Quarteira

QUARTEIRA | Exposição e lançamento de catálogo na Galeria de Arte da Praça do Mar

Este sábado, 10 de dezembro, pelas 18h00, a Galeria de Arte da Praça do Mar, em Quarteira, recebeu uma sessão dupla, com a inauguração de uma exposição e ainda o lançamento do Catálogo do Programa de Apoio às Artes 2021.

“A linha de água e o desenho do mar” é o nome da exposição coletiva  com Christine Henry, Milita Doré, Rúben Gonçalves, Tiago M. C. de Sousa e Vasco Marum e que tem curadoria de Miguel Cheta.

Esta exposição nasce de um convite a cinco artistas visuais, tendo como ponto de partida “Com os pés na terra e as mãos no mar”, uma outra exposição, permanente, em Quarteira, que aborda o arco temporal dos últimos 6000 anos, revelando todas as camadas e alterações vividas no lugar onde hoje encontramos esta cidade.  Se na segunda exposição mencionada nos direcionamos rumo ao passado, nesta, os artistas futuram este mesmo território e trabalham questões ligadas aos desafios ambientais que teremos de enfrentar. Tal como o passado nos ensinou, o futuro reserva-nos grandes mudanças. A vida? Terá de se adaptar.

A mostra pode ser visitada até 4 de fevereiro, de terça-feira a sábado, das 10h00 à 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Segundo a diretora municipal Dália Paulo, “o Município de Loulé tem feito um trabalho de muita proximidade e, sobretudo, de criar muita relação com a comunidade artística, não só residente no Concelho de Loulé mas, sobretudo, com a comunidade artística do Algarve e com o Curso de Artes Visuais da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade do Algarve. O Município de Loulé é, em várias áreas, um parceiro muito forte da Universidade do Algarve e também nesta área da Arte e na relação com os artistas residentes na região e no concelho. Desde há 7 anos que acolhemos os trabalhos dos finalistas do curso de Artes Visuais. Portanto, este catálogo que agora apresentamos surgiu de uma relação continuada, consistente e acrescentada a cada ano com a questão da arte contemporânea e dos artistas porque para o Concelho de Loulé é importante termos uma comunidade de artistas residente, capaz de trabalhar no Algarve e no mundo. Daí este repositório de memórias que é este catálogo das exposições realizadas neste primeiro ano do PAA – Programa de Apoio às Artes e aos Artistas 2021. A minha última palavra para o Miguel Cheta que tem sido o nosso parceiro nestes desafios. Uma palavra especial também para a Ana Rosa e o João que são os obreiros de tudo isto”.

Por seu lado, Miguel Cheta agradeceu à autarquia louletana “por nos terem dado a oportunidade de trabalhar com esta proximidade com os nossos artistas. É importante construirmos um conceito de proximidade, pôr os nossos artistas em contacto com a nossa população, com a nossa comunidade e trabalhar a partir dela porque é possível, a partir dessa aproximação, criarmos algo mais. Criámos pensamento, criámos memória e criámos recursos, que é aquilo que nos traz aqui hoje”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, “estes encontros de arte são sempre aqueles em que o presidente da câmara se sente mais constrangido em falar porque não é fácil falar sobre a criatividade. Ela exprime-se e fala por si própria. Como autarca, considero que esta é uma dimensão importante do Município de Loulé e do seu trabalho porque nós somos, felizmente, um município que, do meu ponto de vista, entre muitos outros pontos de vista e todos eles legítimos, trabalha bem em muitas áreas mas esse trabalho seria incompleto se nós não déssemos espaço e não apoiássemos muito ativamente o trabalho dos criativos. Não só os artistas das artes plásticas mas também os músicos, atores de teatro, enfim, uma intensa atividade cultural onde este segmento dos artistas de Arte Contemporânea se insere, e ainda bem, e que dão um contributo muito importante para a boa imagem que o Município de Loulé tem. Boa e completa, digo eu, porque as artes são indispensáveis na nossa vida coletiva. Uma comunidade que não cultive, que não apoie, que não cria espaço para que os seus artistas se possam exprimir, é uma comunidade diminuída. Portanto, como autarca, sinto-me muito feliz por este trabalho, que ocorre já há alguns anos, tenha decorrido com alguma regularidade. O nosso objetivo é, por um lado, dar liberdade à expressão criativa aos nossos artistas e, por outro, provocar o encontro com a comunidade para que as pessoas, no seu contacto direto com as obras, aprendam a gostar para criar públicos e cultivar o gosto nas pessoas porque, se não fizermos isso, haverá sempre um certo distanciamento e o que pretendemos é encurtar a distância entre público e artistas. Estamos bem assim mas devemos tender sempre para mais. A câmara de Loulé estará aqui para isso, o presidente da junta (Telmo Pinto, ali presente) também, está com certeza alinhado com a política da câmara relativamente à vida cultural do concelho”.

Foi ainda lançado neste momento o Catálogo que reúne as exposições realizadas no âmbito do Programa de Apoio às Artes de 2021. Inaugura uma nova fase de relação entre os artistas e a comunidade, dando-lhes a possibilidade de ver a efemeridade das exposições transformada num objeto perene para memória futura e para se criar um corpus da prática artística do território louletano.

Por: Jorge Matos Dias / PlanetAlgarve

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