Loulé

Agraciados do Município receberam Medalhas de Mérito

Decorreu na quinta feira de manhã, no Cine-Teatro Louletano, a cerimónia solene do Dia do Município de Loulé, que culminou com a atribuição das Medalhas de Mérito Municipal aos Agraciados.

Este ano, a Autarquia decidiu homenagear onze personalidades e entidades que se evidenciaram por ações relevantes nos seus percursos, e que contribuíram para engradecer o nome do Concelho.

Ausente da cerimónia por compromissos de agenda assumidos anteriormente, Guilherme d’Oliveira Martins foi distinguido com a Medalha Grau Ouro. O homenageado enviou uma mensagem que foi lida durante a cerimónia, onde agradeceu esta distinção que considerou “uma honra única”. “É com muita honra que aceito a inesperada decisão que me concede especiais responsabilidades no Município de Loulé, onde se encontram as raízes da família da minha Mãe. De facto, considero que, mais do que um reconhecimento, o que está em causa neste momento é a obrigação de que fico investido para a defesa e salvaguarda do património histórico e cultural deste Concelho que é dos mais ricos e fecundos do Algarve e de Portugal. Permito-me, assim, dedicar a minha Mãe e a meus Avós o privilégio de que sou beneficiário”, referiu.

Já o deputado algarvio Mendes Bota recebeu das mãos do presidente da Autarquia, a Medalha de Ouro. Este homenageado fez um discurso, em nome de todos os Agraciados, onde sublinhou a importância deste ato. “Agraciar significa também homenagear e a homenagem é um ato simbólico de reconhecimento público, que vem de tempos imemoriais e das sociedades tribais pré-históricas que homenageavam os seus guerreiros e os seus deuses. O que hoje está em causa não se trata nem de guerreiros nem de deuses. Todos nós somos homens e mulheres, de carne e osso, com todos os defeitos e virtudes inerentes à natureza humana. Mas é evidente que não podemos negar que quando existe um reconhecimento público pelos atos, pelas ações, pelas histórias de vida que cada um de nós corporiza, é evidente que isso agrada, faz parte da nossa natureza humana, gostarmos de ouvir referências positivas áquilo que constitui a nossa praxis, o nosso percurso”, considerou.

Mendes Bota falou ainda da abrangência desta atribuição de Medalhas: “Esta cerimónia está a reconhecer pessoas de campos tão diferentes como o desporto, a política, ao nível associativo, a solidariedade, homenagens em vida e póstumas, de diferentes idades e gerações”.

O Grau Prata foi atribuído a Renato Costa, o pedagogo e gastrónomo que durante mais 20 anos esteve à frente dos destinos do Colégio Internacional de Vilamoura, com resultados de excelência para esta instituição de ensino. Falecido em 2011, foi a sua esposa, Dina Adão, quem subiu ao palco para receber a Medalha, das mãos da vereadora Teresa Menalha.

Também com a Medalha de Prata atribuída a título póstumo, a Autarquia quis prestar homenagem ao sacerdote de Almancil, Cónego Gilberto Santos, que teve um papel determinante não só em termos concelhios mas também em termos regionais, sendo juiz vice-presidente do Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Évora, Beja e Algarve. Falecido há um ano, foi a sua irmã Armanda Santos Martins quem recebeu a Medalha das mãos do vereador Aníbal Moreno.

Outra das personalidades distinguidas com o Grau Prata foi o advogado Manuel Mendes Gonçalves que, para além de ter feito parte do executivo municipal durante vários mandatos, destacou-se pela sua atividade profissional ligada à advocacia. A Medalha foi entregue pelo vice-presidente, José Graça.

Numa das maiores ovações da cerimónia, o Rugby Clube de Loulé foi também distinguido com o Grau Prata, pelo papel que tem desempenho no contexto desportivo regional e na divulgação da modalidade no país. O presidente do clube, Paulo Laginha, recebeu a Medalha entregue pelo vereador do desporto, Joaquim Guerreiro.

A Medalha de Prata foi igualmente atribuída a duas instituições do Concelho: Associação dos Amigos dos Animais Abandonados – Canil de São Francisco de Assis (entregue a Liló Clauberg-Kranendonk por José Graça) e Associação Wolf Valley Charity Fund (entregue a Paulo Chaves por Manuela Tenazinha, em representação do presidente da Assembleia Municipal).

