Algarve

Algarve quer atrair empreendedores brasileiros

Associação Nacional de Jovens Empresários, juntamente com a Universidade do Algarve e a Câmara Municipal de Faro, apostam na busca de oportunidades de negócio e intercâmbio de conhecimento.

O Brasil continua a ser um destino que desperta um grande interesse nas empresas portuguesas, que estão presentes nos mais diversos setores, como o turismo, a construção e obras públicas, a energia, o ambiente, indústria automóvel e, entre outras, as tecnologias de informação. Criar novas possibilidades de parcerias é, por isso, um dos objetivos da sinergia entre a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e a Universidade do Algarve, no âmbito do projeto RESTART, que conta ainda com a participação da Câmara Municipal de Faro.

O projeto, financiado pelo CRESC ALGARVE 2020, levou à visita do ecossistema empreendedor brasileiro. O Brasil é a décima terceira maior economia do mundo, apesar de ainda trabalhar na sua reconstrução após a receção há sete anos, quando a economia se contraiu quase 7%. A ideia é poder colocar o Algarve no radar dos empresários brasileiros, assim como intensificar as pontes que facilitam a vida aos empresários portugueses que queiram investir naquele mercado.

“Estivemos em São Paulo e em Florianópolis, numa série de reuniões, para conhecer as dinâmicas do sistema e realizar parcerias com entidades para facilitar aos empreendedores do Algarve irem para o Brasil, assim como para facilitar que os empreendedores brasileiros possam ver na região algarvia uma boa opção”, explica Hugo Vieira, vice-presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários.

A ANJE tem, juntamente com a Universidade do Algarve, reforçado, através de várias iniciativas, a rede de incubação na região. O objetivo tem sido, desde o início, acelerar empresas incubadas e dar novas ferramentas aos empresários.

Os empresários da região passaram a contar com um reforço no conjunto de competências e apoios específicos, com oferta de espaços de incubação flexíveis e com custos controlados, acesso a mentores e investidores, ligação a várias entidades, promoção entre empresas e mercado. O maior objetivo tem sido criar, das mais variadas formas, condições para um ambiente mais favorável e estimulante para a aprendizagem e empreendedorismo.

Em relação a este reforço da aposta no Brasil, Hugo Barros, coordenador do CRIA, da Universidade do Algarve, destaca que “a divisão de empreendedorismo e transferência de tecnologia da universidade do Algarve, o CRIA, tem vindo a assumir como missão o apoio ao empreendedorismo e à inovação, e a promoção de uma efetiva interação entre a universidade e setor empresarial, facilitando a sua transferência para o mercado. Valorizar o conhecimento produzido na academia e dinamizar as relações empresariais resultantes, é uma prioridade. Estas novas pontes são, por isso, fundamentais”.

Também Rogério Bacalhau, presidente da Câmara Municipal de Faro, sublinha a importância deste tipo de parcerias: “O nosso compromisso é, desde sempre, destacar o Algarve como uma região cada vez mais competitiva e empreendedora. É imperativo continuar a apostar nestes laços porque são eles que permitem aos empreendedores de ambos os lados do Atlântico tomar contacto com a realidade uns dos outros e, também, encontrar oportunidades que por vezes escasseiam nos mercados internos”.

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