Castro Marim

Artistas da palavra e outras artes marcaram presença no «Monte do Malhão»

Desde Silves até Castro Marim, foram vários os autores da literatura e outras artes que marcaram presença em «Literatura no Monte» no «Monte do Malhão» no último sábado, dia 16 de novembro. Esta casa de campo encheu-se com mais de meia centena de pessoas que deram alma e tempo às palavras. Os ingredientes foram inúmeros numa tarde que reuniu não só algarvios neste monte do Algarve.

Fernando Pessanha, Vítor Cardeira, Fernando Esteves Pinto, José Bívar, Alexandre Castanheira, Pedro Santos, Carlos Luís Figueira e Carlos Brito na prosa. Tiago Nené, Miguel Godinho, Adão Contreiras, João Pereira, Diogo Francisco, António Cabrita, Manuel Palma e Pedro Tavares na poesia. Os «Poetas do Guadiana» escolheram este encontro para fazer a pré-apresentação da sua segunda antologia ibérica. Carlos Brito fez a pré-apresentação de «A Casa» de Carlos Luís Figueira, uma obra que retrata a clandestinidade no PCP na época do Estado Novo, sendo que o seu autor viveu a circunstância na primeira pessoa. Vítor Cardeira apresentou «O Carteiro de Fernando Pessoa» de Fernando Esteves Pinto, que agora parte para as apresentações em Lisboa.

Conferências. Alexandre Castanheira falou da sua dramaturgia com a sua obra «Uma sereia chamada Ermelinda», da adaptação do «Cais do Ginjal» de Romeu Correia. O actor e encenador Pedro Santos focou a falta de escrita para teatro. José Bívar fez a retrospectiva da cena literária e cultural do Algarve. Coube a Fernando Pessanha falar sobre Lutegarda Guimarães de Caíres, assinalando as comemorações dos 140 anos do seu nascimento. José Cruz homenageou António Aleixo que morreu em 16 de Novembro de 1949 e Assunção Constantino lembrou o Nobel José Saramago em dia de efeméride que assinalou a data do seu nascimento.

Artes Plásticas. Nas artes plásticas, Vicente Cardoso colocou em exposição e venda os seus quadros no «Monte do Malhão». O escultor Carlos de Oliveira Correia inaugurou a sua arte nesta casa de campo, dando dimensão colorida, fazendo o reaproveitamento de pneus que foram pintados numa parede de imenso branco.

Foi uma tarde de cultura num brinde à literatura e outras artes. Descentralizou-se a cultura, levando-a com intensidade para o Interior do Algarve. E é assim que o «Monte do Malhão» quer existir: para além do alojamento.

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