Finalmente, o Grau Bronze distinguiu três atletas louletanos que têm marcado o desporto nacional: Irina Coelho (Medalha atribuída por Seruca Emídio), Ricardo Santos (Medalha atribuída pela vereadora Brígida Cavaco) e Celina Carpinteiro (Medalha atribuída pelo vereador Luís Oliveira).

Autarca faz balanço

Num discurso marcado pela atividade realizada em doze anos de mandato, Seruca Emídio começou por referir-se à cerimónia de entrega de Medalhas de Mérito Municipal como um momento que constitui “uma oportunidade para revisitar o território que somos e relembrar a comunidade que constituímos”.

“Neste ato decidimos manifestar, publicamente, o nosso reconhecimento a individualidades e instituições que se distinguiram por razões e ações que, ainda que diferentes, são reveladoras de atuações, convicções, princípios e valores que granjearam a admiração, o apreço, o respeito e, por isso, a gratidão de toda comunidade aqui simbolicamente testemunhado”, afirmou o autarca.

A aposta feita na melhoria das infraestruturas básicas de saneamento e de instalações desportivas; nos equipamentos educativos e na requalificação das aldeias, vilas e cidades; na renovação e na melhoria das acessibilidades; no planeamento; na conservação do património público e nas medidas de proteção social, de desenvolvimento cultural e de empreendedorismo autárquico, foram as principais áreas de intervenção referidas pelo edil, que considerou que “a memória coletiva não deixará que se apague o ciclo que agora se encerra – 2002 a 2013 – uma vez que representou um período e uma oportunidade de desenvolvimento do nosso território”.

Seruca Emídio falou ainda do “contributo para a democracia local e desenvolvimento organizacional e estrutural do Município”” e das “ações em prol do bem-estar, nomeadamente na cultura e solidariedade”.

O edil reportou-se igualmente à atual situação do País e referiu ser fundamental “procurar um rumo, uma missão e uma matriz para o nosso território, seja no panorama regional, no inter-regional ou no nacional”

“Depois de uma fase histórica em que todos os autarcas eleitos tiveram um papel decisivo na construção de infraestruturas, os Municípios devem, agora, acertar o passo com as novas exigências de um mundo global em mudança acelerada, desenhando políticas adequadas e mobilizando os cidadãos para a ação conjunta e solidária que os novos tempos reclamam”, sublinhou ainda o presidente da Câmara Municipal de Loulé.

Os Agraciados

Guilherme Waldemar Pereira d’Oliveira Martins | Jurista e Político Português

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Nascido em Lisboa, destaca-se, entre os seus ascendentes, Joaquim Pedro de Oliveira Martins (seu tio-bisavô), que foi membro da Geração de 70 e chegou a Ministro dos Negócios da Fazenda.

Guilherme d’ Oliveira Martins, licenciado em Direito e mestre em Ciências Jurídico-Económicas, foi assistente na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, de 1977 a 1985, consultor jurídico dos Ministérios das Finanças e da Indústria e Comércio, entre 1975 e 1986, e diretor dos Serviços Jurídicos da Direção-Geral do Tesouro. Entre 1987 e 1995 foi também professor na Universidade Internacional.

Foi militante fundador da Juventude Social Democrata, em 1974, e secretário-geral adjunto do Partido Popular Democrático, em 1975. Abandonou aquele partido em abril de 1979, na cisão que deu origem à Ação Social Democrata Independente. No mesmo ano foi chamado a exercer funções como chefe de gabinete de António Sousa Franco, então Ministro das Finanças de Maria de Lurdes Pintasilgo. Em 1980 e 1983 tomou assento como deputado à Assembleia da República, eleito pelo Partido Socialista.

Em 1985 envolveu-se na primeira candidatura presidencial de Mário Soares, como membro da Comissão Política e porta-voz do MASP I – Movimento de Apoio Soares à Presidência. Com a vitória de Soares foi designado assessor político da Casa Civil do Presidente da República, até 1991. Com António Guterres ocupou os cargos de Secretário de Estado da Administração Educativa, entre 1995 e 1999, Ministro da Educação, até 2000, das Finanças, entre 2001 e 2002, e da Presidência, de 2000 a 2002.

Entre os restantes cargos que exerceu, contam-se os de representante da Assembleia da República na Convenção para o Futuro da Europa, secretário-geral da Comissão Portuguesa da Fundação Europeia da Cultura, presidente da SEDES e vogal do Conselho de Administração da Fundação Mário Soares.

