
O Partido Social Democrata (PSD) de Loulé defende uma reforma estrutural urgente na gestão das políticas públicas de apoio financeiro e logístico às festas e romarias do concelho. O atual modelo de distribuição de recursos carece de equidade, penaliza as comunidades locais e perpetua uma lógica de dependência política que urge avaliar, em nome da transparência institucional.
O Partido Social Democrata sempre se pautou por apoiar de forma incondicional todas as intenções de celebração e manifestações populares, nomeadamente no que diz respeito ao cartaz cultural de todas as freguesias do concelho. Em todos os momentos e situações que temos participado nas decisões, as mesmas foram sempre pautadas por equilíbrio, rigor e transparência.
Com base nestes princípios e nos contributos anónimos que nos chegaram, a contestar a falta de equilíbrio e equidade na distribuição de fundos públicos,esta semana, na reunião de câmara no dia 20 de maio, interpelámos o executivo em relação ao apoio concedido a uma festa em particular por verificarmos uma discrepância exagerada em relação aos outros anos para o mesmo evento. Falamos, em concreto, da Feira da Tôr.
Convém referir que a Feira da Tôr é uma celebração histórica que foi impulsionada na Aldeia da Tôr no executivo de 2013-2025 sob liderança de Margarida Correia, presidente da união das freguesias em funções, conferindo-lhe a relevância que tem ganho ano após ano.
A Tôr é uma freguesia com características singulares para o PSD, por ter sido uma freguesia, desde a sua criação, liderada pelo PSD (sozinho ou em coligações), até ao último ato eleitoral. Como tal, jamais o PSD pretenderia algo que prejudicasse ou reduzisse a importância desta freguesia, por sabermos também que este sentimento é recíproco no que toca às suas gentes. Como tal, não nos revemos na ideia lançada no comunicado do seu presidente atual, que enfatizou claramente a questão ao questionar se a nossa tomada de posição seria relativa a, entre outras coisas, “…egos feridos? Táticas políticas?”… Não estamos certamente sintonizados na mesma frequência, pois para nós na política, não vale tudo. Mais uma vez reiteramos que a nossa posição, em relação a este evento ou a qualquer outro no nosso concelho, em qualquer momento, é de apoiar incondicionalmente.
As evidencias obtidas na dita reunião de câmara manifestadas nas respostas pouco esclarecedoras, o comportamento e a respetiva postura nas mesmas, revelam que o nosso pedido de esclarecimento foi incómodo para o executivo. Felizmente, estas reuniões (após pedido nosso) são agora transmitidas em direto e estão ao dispor de todos. Portanto, deixamos as conclusões para cada um de vós: basta ir às plataformas digitais e consultarem os referidos momentos.
A política no concelho de Loulé deparou-se com desequilíbrios que colocam a população a sentir que existe uma política de “dois pesos e duas medidas”, que acentua as desigualdades locais e revela uma clara insensibilidade para com as reais necessidades de todas as comunidades do concelho. A gestão socialista falha assim no dever de garantir a coesão territorial e o bem-estar equitativo de todos os munícipes, privilegiando o retorno eleitoral em vez do interesse público global.
Como vereadores da oposição, estaremos atentos e sempre que necessário exigiremos transparência, rigor e uma revisão imediata dos critérios de afetação das verbas municipais. Loulé precisa de um executivo com critério, que governe para todos e não apenas para alguns, assegurando que cada cêntimo dos fundos públicos seja gerido com a máxima equidade e responsabilidade.
Nesse sentido, o PSD insta o Sr. Presidente da Câmara a tornar públicos os critérios utilizados na atribuição destes apoios às freguesias, para que os mesmos possam ser auditados, tal como decorre da lei.
O PSD Loulé reitera o seu compromisso com a valorização de todo o território do concelho e continuará a bater-se por uma governação local justa, transparente e verdadeiramente democrática.
Pela Comissão política PSD Loulé 2026-2028
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