Região lidera indicadores nacionais como RevPAR e ADR e concentra 36,3% dos proveitos do alojamento turístico em Portugal

O alojamento turístico do Algarve valorizou 5,8% em agosto, acima da média nacional, alcançando 384,9 milhões de euros de proveitos totais, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A região concentrou 36,3% dos proveitos gerados pelo alojamento turístico em Portugal durante o mês, reforçando o peso do Algarve na atividade turística nacional.
“Crescimento sustentado, assente em mais valor”
Para André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, os resultados são particularmente positivos: “Mostram que o Algarve continua a crescer, mas sobretudo a valorizar a sua atividade turística. Com 3,27 milhões de dormidas no mês, conseguimos aumentar os proveitos acima da média nacional e liderar indicadores tão relevantes como o RevPAR e o ADR. E quando olhamos para o acumulado do ano, vemos que o Algarve está a crescer acima do país em hóspedes, dormidas e proveitos. É esse crescimento sustentado, assente em mais valor para a região e para as empresas, que queremos continuar a consolidar.”
Hóspedes e dormidas em máximos pós-pandemia
Hóspedes e dormidas mantiveram igualmente uma trajetória positiva em agosto, com crescimentos homólogos de 1,3% em ambos os indicadores, para cerca de 770 mil hóspedes e 3,27 milhões de dormidas. No caso das dormidas, trata-se de um novo máximo para agosto no período pós-pandemia.
As dormidas de residentes aumentaram 1,1%, enquanto as de não residentes cresceram 1,4%. Entre os hóspedes, o mercado nacional registou um aumento de 0,4% e os mercados internacionais cresceram 1,8%.
Crescimento acima da média nacional no acumulado do ano
O desempenho de agosto reforça os resultados acumulados desde o início do ano. Nos primeiros oito meses de 2026, o Algarve apresenta crescimentos acima da média nacional nos três principais indicadores da atividade turística:
- Proveitos totais: +6,9% (face a +5,1% no país);
- Dormidas: +1,6% (face a +1,5% a nível nacional);
- Hóspedes: +2,3% (acima dos +1,8% registados em Portugal).
A evolução da procura é acompanhada pelo movimento no Aeroporto de Faro, que acumula um crescimento de 4% no número de passageiros desde o início do ano, depois de agosto ter registado um aumento homólogo de 4,9%, o sexto mês consecutivo de crescimento.
Algarve lidera nos indicadores de desempenho
Os restantes indicadores divulgados pelo INE confirmam o desempenho do destino durante o principal mês da época alta:
- Estada média: 4,25 noites — o valor mais elevado do continente e apenas inferior ao da Madeira (4,75 noites), muito acima da média nacional de 2,81 noites. Entre os turistas residentes, o Algarve apresentou a estada média mais elevada de todas as regiões portuguesas, com 4,20 noites.
- RevPAR (rendimento médio por quarto disponível): 180 euros — o valor mais elevado do país, à frente da Madeira (138,10 euros).
- ADR (rendimento médio por quarto ocupado): 225,20 euros — igualmente o mais elevado entre todas as regiões, seguido do Alentejo (183,20 euros) e dos Açores (168,40 euros).
- Taxa líquida de ocupação-quarto: 79,9%.
- Taxa líquida de ocupação-cama: 75,9% — o valor mais elevado do país.
Albufeira consolida segunda posição nacional
A expressão do Algarve nos resultados nacionais é igualmente visível ao nível municipal. Sete municípios algarvios integram os 15 principais destinos turísticos do país em agosto: Albufeira, Portimão, Loulé, Lagoa, Lagos, Vila Real de Santo António e Tavira. Os cinco primeiros estão ainda entre os dez municípios portugueses com maior número de dormidas.
Albufeira consolidou a segunda posição nacional, com cerca de 1,22 milhões de dormidas, correspondentes a 11,2% do total registado no país, ficando apenas atrás de Lisboa (cerca de 1,65 milhões) e à frente do Porto (761,9 mil). As dormidas no município cresceram 2,6% face a agosto de 2025, impulsionadas pelo aumento de 4,5% das dormidas de não residentes, que compensou a redução de 1,4% entre os residentes. Albufeira concentrou ainda 12% de todas as dormidas de não residentes registadas em Portugal.
Tavira e Loulé em destaque
Entre os municípios algarvios, Tavira destacou-se pela dinâmica de crescimento da procura, com um aumento homólogo de 20,2% no número de hóspedes, impulsionado pelos residentes (+33,1%) e acompanhado por um crescimento de 8,5% dos hóspedes não residentes. As dormidas no município aumentaram 16,4%, com acréscimos de 28% entre os residentes e de 3,2% entre os não residentes.
Loulé destacou-se, por sua vez, pelo crescimento de 12,1% dos hóspedes não residentes.