Atualmente é presidente do Tribunal de Contas, do Conselho de Prevenção da Corrupção e do Centro Nacional de Cultura. É professor catedrático convidado da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada de Lisboa e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. A 5 de março de 1996 foi agraciado com a Medalha de Grande-Oficial Ordem do Infante D. Henrique.

Com fortes ligações familiares ao Concelho de Loulé, em particular à freguesia de Boliqueime, de onde a sua mãe era natural, Guilherme d’Oliveira Martins passou grande parte das férias de verão durante a sua infância na casa dos avôs em Boliqueime. Considera-se um filho da terra e recorda com prazer essa ligação a Boliqueime, alguns dos bons amigos como o saudoso padre Sebastião Costa, Henrique Fantasia, o seu professor José Ruivinho Brazão e Maria Aliete Galhoz, e ainda o senhor Carlos e a senhora Rosa, bem como a gastronomia local confecionada pela sua avô e pela sua mãe.

José Mendes Bota | Deputado à Assembleia da República

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José Mendes Bota nasceu em Loulé, a 4 de agosto de 1955, no seio de uma conhecida família de comerciantes de frutos secos, ali tendo passado a infância e a adolescência. Fez os estudos secundários no Liceu Nacional de Faro, e cedo rumou para Lisboa, onde concluiu a licenciatura em Economia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa. O seu caminho na juventude ficou marcado por múltiplas prestações e atividades nos domínios do escutismo, da música, do teatro, da poesia, da rádio, do jornalismo e, especialmente, do desporto, onde foi atleta e dirigente em modalidades como o atletismo, o andebol e o ciclismo, no qual se destacou como presidente da Associação de Ciclismo do Algarve durante vários anos.

Iniciada a sua carreira profissional, cedo foi “desviado” para a atividade política, em 1979, dando início a um percurso ascendente e duradouro até aos dias de hoje, e que só conheceu uma interrupção entre 1999 e 2004, período em que se dedicou exclusivamente à atividade privada e empresarial nos domínios da banca e do turismo.

A sua “escola” política começou pela Autarquia de Loulé, na qual exerceu mais de catorze anos em diferentes cargos, desde vereador, vice-presidente da Câmara, presidente da Câmara e presidente da Assembleia Municipal, numa experiência marcante pela inovação e pelo empenho com que procurou desbravar os caminhos do desenvolvimento e da infraestruturação de um município onde, no início do seu primeiro mandato, faltava a eletricidade, o saneamento básico, a rede viária, a habitação e uma rede de equipamentos culturais e desportivos para a esmagadora maioria dos louletanos.

A marca da sua dinâmica, nesses anos de grande carência financeira, e que guindou Loulé à condição de município de referência, ainda hoje se faz sentir na obra física que deixou e na memória de muitos dos seus habitantes. Foi um dos fundadores da Associação Nacional de Municípios Portugueses, em 1984, onde desempenhou o cargo de vice-presidente da Assembleia Geral e do Congresso até 1989.

Mendes Bota é o parlamentar algarvio com mais tempo de atividade (22 anos) no regime democrático do 25 de Abril, servindo a causa pública em oito Legislaturas na Assembleia da República (1985-1999 e desde 2005 até à atualidade), com duas passagens pelo Parlamento Europeu (1989-1994 e 1998-1999).

É, desde 2011, o presidente da Comissão Parlamentar para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República e o presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-Polónia, desde 2010. Foi, entre 2005 e 2009, o presidente da Subcomissão Parlamentar de Turismo.

Aquando da sua passagem pelo Parlamento Europeu, foi presidente do Intergrupo de Turismo, e vice-presidente da Assembleia Paritária ACP-CE, que congregava parlamentares de oitenta e um Estados da Europa, África, Caraíbas e Pacífico.

Regionalista convicto, desde sempre fez repercutir em todos os mandatos públicos que exerceu até hoje uma defesa intransigente dos interesses do Algarve. Fundou, em 2007, o Movimento Cívico “Regiões, Sim!”, que pugna pela regionalização administrativa. Homem de causas, Mendes Bota destacou-se pela sua oposição à exploração petrolífera do Algarve.

Iniciou, em 1988, a sua participação como membro da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, sediada em Estrasburgo, onde mantém uma intensa atividade, na qual se destaca a presidência da Comissão para a Igualdade entre Mulheres e Homens sendo, desde 2012, o Relator Geral sobre a Violência Contra as Mulheres e o Coordenador da Rede Parlamentar “Mulheres Livres de Violência”.

