Loulé

Fórum Pensar Futuro “Turismo e Empreendedorismo”

3.ª sessão, 3.º sucesso de participação. Cerca de 200 pessoas estiveram presentes no Hotel Conrad em Almancil, na tarde do passado sábado, dia 16 de Fevereiro, para assistir à 3.ª sessão do ciclo de conferências sobre políticas autárquicas “Fórum Pensar Futuro” organizado pelo Gabinete de Estudos do PSD/Loulé em colaboração com a candidatura de Hélder Martins à presidência da Câmara Municipal de Loulé.

Mais uma vez a excelência do painel de oradores marcou esta sessão, com o tema “Turismo e Empreendedorismo”, que contou com intervenções de Desidério Silva, presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve, Vítor Costa, diretor geral da Associação de Turismo de Lisboa e ex-vereador da CM Lisboa, Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e Dinis Caetano, mestre em Economia da Inovação e Empreendedorismo e autor do livro “Empreendedorismo e Incubação de Empresas – Uma aplicação ao caso português”.

A iniciar a sessão esteve João Paulo Sousa, coordenador do grupo de trabalho do Gabinete de Estudos do PSD/Loulé que se dedicou à temática agora debatida e que aproveitou este momento para contextualizar a discussão, expondo as caraterísticas do tecido empresarial do concelho e a relevância do setor turístico para a atividade económica. Aproveitando a sua experiência enquanto diretor geral do Benamor Golfe, João P. Sousa, deixou aos presentes um conjunto de propostas e reflexões provenientes do grupo de estudos que liderou, das quais destacou “a aposta nas pessoas enquanto centro de mudança” e a “necessidade de investir no produto”, oferecido através de uma “visão conjunta do concelho enquanto um só grande resort integrado que procura a interligação da qualidade de vida com o crescimento sustentado e onde se aposta na diferenciação” através de uma estratégica “plataforma única de promoção”.

Dinis Caetano, economista e estudioso do empreendedorismo em Portugal, foi o 1.º orador convidado a intervir, alertando para a necessidade de se “fazer mais com menos recursos” reforçando a aposta na “economia baseada no conhecimento e tecnologia de forma a aumentar a produção de produtos transaccionáveis”. Classificando o atual ambiente económico como adverso, considerou que em Portugal existe “uma aversão ao risco e uma fraca representação social do empresário” o que, em conjunto com os obstáculos no acesso ao investimento e a “atitude em relação ao fracasso ou insucesso” resultam em pouco empreendedorismo dos portugueses.

O antigo diretor do CACE de Loulé apontou a “aposta no ensino do empreendedorismo como forma de capacitar os indivíduos e as instituições a reagir às oportunidades” e salientou que o desafio atual da sociedade está na capacidade de “conjugar a tradição com inovação e a renovação com a criatividade, adotando politicas públicas amigas das empresas e dos empreendedores”. Dirigindo-se depois a Hélder Martins destacou o seu perfil e capacidade e, finalizando, afirmou que uma autarquia empreendedora pode fazer a diferença e “um presidente como Hélder Martins será a garantia dessa diferença em Loulé”.

Vitor Costa, diretor geral da Associação de Turismo de Lisboa e ex-vereador da CM Lisboa, trouxe a esta sessão o exemplo do trabalho realizado pela associação que dirige. Segundo Vítor Costa, a ATL nasceu essencialmente da “vontade política autárquica” e o seu 1.º desafio foi elaborar “um plano estratégico de forma a definir uma plataforma de base para todos os intervenientes no sentido de conjugar objetivos a médio/longo prazo”. Para este dirigente “a gestão profissionalizada, a discussão e aprovação de todos os associados, dos planos de ação e o facto da aplicação dos mesmos estar indexada aos resultados da gestão”, têm sido a garantia da participação ativa de todos os intervenientes e do sucesso das ações desenvolvidas.

Coube a Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, a 3ª intervenção da tarde. Para Pedro Machado, mais do que fazer mais com menos, temos que ser capazes de fazer diferente com menos”. Relembrando aos presentes que ainda teve a oportunidade de trabalhar com Hélder Martins enquanto este era presidente da Região de Turismo do Algarve, defendeu que “não há turismo sem território e quem gere o território são as autarquias”, pelo que a sua colaboração na definição de estratégias e objetivos é essencial para o sucesso de qualquer plano de promoção de uma região.

Segundo Pedro Machado a “aposta atual deve ser direcionada mais para as pessoas inovadoras do que para os projetos inovadores”, uma vez que já existe uma micro oferta diversificada e por isso “o reforço deve ser feito ao nível da competitividade das pequenas e médias empresas e na aposta da transversalidade dos setores”.

O último orador convidado a intervir foi o presidente da Entidade Regional de Turismo do Algarve, Desidério Silva. Para o antigo presidente da autarquia de Albufeira “o turismo em Portugal é responsável por 9 mil milhões de euros do PIB e por isso o seu futuro e gestão deviam ser vistos de forma mais sustentada e estruturante”. Segundo Desidério Silva, “as autarquias passam por grandes dificuldades na gestão do seu território devido à alteração da lei das finanças locais” e o problema do turismo não passa só pela promoção “mas também pela gestão do seu território, para o qual as autarquias recebem valores de acordo com a sua população residente mas estão obrigadas a fazer face às necessidades da população flutuante e aos custos dessa flutuação com o inerente aumento dos resíduos, necessidades de limpeza, segurança, etc”.

Para o presidente da ERTA, o concelho de Loulé tem marcas de excelência e “Hélder Martins tem a experiência de já ter sido autarca e presidente da RTA e é um homem que abre janelas e vê o mundo, enquanto os outros apenas vêem a rua”. Ainda segundo Desidério Silva, “a capacidade de intervenção de Hélder Martins é essencial para a promoção do concelho de Loulé e o Algarve precisa dessa qualidade que Loulé tem”.

A encerrar a sessão, depois do período de perguntas e respostas, Hélder Martins começou por afirmar que “ é necessário proteger os empreendedores que existem e defender o que fazem”, para de seguida defender que “Loulé tem muitas submarcas de excelência e o papel do presidente da câmara deve passar também pela promoção do concelho”. Segundo o candidato à autarquia, “público e privado têm de estar de mãos dadas e falar a uma só voz” e por isso irá “apostar na desburocratização da CML tornando-a um agente facilitador e ao mesmo tempo um parceiro na promoção”.

A terminar, Hélder Martins, deixou uma palavra de agradecimento para o trabalho do Gabinete de Estudos do PSD/Loulé que “assumiu o desafio de criar uma base de trabalho, com contributos de todos os quadrantes políticos e sociais que, com a sua visão, estão a proporcionar um debate sustentado para a construção do melhor projeto de ação para o concelho”.

A direção de campanha

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