Algarve

INCÊNDIOS/ALGARVE | Governo disponibiliza 600 mil euros para os municípios de Tavira e S. Brás

O secretário de Estado da Segurança Social assinou hoje dois Contratos de Desenvolvimento Locais Sociais para os municípios de Tavira e São Brás de Alportel, no valor de 300 mil euros cada, para reconstruir habitações danificadas pelos incêndios.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, à saída de uma reunião que juntou também os secretários de Estado da Agricultura (José Diogo Albuquerque), das Florestas (Daniel Campelo) e da Administração Local (Paulo Júlio) e os autarcas de Tavira e São Brás de Alportel, Jorge Botelho e António Eusébio, respetivamente, na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

O encontro decorreu no seguimento da reunião que os presidentes de câmara dos concelhos afetados pelo grande incêndio que devastou a serra algarvia, na semana passada, mantiveram na terça-feira em Lisboa com o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, que chefia a comissão interministerial que irá analisar os danos causados pelo fogo.

No final, o secretário de Estado Marco António Costa falou aos jornalistas e disse que tinham sido apresentadas um conjunto de medidas na área das florestas, agricultura, poder local e segurança social “para dar respostas imediatas às famílias” afetadas pelos incêndios.

“Acabei de assinar na presença dos autarcas dois Contratos de Desenvolvimento Local Social (CDLS), um para Tavira outro para São Brás, no valor de 300 mil euros cada, para dar resposta imediata à situação de recuperação de algumas habitações”, afirmou o governante.

Marco António Costa disse tratar-se de “uma primeira resposta”, à qual se “seguirá, amanhã (sexta-feira) a publicação de duas portarias, uma que tem um conjunto de respostas complementares e subsídios complementares para famílias atingidas pelos incêndios e outra que se prende com o apoio no que diz respeito à atividade de algumas famílias a nível agrícola, com a suspensão ou diferimento do pagamento de contribuições à Segurança Social”.

As casas que foram totalmente destruídas não estão incluídas nestes CDLS, frisou o governante, afirmando que os “casos de perdas totais levam mais tempo, porque é preciso fazer projetos e criar condições” para serem reconstruídas, e as partes “estão a trabalhar nesse sentido”.

O presidente da Câmara de Tavira saiu da reunião com o sentimento de que “há muitas medidas que foram apresentadas” nessas quatro áreas e agora é preciso concretizá-las no terreno, tendo a autarquia muito trabalho pela frente até quantificar exatamente todos os danos.

“Cada secretário de Estado apresentou um conjunto de medidas disponíveis e agora temos que otimizá-las e adaptá-las à nossa realidade. O que me pareceu é que as medidas são muitas e estão disponíveis para ser concretizadas”, afirmou.

Questionado sobre o montante disponibilizado no CDLS, Jorge Botelho disse que “todo o dinheiro é pouco”, mas foi falado na reunião que “esse montante podia ser alargado”, afirmação que foi corroborada pelo presidente da Câmara de São Brás de Alportel.

António Eusébio disse que a estimativa preliminar dos prejuízos com perdas de habitações e anexos em São Brás é de 1,5 milhões de euros e agora “é preciso fazer um levantamento mais rigoroso, definir prioridades no terreno e depois intervir”.

Recebido de: MHC, Lusa, rencaminhado de parceiro de comunicação

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