Foi o coordenador da campanha da Assembleia da República contra a Violência Doméstica (2006-2008), realizada em Portugal, no quadro da iniciativa lançada pelo Conselho da Europa.

Assume um particular destaque o seu contributo para a redação e a aprovação da Convenção para a Prevenção e o Combate à Violência Contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de Istambul), cuja ratificação e entrada em vigor constituem atualmente o seu principal objetivo político.

Produziu inúmeros relatórios de referência nos domínios da Igualdade de Género, do “Lobbying” ou do Turismo Sustentável, encontrando-se, presentemente, a elaborar um relatório sobre o Tráfico de Seres Humanos e a Exploração Sexual.

O seu exemplo de um homem que luta pelos direitos humanos das mulheres é internacionalmente apreciado, sendo frequentemente convidado para participar em conferências, como orador, sobre igualdade e violência de género, em muitos países e instituições de todos os continentes

Todo o seu percurso político foi feito em representação do Partido Social Democrata (PSD), do qual foi vice-presidente, vogal da Comissão Política Nacional e membro do Conselho Nacional, durante vinte e um anos, no somatório dos diferentes cargos, tendo sido vice-presidente do Grupo Parlamentar durante três anos.

A nível regional do PSD/Algarve, foi presidente da Comissão Política Distrital durante catorze anos (eleito oito vezes), e presidente da Assembleia Distrital durante quatro anos. A nível local do PSD/Loulé, foi presidente da Comissão Política de Secção (1981-1985), e presidente da Assembleia de Secção (1992-1998).

Publicou 16 livros, nos campos da poesia e da política, editou 3 obras discográficas, e produziu 13 programas televisivos para a série “Jamboree”. Editou, também, a Coleção “Cadernos PoesiAlgarve”, divulgando obras de poetas algarvios como Fátima Murta, Manuel Neto dos Santos e Fernando Cabrita.

Mendes Bota foi distinguido, em 1965, com o Prémio “Prof. Cabrita da Silva”, outorgado pela Câmara Municipal de Loulé ao melhor estudante do concelho, no ensino primário, durante o ano letivo de 1964-1965. Foi-lhe atribuída a qualidade de Sócio de Mérito do Sporting Clube Farense (1989) e de Membro Honorário da Associação de Beneficência Algarvia de Newark, nos Estados Unidos (1992). Em 1992, foi o vencedor do Prémio “Mensagem para a Europa”, atribuído pelo “Brupark” de Bruxelas, à melhor mensagem europeia, por escolha de jornalistas portugueses, entre os eurodeputados de Portugal. Em 1999, foi-lhe atribuída a Medalha de Honra do Grupo do Partido Popular Europeu no Parlamento Europeu, em reconhecimento da ação ao serviço da integração europeia, na qualidade de deputado europeu. Em 2011, foi distinguido com a medalha da Assembleia Interparlamentar Europeia de Segurança e Defesa da União da Europa Ocidental.

Nos domínios da cidadania e da participação cívica, destaca-se: Membro e cofundador do Agrupamento de Loulé do Corpo Nacional de Escutas (1968-1973); Vice-presidente da Direção do Louletano Desportos Clube (1976-1977); Presidente da Direção da Associação de Ciclismo do Algarve (1979-1984); Cofundador e presidente da Direção do Núcleo Sportinguista de Loulé (1993-1995), e presidente da respetiva Assembleia Geral (1996-1998); Vogal do Conselho de Administração da Fundação António Aleixo (1996-1998); Vice-Presidente da Comissão Executiva da AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (2001-2004); Presidente da Assembleia Geral da associação “Algarve Golfe” (2001-2004); Vice-Presidente da Direção do Círculo Teixeira Gomes (2005-2006); Presidente da Assembleia Geral da Associação Empresarial de Almancil (2001-2004 e 2008-2011); Presidente da Direção do Movimento Cívico “Regiões, Sim!” (desde 2007); Presidente da Assembleia Geral da Associação da Serra do Caldeirão (desde 2007).

Corrida, marcha atlética, leitura, escrita, canto, gastronomia, desfrutar da Natureza, práticas solidárias, colecionismo e cultivo de amizades, fazem parte dos seus interesses atuais.

Manuel Mendes Gonçalves | Advogado

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O Advogado Manuel Mendes Gonçalves nasceu no Sítio das Pereiras de Almancil, freguesia de Almancil, no dia 17 de abril de 1925.

