, no dia 27 de novembro de 2018, no Centro Autárquico de Quarteira, a Câmara Municipal de Loulé e os condóminos do Edifício Austral (sito na Rua da Armação, junto à Rotunda do “Polvo”) celebraram acordos com vista à intervenção preventiva da Autarquia no local.

Desde 2006 que este edifício apresenta uma ligeira inclinação. Após uma vistoria dos serviços técnicos municipais, detetou-se que a falta de estabilidade prendia-se com um erro de conceção, da inteira responsabilidade do construtor.

Desta forma, com a assinatura destes acordos, a Autarquia disponibilizou-se para levar a cabo as obras necessárias para a estabilização e correção das deficiências que o prédio padece, enquanto os condóminos comprometem-se a ressarcir a Autarquia por esta intervenção, com o pagamento das verbas correspondentes.

De sublinhar que a Autarquia tem monitorizado ao longo destes anos a situação das oscilações do Edifício Austral, sempre tendo em vista a segurança não só de quem aqui reside mas também de quem circula na via pública.

O projeto e os trabalhos levados a cabo neste local terão um custo que ascende a 400 mil euros (IVA incluído). A obra, da responsabilidade técnica de uma empresa especialista em cálculos de estruturas,  terá um prazo de execução de 6 meses. Durante esse período, os moradores poderão manter-se nas suas casas.

O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, sublinhou a importância desta intervenção para que “os moradores fiquem mais tranquilos relativamente à segurança do edifício, uma situação que tirava o sono a muita gente”. “Desde o primeiro momento em que fui contactado que os moradores foram muito insistentes. Apesar de não termos qualquer obrigação em relação ao edifício, sabíamos que se houvesse algum azar a Autarquia seria responsabilizada até porque o presidente da Câmara é responsável pela proteção civil de todos os que habitam ou visitam o Concelho. Por isso, mandámos fazer a monitorização e o projeto desta intervenção mas o processo só termina quando a obra estiver concluída”, considerou ainda Vítor Aleixo.

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