Reconhecimento histórico, formalizado ontem, integra o território de Albufeira, Loulé e Silves numa rede de 241 geoparques em 51 países

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve saúda o reconhecimento do Geoparque Algarvensis como Geoparque Mundial da UNESCO, ontem oficialmente confirmado com a sua integração na Rede Mundial de Geoparques (Global Geoparks Network – GGN) , inserido no desígnio de sustentabilidade da região do Algarve. É um momento histórico, não apenas para o Algarve, mas para Portugal, que coloca o território dos concelhos de Albufeira, Loulé e Silves no mapa da geologia, da ciência e do património natural de valor universal.
Este reconhecimento internacional, agora formalizado pela UNESCO no âmbito do anúncio dos novos geoparques mundiais “Desvende os novos Geoparques Mundiais da UNESCO” constitui um marco histórico para a região do Algarve e para o país, evidenciando a relevância do seu património geológico, natural e cultural à escala global. O Geoparque Algarvensis passa a integrar uma rede composta por 241 Geoparques Mundiais da UNESCO, distribuídos por 51 países, reforçando o compromisso com a promoção da ciência, da educação, da sustentabilidade e da valorização dos territórios.
Um trabalho conjunto e em rede que começou há anos
A CCDR Algarve destaca que este resultado é fruto de um trabalho conjunto e em rede dos municípios de Albufeira, Loulé e Silves, bem como de diversas instituições científicas, entidades regionais e comunidades locais. Entre os parceiros, sublinha-se o contributo da Universidade do Algarve, da AMAL (Comunidade Intermunicipal do Algarve), da Região de Turismo do Algarve e de associações de desenvolvimento local, como a Associação In Loco, organização que há décadas trabalha no terreno com as populações, valorizando os recursos endógenos e promovendo o desenvolvimento sustentável.
Salienta-se ainda a consolidação estratégica desta escolha e deste trabalho em rede iniciado com os presidentes José Carlos Rolo (Município de Albufeira, entretanto falecido, e a quem se deve um impulso decisivo na candidatura), Vítor Aleixo (Loulé) e Rosa Palma (Silves), e que tem merecido a continuidade e o apoio dos atuais presidentes Rui Cristina (Albufeira), Telmo Pinto (Loulé) e Luísa Conduto (Silves). A continuidade política, rara em projetos de tão longo prazo, foi um dos fatores críticos de sucesso.
Apoio da CCDR desde a primeira hora
A CCDR Algarve destacou desde a primeira hora o seu apoio à candidatura, reconhecendo o seu potencial estratégico para a qualificação territorial, a valorização da biodiversidade, da geologia e do património cultural, bem como para o reforço da atratividade e competitividade da região. O geoparque não é apenas uma chancela científica: é uma ferramenta de desenvolvimento económico e social, que pode atrair turismo especializado (geoturismo), gerar emprego local, financiar projetos de investigação e promover uma nova forma de olhar para o território não como um recurso a explorar, mas como um património a preservar e a partilhar.
Um novo ciclo de valorização e projeção
Para a CCDR Algarve, este reconhecimento internacional reforça o posicionamento do Algarve como território com especial foco na sustentabilidade, alicerçada na valorização dos recursos endógenos, abrindo novas oportunidades para o desenvolvimento integrado e para a afirmação da região no contexto internacional. O selo UNESCO não é um ponto de chegada, mas um ponto de partida: exige planos de gestão, monitorização contínua, educação das comunidades locais e visitantes, e uma relação equilibrada entre conservação e desenvolvimento.
A CCDR Algarve felicita todas as entidades e equipas técnicas envolvidas, cujo empenho e dedicação tornaram possível alcançar este importante objetivo, que agora se traduz num novo ciclo de valorização e projeção do território.
Um momento histórico para o Algarve e para Portugal. E um motivo de orgulho para todos os que, ao longo dos anos, acreditaram que a geologia, a paisagem e as gentes do Barrocal algarvio mereciam um lugar na maior rede mundial de património geológico.