Fez a instrução primária na Escola de Almancil e exame da 4ª Classe na Escola Conde de Ferreira, em Loulé, em 1935. Tirou o curso Comercial na Escola Tomás Cabreira, em Faro, e daí transitou do ensino técnico para o liceal, cujo curso concluiu no Liceu Pedro Nunes. Iniciou o curso de Direito, em Coimbra, em 1945, que concluiu em 1950.

Começou a sua atividade como advogado nesse mesmo ano, no mesmo escritório de hoje, assim que concluiu o curso de Oficial Miliciano no Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz.

Foi membro do Conselho Geral e do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, em Lisboa, de 1981 a 1992.

Foi vice-presidente da Câmara Municipal de Loulé, tendo sido convidado para vereador do Município de Loulé, pelo então presidente José da Costa Guerreiro, onde permaneceu durante os executivos de Maurício Monteiro, Francisco Barros e José Ascensão Pablos.

Foi advogado da Câmara Municipal de Loulé após o 25 de Abril de 1974, a convite da Comissão Administrativa responsável pelos destinos da mesma, exercendo funções até dezembro de 1990.

Foi presidente do Louletano Desportos Clube e, por indicação deste clube, pertenceu ao Conselho de Justiça da Associação de Futebol de Faro, de onde transitou para o Conselho Jurisdicional da Federação Portuguesa de Futebol, até 1996.

Foi membro do Rotary Clube de Loulé.

Gilberto Melquíades Soares Santos | Cónego

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Gilberto Melquíades Soares Santos nasceu em Olhão, em 1959. Cedo manifestou a vontade de ser padre e começou a consumar essa vocação em 29 de junho de 1985, quando foi ordenado sacerdote na Sé de Faro, onde exerceu parte significativa da sua ação, nomeadamente na direção das obras de recuperação do edifício.

Licenciou-se em Teologia pela Universidade Católica e em Direito Canónico e Civil pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Foi nomeado secretário do então Bispo do Algarve, D. Ernesto Gonçalves Costa, vice-chanceler da Câmara Eclesiástica e, em 1987, foi nomeado vogal do Secretariado da Pastoral das Vocações da diocese algarvia. No ano seguinte iniciou funções como capelão do Colégio de Nossa Senhora do Alto, tendo sido nomeado pouco depois membro do Conselho Diocesano para os Assuntos Económicos.

Depois de ter desempenhado outras funções no âmbito da Diocese, sobretudo ligadas à Paróquia de Olhão e à formação de leigos, em 1994 foi nomeado vigário judicial do Tribunal Diocesano e, em 2000, vigário judicial-adjunto no Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de Évora, Beja e Algarve, de que era atualmente juiz vice-presidente.

Era cónego capitular da Sé de Faro desde 1996, ano em que também iniciou funções como tesoureiro-mor do Cabido daquela catedral. Mais tarde, o cargo passaria a chamar-se Arcediago.

Foi professor da Universidade do Algarve, administrador da Tipografia União e Diretor Espiritual do Seminário de S. José de Faro.

Em 8 de setembro de 1994 assumiu a direção da Paróquia de Almancil.

Em maio de 2011, lançou a primeira pedra do grande projeto da sua vida: a construção de uma igreja em Almancil (consagrada a Nossa Senhora de Fátima).

E em junho desse ano escolheu o Carmelo do Patacão para festejar os seus 25 anos de sacerdócio, dizendo então: “Deus chama-nos a um serviço. O sacerdote não se ordena a si, mas em ordem a uma comunidade que é a Igreja, para servir o povo de Deus.”

Faleceu surpreendentemente aos 53 anos de idade, no ano de 2012.

Renato Joaquim Prazeres Costa | Pedagogo e Investigador de Gastronomia Regional

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Renato Joaquim Prazeres Costa nasceu a 1 de junho de 1960, no Lavradio (Barreiro).

Licenciado em História, pós-graduado em Gestão de Recursos Humanos e em Estudos Diplomáticos – Relações Internacionais, o início da sua vida profissional está ligado ao ensino, como docente de História, na Escola D. Afonso III, em Faro.

Aos 27 anos assume a direção do Colégio Internacional de Vilamoura, a par do seu cargo na Secretaria de Estado da Cultura – Delegação do Algarve. Durante mais de 20 anos, foi o diretor pedagógico deste Colégio, e liderou, desde 1987, uma equipa de professores que se dedicou a aprofundar um modelo de educação internacional em Portugal.

