Desporto

TAÇA MANUEL AGRELLOS | FPG bicampeã vence por 13,5-6,5

A seleção nacional de amadores venceu os ‘singles’ por 7-3 e revalidou o título diante da seleção nacional de profissionais

A seleção nacional de amadores sagrou-se hoje (sábado) bicampeã da Taça Manuel Agrellos, ao derrotar a sua congénere de profissionais, na chamada Ryder Cup à portuguesa, por 13,5-6,5.

A competição de “match play” organizada pela PGA de Portugal, em colaboração com a Federação Portuguesa de Golfe (FPG), concluiu-se hoje com a disputa dos 10 duelos de “singles” (singulares), no Hotel & Golf Resort, em Palmela.

A equipa amadora da FPG tinha ganho há um ano, no mesmo local, por 11-9, então capitaneada pelo selecionador nacional Nuno Campino.

Desta feita o capitão foi Luís Barroso, treinador do Centro de Formação Nacional de Golfe do Jamor, e a vantagem foi maior, com vitórias da FPG nas três sessões: ontem (sexta-feira) de manhã, triunfo por 3-2 nos “fourball” (pares de 4 bolas em jogo); ontem à tarde, um sucesso de 3,5-1,5 nos “foursomes” (pares com pancadas alternadas); e hoje um êxito de 7-3 nos “singles” (singulares).

José Correia, enquanto presidente da PGA de Portugal, salientou a importância da Taça que homenageia o presidente da FPG: «É importantíssimo termos a FPG e a PGA de Portugal juntas e criámos esta competição para termos os melhores dos dois lados».

«Manuel Agrellos, presidente da FPG, acrescentou: «Podem ter a certeza de que separados não iremos a lado nenhum. Os profissionais têm um papel fundamental na formação destes jovens amadores e a vitória deles é sinal de que há renovação de valores, quer dizer que estamos a trabalhar em conjunto no caminho certo. Se fossem sempre os mais velhos a ganhar é que poderia ser mau sinal».

Já no papel de capitão da selecção de profissionais, José Correia mostrou-se resignado: «Em 38 anos de golfe, é a derrota que melhor digeri, devido à postura exemplar dos meus jogadores, sobretudo no relacionamento com os jovens amadores».

A estratégia de José Correia de colocar os melhores jogadores logo no início para tentar anular cedo os 3 pontos de desvantagem com que partiu para os singulares, quase dava resultado.

O campeão nacional de profissionais, Hugo Santos, fechou a contagem logo no buraco 14, derrotando Afonso Girão por 5-4. «Estive muito seguro, não fiz bogeys e converti 3 birdies, mas ontem joguei melhor», disse Hugo Santos, elogiado pelo capitão adversário, Luís Barroso: «O Hugo está claramente a atravessar um pico de forma e a jogar muito bom golfe».

No terceiro “match”, o antigo vice-campeão nacional de profissionais e jogador da “casa”, João Pedro Carvalhosa, bateu Miguel Gaspar por “1 up”.

No quarto “match”, o nº1 nacional, Ricardo Santos, vergou José Nicolau de Melo por “2 up”. Foi a única vez em que a estrela portuguesa do European Tour precisou de ir ao 18º e último buraco para decidir um “match”. «Hoje os “putts” não entram», queixou-se no “green” do 16. Mas no 18, o tal do “green” em jeito de ilha, a sua saída perfeita deixou a bola no “green”, enquanto a de Nicolau de Melo caiu na água. Mesmo assim, muito bem se aguentou o jovem açoriano de 19 anos. «Estou seguro de que é uma experiência de que não se esquecerá», comentou Luís Barroso. «Para um jovem destes, jogar com o Ricardo ou o Hugo Santos é uma motivação enorme», reforçou José Correia.

Como se vê, a PGA de Portugal ganhou três dos quatro primeiros duelos do dia e só não anulou a tal desvantagem de 3-0 porque o campeão nacional de 2009 e actual nº1 da Ordem de Mérito da PGA de Portugal, António Rosado, foi desfeiteado no segundo “match” por 3-2, diante do surpreendente Tomás Bessa, um jovem que ainda tem 16 anos mas já é capaz de “drivadas” de 300 metros!

Mas um dos aspectos mais importantes desta segunda edição da Taça Manuel Agrellos foi a força mental dos amadores. «Não teria sido capaz de comandar esta equipa sem cometer erros sem a ajuda do Nuno Campino. Estive sempre em contacto com ele e noto que os jogadores estão muito bem preparados. Falámos com eles no dia anterior e sublinhámos que em “match play” nunca se baixa a cabeça. Isto é buraco a buraco. Veja-se como o José Nicolau foi um osso tão duro de roer para o Ricardo», explicou Luís Barroso. «Nota-se que a equipa de profissionais da FPG está a fazer um excelente trabalho. A selecção da FPG está com uma óptima preparação. Vê-se imensa motivação nestes miúdos por defrontarem os profissionais e essa é a postura de competição correcta, é mesmo contagiante», elogiou José Correia.

Foi essa atitude guerreira que surpreendeu numa equipa da FPG com 5 “rookies” e os amadores estiveram muito fortes nos últimos “matches” do dia: Tomás Silva derrotou José Dias por 5-4, o mesmo resultado do triunfo de Ricardo Melo Gouveia diante de Filipe Corte Real. João Ramos superiorizou-se a Almerindo Sequeira por 4-3, o mesmo “score” do êxito de José Maria Jóia sobre António Sobrinho e de Gonçalo Pinto frente a Nelson Cavalheiro. Finalmente, João Carlota manteve-se como o único jogador invencível em duas edições da Taça Manuel Agrellos, levando a melhor sobre Sérgio Ribeiro por 2-1. Carlota, vice-campeão nacional amador em 2012, soma nesta competição o incrível registo de 5 vitórias e 1 empate.

«A estratégia estava correcta, apostámos tudo, mas não aconteceu», admitiu José Correia. «Foi um resultado fantástico. Já sabíamos que os primeiros “matches” seriam os mais complicados para nós, mas felizmente o Tomás Bessa ganhou ao Tó Rosado e isso virou tudo», concordou Luís Barroso.

O capitão da FPG reconheceu sentir-se confortável para os singulares. Temia mais os pares do dia anterior: «Temos jogadores como o Ricardo Melo Gouveia, o José Maria Jóia, o Gonçalo Pinto, o João Carlota, o Tomás Silva, que estão habituados a jogar sob pressão em grandes competições, em grandes palcos. Eles aguentam bem estas situações. Era tudo uma questão de ver se os mais miúdos aguentavam e a verdade é que conseguiram fazê-lo».

Em termos individuais, nesta edição de 2013, houve seis jogadores a fazer o pleno, a vencer 3 pontos em 3 possíveis: Ricardo Santos (PGA), Ricardo Melo Gouveia (FPG), João Carlota (FPG), Tomás Silva e Tomás Bessa (FPG). João Ramos (FPG) só jogou 2 duelos mas venceu ambos.

Entretanto, no Pro-Am de quinta-feira), a vitória foi para Ricardo Melo Gouveia, ao lado de João Fernandes, Carlos Costa e António Gonçalves, com 89 pontos ‘stableford net’.

Gabinete de Imprensa da PGA de Portugal

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