Desporto

TAÇA MANUEL AGRELLOS | FPG vence 6,5-3,5 no final do 1.º dia

A Seleção Nacional de Amadores venceu os ‘fourball’ matutinos por 3-2 e os ‘foursomes’ vespertinos por 3,5-1,5. Hoje estão a disputar-se os 10 singulares desde as oito horas | De referir que há 11 jogadores algarvios no conjunto dos 22 jogadores das duas selecções nacionais

A selecção nacional de amadores lidera a segunda edição da Taça Manuel Agrellos por 6,5-3,5, frente à sua congénere de profissionais, na chamada Ryder Cup à portuguesa, organizada pela PGA de Portugal, com a colaboração da Federação Portuguesa de Golfe (FPG), no Hotel & Golf Resort, em Palmela.

A equipa amadora da FPG, capitaneada pelo profissional Luís Barroso, do Centro de Formação Nacional de Golfe do Jamor, adiantou-se logo de manhã, ao triunfar por 3-2 nos “fourball” (pares de 4 bolas em jogo), para depois cimentar à tarde o comando com um sucesso de 3,5-1,5 nos “foursomes” (pares com pancadas alternadas).

A Taça Manuel Agrellos – uma homenagem ao presidente da FPG, que tem estado todos os dias no Montado – termina amanhã com os aliciantes 10 confrontos de singulares, autênticos “mano-a-mano” entre os melhores golfistas portugueses, com início às oito horas da manhã.

José Correia, presidente da PGA de Portugal e capitão da selecção de profissionais, considera que «3 pontos a este nível, com 10 “matches” pela frente, são perfeitamente recuperáveis», acrescentando que, apesar de partir de trás, a selecção de profissionais «está bem dentro do torneio. Há que jogar de forma agressiva e pontuar cedo».

Já Luís Barroso, explicou que tem andado em permanente contacto telefónico com o seleccionador nacional, Nuno Campino, o capitão da FPG no ano passado, este ano a acompanhar outros jogadores portugueses no Campeonato Internacional da República Checa.

«No espaço de uma hora deveremos ter trocado uns 50 SMS», disse Luís Barroso que, para os “singles” de amanhã deseja, sobretudo, «resolver o assunto o mais rapidamente possível».

«A equipa da FPG está equilibrada para os “singles”, mas sei que os meus colegas da PGA de Portugal vão dar o tudo por tudo», acrescentou.

Há um ano, a equipa de amadores venceu por 11-9 e partiu para o último dia com 1 único ponto de vantagem (5,5-4,5), com 3-2 nos “fourball” (como este ano), registando-se depois um empate (2,5) nos “foursomes”.

Talvez por isso, Luís Barroso tivesse a consciência de que os “foursomes” da tarde poderiam ser mais perigosos: «É um jogo de estratégia, a nossa equipa é jovem e não está tão rotinada como os profissionais que se conhecem há muitos anos, mas gostei do espírito de entreajuda entre todos».

Afinal, foi o contrário que se verificou, mas José Correia já estava à espera disso: «Sabíamos que os “foursomes” não seriam nada fáceis à tarde. Por isso tentei ter um líder em cada formação, associado a um jogador teoricamente mais fraco, em vez de optar por ter duas equipas muito fortes. E deu resultado porque foi tudo muito equilibrado, mesmo que o resultado possa dar outra ideia. Não digo que os “foursomes” sejam adversos aos profissionais, mas eles nunca jogam esta modalidade, daí eu sentir que poderiam tender mais para o lado da FPG. A estratégia foi boa, a atitude dos jogadores positiva, e não quero dar destaque a ninguém, mas ao grupo».

Nos “foursomes” da tarde o desnível foi apenas marcado por Ricardo Santos e o seu treinador, Almerindo Sequeira, ao somarem 1 ponto para a PGA de Portugal, derrotando Miguel Gaspar e Gonçalo Pinto por 2-1.

Também o profissional do Montado, a jogar “em casa”, João Pedro Carvalhosa, associado a Nelson Cavalheiro, arrancou meio ponto para a PGA de Portugal, empatando com Paulo Nunes e Afonso Girão. Mas este é meio ponto que fica atravessado na garganta dos profissionais. Como explicou Luís Barroso, «foi a grande surpresa do dia, uma grande recuperação do Girão e do Nunes, pois viraram o resultado desfavorável de “3 down” com que dobraram os primeiros 9 buracos».

No fundo, este “match”, veio confirmar a análise de José Correia que salienta «o equilíbrio durante todo o dia, com pequenos detalhes a significarem grandes diferenças, como se pode ver pelo facto de 7 dos 10 encontros terem terminado no “green” do último buraco. Poderiam ter caído para qualquer lado e caíram para o da equipa da FPG».

Com efeito, o nº1 português, Ricardo Santos, e o seu treinador, Almerindo Sequeira, foram os únicos a nunca precisarem de 18 buracos. De manhã, Ricardo Santos e Filipe Corte Real arrumaram o assunto no buraco 16, derrotando José Maria Jóia e Afonso Girão por 3-2. E à tarde, como já se referiu, Ricardo Santos e Almerindo Sequeira fecharam a contagem no 17.

O outro duelo a terminar antes do 18 foi o que deu, de manhã, o ponto à PGA de Portugal através de Hugo Santos e Almerindo Sequeira, derrotando Gonçalo Pinto e Eduardo Baptista por 2-1. Tudo acabou no buraco 17.

A jornada de hoje confirmou a valia de alguns dos golfistas portugueses mais consagrados, como Ricardo Santos e Ricardo Melo Gouveia, os líderes das duas equipas, qualquer um deles a somar 2 pontos em 2 possíveis!

Combinando os resultados da Taça Manuel Agrellos de 2012 com os desta primeira jornada já não há profissionais invencíveis. Só António Sobrinho e João Pedro Carvalhosa vinham de 2012 sem derrotas e ambos perderam esta manhã. Dos jogadores a competir em 2013, só o amador João Carlota se mantém imbatível, somando 4 vitórias e 1 empate.

Entretanto, no Pro-Am de ontem (quinta-feira), a vitória foi para Ricardo Melo Gouveia, ao lado de João Fernandes, Carlos Costa e António Gonçalves, com 89 pontos ‘stableford net’.

Surgiram depois duas formações com 87 pontos, mas o sistema de desempate (46 pontos nos últimos 9 buracos) deu o 2º lugar a Gonçalo Pinto, Rosa Relvas, Manuel Relvas e Vasco Leitão.

O 3º lugar (45 pontos nos últimos 9 buracos) foi para António Sobrinho, Armando Rocha, Agostinho Malhão e Reinaldo Timóteo.

Terminada a cerimónia de entrega de prémios do Pro-Am (e Am-Am), procedeu-se à apresentação oficial da prova a convidados e media, bem como aos discursos oficiais dos capitães (Luís Barroso, do Centro Nacional de Formação de Golfe do Jamor pela FPG, e o presidente da PGA de Portugal, José Correia), cabendo o discurso de encerramento ao homenageado e presidente da FPG, Manuel Agrellos.

Gabinete de Imprensa da PGA de Portugal

FOTOS: Referentes ao duelo matinal de Ricardo Santos/Filipe Corte Real (PGA) vs. José Maria Jóia/Afonso Girão (FPG), da autoria de Ricardo Lopes (PGA) e João Coutinho (FPG).

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