Foi secretário-geral do ensino particular e cooperativo, entre 1993 e 1995, e desempenhou vários cargos no ensino particular e cooperativo, a nível nacional e internacional.

Foi ainda membro da American Educational Research Association e participou em múltiplas missões internacionais de educação em diversos países do mundo.

Em 2009, no ano em que completou 22 anos como diretor pedagógico, foi-lhe atribuído o grau de Honoris Causa, pelo Consejo Iberoamericano en Honor a la Calidad Educativa, em Lima, no Perú. A ocasião serviu ainda para atribuir ao investigador o título honorífico de “Maestria en Tecnologia Educativa de Iberoamérica”.

Em 2012, já com o curso de Sociologia da Educação, pela Escola Superior de Educação da Universidade do Algarve, abraça uma paixão antiga ao tirar o grau de mestre em História Contemporânea, na Faculdade de Letras de Lisboa.

Como pedagogo, editou diversos livros, sendo o mais recente “Uma educação para a vida – um projeto de educação internacional no séc. XXI”, que apresentava uma síntese de 10 anos de práticas educativas, numa escola que levou por diante um projeto local e global de educação internacional.

Sob a sua direção, o Colégio Internacional de Vilamoura alcançou os mais elevados níveis de excelência, atingindo mesmo o topo do ranking de escolas nacionais.

Mas Renato Costa foi ainda gastrónomo e investigador, tendo abordado a cozinha como uma filosofia de vida. Desenvolvia desde 2005 projetos sobre a cozinha intemporal do Mediterrâneo. No Mercado Municipal de Loulé apresentou várias sessões de cozinha ao vivo, sob a designação de “Cozinha Intemporal”, com criações inovadoras, elaboradas com recurso à utilização do património gastronómico local como principal fonte de inspiração.

No âmbito da gastronomia, lançou ainda os livros “Em Lume Brando” (2006), uma viagem ao pequeno mundo dos melhores restaurantes tradicionais algarvios e das suas receitas, “Dito & Feito”, bem como “Boca a Boca” e “Tal e Qual”, com Francisco Piedade. Em 2010, editou “Sombras Refletidas” e “Sabores Intemporais”, onde misturava receitas tradicionais, outras de autor, com contos e pequenas histórias sobre personagens que foi conhecendo ao longo da via.

Renato Costa faleceu em 2011.

Rugby Clube de Loulé

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A história do Rugby Clube de Loulé, um dos mais emblemáticos clubes do Concelho, começou no mesmo ano da “Revolução dos Cravos” (1974) quando, na sequência de uma reunião no Hotel da Penina, em Portimão, surgiram três núcleos de râguebi no distrito de Faro – Loulé, Montenegro e Portimão.

A primeira competição que contou com a presença do Núcleo de Rugby de Loulé, através de três equipas nos escalões iniciados e juvenis, decorreu em Coimbra, em finais de fevereiro de 1975. Na época de 1976/1977, já sob a bandeira do Louletano Desportos Clube, disputou-se o Campeonato Nacional da III Divisão – Sénior, iniciando-se uma sequência ainda hoje ininterrupta de participações de equipas de Loulé deste escalão, nos diversos campeonatos nacionais.

Na época seguinte, o clube participa no Campeonato Nacional da II Divisão, para em 1978/79 atingir o Campeonato Nacional da I Divisão. Remontam, também, aos anos de 1978 e 1979, as primeiras internacionalizações da equipa, através das participações nas duas primeiras edições do Torneio Mediterrânico, defrontando as equipas de Gibraltar e de Tânger.

Mas só em 29 de junho de 1982 nascia o Rugby Clube de Loulé. A primeira partida internacional opôs o R.C.L. ao Hereford R.F.C. de Inglaterra (13 de fevereiro de 1983). Ao longo da sua história foi homenageado pela Federação Portuguesa de Rugby com o Prémio Fair Play (1998/99 e 2002/2003).

Passados 25 anos, o clube participa nos diversos torneios e campeonatos organizados a nível nacional, nos variados escalões, dos Bambis aos Seniores, passando pelas competições femininas. Tem cerca de 300 sócios e um futuro ainda por conquistar. É uma referência no desporto algarvio.

Associação Amigos dos Animais Abandonados de Loulé | Canil de São Francisco de Assis

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A A.A.A.A. (Associação dos Amigos dos Animais Abandonados de Loulé) é uma associação privada, sem fins lucrativos, que acolhe e protege animais abandonados e que foi fundada em 1981 por quatro amigas.

