Nacional

Rendas baixam pela primeira vez desde janeiro, aproximando-se de valores registados no início do ano

Barómetro Imovirtual

  • O valor da renda média diminui -15,4% em setembro, fixando-se agora em 1.194€, um valor mais próximo dos registados no final do primeiro trimestre. Ainda assim, os valores estão +18,7% mais altos que no mesmo período de 2021.
  • Portalegre (+12,9%) e Évora (+3,5%) são os únicos distritos que registam um aumento da renda média, com os restantes distritos nacionais a verificarem valores de renda mais baixos em setembro, em relação a agosto.

Principais conclusões:

ARRENDAMENTO

  • O valor médio dos imóveis para arrendar quebra -15,4% em setembro, face a agosto, descendo de 1.412€ para 1.194€ este mês. Desde janeiro que não se registava um decréscimo da renda média, que tem vindo a aumentar gradualmente desde o início do ano. Em relação ao ano anterior, quando a renda média se fixava nos 1.006€, há um aumento de 18,7% (cerca de 180€ mais cara).

Distritos em destaque:

●        Portalegre é o distrito que regista o maior aumento do valor médio de renda em setembro (+12,9%), face a agosto, passando de 341€ para 385€. Segue-se Évora, com um aumento de +3,5%, registando uma renda média de 775€ em setembro.

●        Os distritos com a maior diminuição do valor médio de renda em setembro, face ao mês anterior, foram a Guarda (-33,5%), Castelo Branco (-30,3%) e Faro (-29,1%), com as rendas a fixarem-se agora, respetivamente, em 433€, 544€ e 988€.

●        Em comparação com o período homólogo de 2021, arrendar casa ficou mais caro sobretudo em Setúbal, onde o valor aumenta +39,9% (de 772€ para 1.080€). Segue-se Viseu, com um aumento de +37,2%, e Lisboa (+35,1%), onde a renda sobe de 1.272€ para 1.719€ em setembro deste ano. Também Castelo Branco regista um aumento significativo da renda (+34,7%) face a 2021.

●        Portalegre (-11,5%), Vila Real (-8,3%) e Bragança (-7,8%) são os únicos distritos onde diminui o preço de renda em setembro, comparativamente com o mesmo mês do ano passado.

●        Portalegre (385€), Bragança (415€) e Guarda (433€) foram os distritos mais baratos para arrendar em setembro. Lisboa (1.719€), Porto (1.127€), Setúbal (1.080€) e Madeira (1.055€) foram os mais caros, com Faro a sair do top.

VENDA

  • O preço médio de venda anunciado manteve-se estável em setembro (+0,21%), face a agosto, passando de 403.935€ para 404.773€. Em comparação com o período homólogo de 2021, que registava um valor médio de venda de 370.372€, há um aumento de +9,3%, com as casas a ficar cerca de 34 mil euros mais caras.

Distritos em destaque:

●        O distrito com o maior aumento do preço médio de venda em setembro, face a agosto, foi Castelo Branco (+5%), que sobe de 121.449€ para 127.543€. Na generalidade, os restantes distritos revelam uma estabilização.

●        A exceção é Bragança, o único distrito a registar uma quebra significativa do valor médio de venda em setembro (-31,2%), face a agosto, descendo de 218.035€ para 149.947€.

●        Comparativamente com setembro do ano passado, os distritos com maior aumento do preço de venda são a Região Autónoma da Madeira (+24,9%), que passa de 371.970€ para 464.665€, e Setúbal (+23,2%), que passa de 311.127€ para 383.417€. Também há aumentos relevantes em Aveiro (+15,4%) e Faro (+14,9€).

●        Bragança é também o distritocom a maior quebradopreço médio de venda face a setembro de 2021 (-31,4%), quando se fixava em 218.576€.

●        Guarda (106.921€) e Portalegre (114.850€) foram os distritos mais baratos para comprar casa em setembro. Os mais caros foram Lisboa (642.488€), Faro (567.560€) e Região Autónoma da Madeira (464.665€).

O Imovirtual, Portal imobiliário de referência, acaba de divulgar um estudo, baseado em dados disponíveis na plataforma, no qual analisa a evolução dos preços médios anunciados de venda e arrendamento em Portugal. Os dados agora partilhados referem-se ao comparativo de agosto com setembro deste ano e com o período homólogo (setembro) do ano passado.

“A descida do valor médio de arrendamento é uma adaptação e ajuste do mercado, que permanece dinâmico e com elevada procura, mas que pode estar a sentir mais dificuldades de sucesso com a diminuição do poder económico devido à inflação que também se sente em outras áreas. No entanto, com o aumento das taxas de juro, é expectável que os senhorios acabem por ter de aumentar as rendas, para fazer face às suas prestações mensais aos bancos”, pondera Ricardo Feferbaum, diretor geral do Imovirtual.

“Adicionalmente, o final da época alta e de arrendamento de casas de férias, que baixa a competitividade dos preços, pode ter causado a diminuição dos valores em Faro, que tem estado entre os distritos mais caros para arrendar. Da mesma forma, a dinâmica de procura em cidades como Évora e Portalegre, onde existem universidades, terá feito aumentar os valores nestes locais”.

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