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Celebrações da Festa da Mãe Soberana arrancam no Domingo de Páscoa

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No dia 31 de março, Domingo de Páscoa, têm início as celebrações da Festa da Mãe Soberana, num primeiro momento que é designado por Festa Pequena. A partir das 17h00, a imagem Nossa Senhora da Piedade vai ser levada pelos homens-do-andor da sua Ermida, no alto da cidade de Loulé, até à Igreja de S. Francisco onde permanecerá durante quinze dias. É o início da Festa da Mãe Soberana, o maior evento religioso a Sul de Fátima e que faz parte da vivência de todos os louletanos.

Neste dia são esperados muitos peregrinos e turistas em Loulé, apesar do momento alto das celebrações terem lugar quinze dias após a Páscoa. Isto porque a festa decorre em dois momentos distintos: no Domingo de Páscoa (Festa Pequena) e passados quinze dias (Festa Grande).

Num primeiro momento, que coincide com o Domingo de Páscoa, tem lugar a descida do cerro da imagem da Nossa Senhora em direção à Igreja de S. Francisco. Durante os quinze dias da sua estadia neste local, as novenas e os sermões conduzidos por afamados oradores sacros perfazem uma vigília religiosa de grande poder espiritual.

Quinze dias depois realiza-se aquela que é considerada a Festa Grande, com uma missa campal e a procissão pelas principais artérias da cidade, com os homens-do-andor a carregarem a imagem da Nossa Senhora da Piedade, numa escalada íngreme, em ritmo acelerado, até ao seu altar. É o adeus da Padroeira à sua terra e o regresso à sua pequena Ermida que, a poente, se ergue sobranceira a toda a cidade.

Nesta manifestação de grande culto pela fé existem duas vertentes distintas: a religiosa, no seu mais sentido significado, e a profana, na mais ampla e liberal exteriorização popular.

Este cenário imenso da religiosidade louletana, de características tão locais como únicas, só pode ser sentido na alma de cada crente, quando vivido. Uma vivência feita de fervor religioso e de testemunho cristão, cuja explicação reside unicamente na essência dogmática da própria fé.

Este quadro indescritível, soberbo e ímpar só pode encontrar comparação no fausto portentoso das procissões do Norte de Portugal, nomeadamente do Minho.

A par do aspeto religioso, e tendo em conta os muitos visitantes que se encontram na cidade nestes dias, para os responsáveis da Câmara Municipal de Loulé a Festa da Mãe Soberana é, cada vez mais, um cartaz da cidade e, como tal, deverá ser feita uma forte aposta em termos de turismo religioso como complementaridade às atividades turísticas do Concelho.

CM-Loulé

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