A Associação adquiriu um terreno na Campina de Baixo – Loulé, onde ainda hoje se localiza o Canil. No início o terreno tinha cerca de 4000 mil metros, foram adquiridos posteriormente mais e perfaz hoje 10000 m2, abrigando atualmente uma média de 200 cães, 80 gatos, 3 burros e 2 éguas.

O seu principal objetivo é acolher animais abandonados, tratá-los, castrá-los e reencaminhá-los para novos lares onde sejam acolhidos como parte integrante das suas novas famílias.

Uma das fortes apostas prende-se com a esterilização das fêmeas, de forma a cortar com o ciclo de reprodução desenfreada que se vem a constatar. Aposta também na identificação dos cães adotados, pelo processo de introdução de um microchip subcutâneo, combatendo desta forma o abandono ou perda de animais, permitindo a sua rápida e fácil identificação quando capturados.

Mas os responsáveis do Canil não pretendem apenas que os animais sejam adotados – querem, de todo o coração, que as suas novas famílias tenham em consideração o respeito e o amor pelos animais, tendo em atenção que muitos deles foram abandonados à própria sorte, sofrendo, as vezes, maus-tratos. Aqueles que sobrevivem e que são recolhidos recebem o tratamento adequado pelos veterinários que trabalham na Associação. A Associação trabalha em parceria com algumas instituições de animais abandonados na Alemanha e, como tal, as adoções são feitas não só em Portugal mas também no estrangeiro.

A promoção através de anúncios em publicações ou da participação em eventos públicos tem por objetivo dar a conhecer a missão desta Associação, bem como representá-la, em nome de todos os animais que tem no Canil.

Associação Wolf Valley Charity

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Fundada em 1999, por residentes e amigos de Vale do Lobo, a Associação de Caridade Wolf Valley tem tido um papel determinante nas mudanças significativas ao nível da solidariedade social no Concelho de Loulé. Apoiada pela administração de Vale do Lobo, com o objetivo de apoiar os mais carenciados, todo o trabalho realizado é voluntário e todos os fundos angariados destinam-se a apoiar as diversas causas locais mais prementes.

Desde a sua criação, a Associação já angariou cerca de 800 mil euros, através de várias iniciativas como leilões, donativos, competições de golfe, jantares de caridade, clube de bridge ou venda de rifas.

Entre as várias instituições apoiadas pela Wolf Valley Charity Fund destaca-se a ASCA, Associação Esperança e Paz, UNIR, Existir, Cada da Primeira Infância, ASMAL, Banco Alimentar contra a Fome ou Igreja de S. Lourenço. A atribuição de veículos para transporte de utentes, a aquisição de mobiliário, a aquisição de equipamentos específicos para pessoas portadoras de deficiência, o financiamento de atividades desenvolvidas pelas instituições ou a atribuição de cabazes de Natal são algumas das ações desenvolvidas que têm sido desenvolvidas em prol das populações mais necessitadas.

Valorizar a vida de quem enfrenta dificuldades no seu dia-a-dia, seja por deficiência, necessidade ou doença, faz parte é o lema da Wolf Valley Charity Fund.”Os momentos que temos desfrutado ao partilhar as vidas de algumas pessoas que ajudamos na nossa comunidade ao longo dos anos têm sido verdadeiramente memoráveis, graças à sua generosidade”, consideram os responsáveis pela Associação.

Irina Roberta Garcia Coelho | Desportista | Estrada e BTT

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Nasceu a 30 de abril de 1981 e desde muito jovem, sentiu o apelo do desporto, muito pela influência do pai, atleta de competição e seu treinador, que sempre apostou na sua capacidade.

A partir dos 3/4 anos até aos seus 15 anos, praticou ginástica e pouco depois inicia-se no atletismo, continuando a fazê-lo como forma de preparação. Aos 14 anos, começa no Triatlo e Duatlo, integrando os trabalhos de seleção nacional por alguns anos obtendo excelentes resultados. Mas o apelo do ciclismo torna-se cada vez mais forte.

