Albufeira

Benfica conquista Supertaça de Basquetebol no Pavilhão Municipal

SL Benfica e Vitória SC proporcionaram um excelente espetáculo de basquetebol na disputa de mais edição uma Supertaça que decorreu no sábado no Pavilhão Municipal de Albufeira. Certamente mais pressionado pela eliminação da última competição em que participou, o Benfica reagiu bem, mostrou caráter e acabou por vencer justamente (86-82) este jogo que valia mais um troféu desta temporada. Destaque ainda para o brio revelado pelo Vitória, muito penalizado pelo inicio do 3.º período, ao longo de todo o encontro, atitude que valorizou ainda mais o triunfo dos encarnados.

Apesar de ter sido o Vitória a começar melhor o encontro, 4 pontos de Paulo Cunha, foi o Benfica que acabou por ser mais forte no 1.º período. Sobretudo pelo domínio exibido no jogo interior, destaque para o norte-americano David Weaver, e a superioridade na luta das tabelas. Os encarnados chegaram a estar a vencer por 22-13, mas na parte final do 1.º período, os lançamentos de longa distância da equipa do Vitória começaram a cair, fazendo com que a formação orientada por Fernando Sá se aproximasse no marcador (20-24). Betinho, a poucos segundos do final do quarto, com uma penetração em drible, colocava o resultado final do período em 26-20 favorável ao Benfica.

Para o 2.º período, Carlos Lisboa trocava de bases, e Tomás Barroso entrou com a mão quente (5 pontos), ajudando a equipa a fugir no resultado. As trocas defensivas por parte dos vitorianos não resultavam, aproveitando os jogadores encarnados para acentuarem as vantagens nas áreas próximas do cesto. Se a isto juntarmos o domínio na luta das tabelas, estão encontrados os factores que explicam a diferença no marcador após quatro minutos jogados (37-23). Uma paragem pedida pelo técnico Fernando Sá fez bem à equipa, que assim que subiu a sua eficácia de lançamento cortou a diferença pontual que separava as duas equipas (32-39). Os últimos 3 minutos da 1ª parte foram parcos em pontos, mas um cesto de Jobey Thomas, com o tempo a acabar, dava uma vantagem de nove pontos ao Benfica para a 2ª parte (43-34).

Começou mais forte o Benfica na etapa complementar, que com um parcial de 13-3, três triplos convertidos, obrigava o técnico Fernando Sá a interromper a partida (56-37), com pouco mais de 2 minutos decorridos. Na área pintada, Weaver continuava a ser um problema difícil de resolver, e o Vitória só se mostrava capaz de ultrapassar a boa defesa encarnada recorrendo ao tiro de longa distância. Meier, com 2 triplos, era uma boa solução ofensiva do Vitória nesse capítulo, e impedia que o Benfica se afastasse ainda mais no marcador, ajudando o Vitória a ultrapassar um período mais difícil do jogo. Na segunda metade do período, a equipa do Vitória aumentou a sua agressividade defensiva, atacava os bloqueios na bola com um 2×1, mas a serenidade ofensiva do Benfica, permitia-lhe encontrar na maioria das vezes o jogador sozinho do lado contrário da bola. O período chegava ao fim, e o Benfica dispunha de uma vantagem de dezanove pontos (69-50) para gerir nos últimos dez minutos do encontro.

O Vitória, outra coisa não seria de esperar desta equipa, surgiu no derradeiro quarto disposto a reentrar pela discussão do resultado, e em menos de três minutos encurtava a distância para dez pontos (61-71). Um cesto de Mário Fernandes, mesmo em cima dos 24 segundos, cortou um período negro do Benfica, embora se sentisse que o jogo voltava a ganhar emoção. O base encarnado geria muito melhor a posse de bola, bem como prolongava o tempo de ataque dos movimentos ofensivos do Benfica. A diferença pontual entre as duas equipas estabilizava nos dez pontos, com o relógio a jogar a favor dos comandados de Carlos Lisboa. Os instantes finais foram de grande interesse, isto porque um triplo do Vitória, e um roubo de bola após reposição de bola pela linha final por parte do Benfica, deixava os vitorianos, a 24 segundos do fim, a dois pontos de distância (79-81). Os atletas do Benfica lidaram bem com a pressão do momento, já que não tremeram da linha de lance-livre, garantindo assim a conquista da Supertaça.

Destaques individuais para Carlos Andrade (18 pts, 8 res e 7 ass), David Weaver (20 pts e 5 res), Mário Fernandes (13 pts, 5 res e 5 ass) no Benfica, e para Paulo Cunha (19 pts e 5 res), João Balseiro (21 pts e 4 res) e Anthony Meier 819 pts e 5 res) no Vitória.

Carlos Silva e Sousa e o jovem atleta albufeirense Tomás Barroso

Carlos Silva e Sousa e o jovem atleta albufeirense Tomás Barroso

Antes do início do jogo o Município de Albufeira aproveitou para prestar uma pequena homenagem ao jovem albufeirense Tomás Barroso que já é uma figura de destaque no mundo do basquetebol português. O atleta iniciou a sua prática desportiva em 1989, no Clube de Basquete de Albufeira, onde permaneceu durante seis anos. Pouco depois as suas qualidades técnicas ajudaram o Imortal D.C. a ganhar o Campeonato Distrital da Associação do Algarve e a Taça Nacional de Sub 18. Aos 16 anos Tomás vai para o país vizinho e passa a vestir a camisola do clube madrileno Torrelodones, onde chegou a ser considerado o melhor base no seu escalão. Após duas temporadas a competir em campeonatos espanhois regressou a Portugal e recebeu o convite para integrar a equipa de Sub 20 do Benfica. Mais tarde estreia-se na Liga Portuguesa. “Rokkie”, como ficou conhecido, chamou a atenção do selecionador que o convocou para o Europeu de Sub 20, onde foi uma das figuras da nossa Seleção. Este sábado deu o seu melhor e ajudou o Benfica a levar a Taça para casa.

Categories: Albufeira, Desporto

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