Aos 14 anos, começa a aventurar-se por montes e serras e enceta um percurso de sucesso no BTT e Ciclismo de Estrada. O interesse pela modalidade aumenta ao ritmo da competição. Aos poucos relega os outros desportos para 2º plano e dedica-se de corpo e alma às duas rodas

Hoje ostenta um palmarés invejável e o amor pelas bicicletas é agora uma verdadeira paixão. Detém vários títulos de Campeã e Vice-Campeã Nacional e Regional por diversas vezes, nas modalidades de XC-BTT, DH- BTT, XCO-BTT, Contra Relógio, Ciclismo e Ciclismo de Estrada, desde o escalão de Cadetes até às Elites. Representou a seleção nacional na Copa do Mundo em Espanha e no Trophé D’Or, em França. Esteve em provas na Holanda, Espanha (1ª classificada na Disputacion Huelva XCO) e República Checa, em Ciclismo.

Ricardo Alexandre Loução dos Santos | Golfista Profissional

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Ricardo Santos nasceu a 7 de setembro de 1982, em Faro. Começou a jogar golfe aos 9 anos, sendo que o gosto pela modalidade foi-lhe incutido pelo seu tio, profissional de ensino de golfe. Dos treinos ao fim de semana, rapidamente passou a jogar com mais frequência e, enquanto amador, Ricardo Santos representou Portugal pelas Seleções Nacionais de Golfe e pelo Clube de Golfe de Vilamoura, a partir dos 13 anos.

Entre vários títulos alcançados, sagrou-se Campeão do Circuito Companhia de Seguros Tranquilidade (2003 e 2005), Campeão no Internacional Amador da Suíça (2004), 2º lugar no Campeonato Internacional Amador de Portugal (2002), 7º no Campeonato da Europa Individual (2005) e 7º no Irish Amateur Open Championship (2005). Representou por diversas vezes a Seleção Nacional, inclusivamente no Campeonato do Mundo ou Eisenhower Trophy. Foi ainda o terceiro amador português a jogar pela Seleção da Europa, no St. Andrews Trophy, uma das provas de maior prestígio amador mundial.

Em fevereiro de 2006 tornou-se profissional e continuou a alcançar bons resultados ao longo do seu percurso desportivo, destacando-se pelas suas prestações nos circuitos europeus – Challange Tour e European Tour.

O ano de 2011 é o ano de revelação de Ricardo Santos, pela sua regularidade de prestações no circuito europeu Challenge Tour e com a vitória do Princess by Schüco na Suécia; Ricardo consolida a sua carreira e assegura a sua presença no European Tour em 2012. Já este ano e no seu primeiro de frequência no European Tour (rookie), o jogador português regista a sua primeira vitória no Madeira Islands Open, garantindo novamente a sua presença no mesmo circuito para o ano de 2013.

Celina Carpinteiro | Desportista | Estrada e BTT

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Celina Carpinteiro nasceu a 20 de abril, em 1980.

Jogou futebol durante anos até que uma lesão a fez desistir da modalidade. Incentivada pelo namorado, começou a pedalar por lazer e, hoje, é a praticante de BTT feminina portuguesa mais premiada da atualidade. Pratica também Ciclismo de Estrada.

Dos principais títulos alcançados destaca-se, no BTT, o de Campeã Nacional de XCO, cross-country (2012), Campeã Nacional de XCM, maratonas, 2012, Vencedora Taça de Portugal Maratonas (2010, 2012), Vice-campeã Nacional de Maratonas (2008,2009,2010,2011), Vice-campeã Nacional XCO (2009, 2010, 2011), Campeã Regional Algarve Maratonas (2009, 2010, 2011, 2012), Campeã Regional Algarve XCO (2010, 2012), Vencedora 24H BTT Figueira da Foz (2007), Vencedora 24H BTT Monsanto (2008), 6º lugar equipa mista Absa Cape Epic (2010) – Prova de 8 etapas na África do Sul, 7º lugar equipa mista Absa Cape Epic (2013) – Prova de 8 etapas na África do Sul, 1º lugar Claro Brasil Ride (2010) – Prova de 6 etapas no Brasil, 4º lugar Andalucia Bike Race (2011) – Prova de 6 etapas em Espanha, 1º lugar Titan Desert (2011) – Prova de 6 etapas no deserto do Saara, 1º lugar Sudety MTB Challenge (2011) – Prova de 6 etapas na Polónia, Vencedora Douro Bike Race (2011) – Prova de 3 etapas em Amarante, Campeã Maratonas Provincial Huelva (2011).

No Ciclismo de Estrada, foi Campeã Nacional Estrada (2011), Vice-campeã Nacional Estrada (2009, 2012) e Vencedora da Taça de Portugal Estrada (2010).

Formada em Biologia e Geologia, é professora de Ciências Naturais.

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